O Emanoel frequentava a Igreja Adventista do Sétimo Dia desde criança. Foi batizado aos 9 anos e sempre se envolveu nas atividades da igreja. Porém, aos 18 anos, se distanciou da fé. Essa história mudou aos 24, quando a irmã dele o apresentou ao Jovem Cast, um podcast produzido por uma equipe de 14 voluntários da igreja do bairro Cidade Industrial de Curitiba, na capital paranaense.
Ao aceitar o convite para ir a um culto de sábado, ele conheceu os responsáveis pelo programa e permaneceu para ajudar nas gravações, realizadas na própria igreja. Desde então, não parou de participar das produções. O resultado foi a decisão pelo batismo, realizada em uma celebração no Dia Mundial do Jovem Adventista, no dia 21 de março.
O impacto do experimento ultrapassou a cidade de Campinas. Com quase 200 mil visualizações no YouTube, a iniciativa já inspirou outras congregações. O templo adventista central de Tatuí, por exemplo, adaptou a ideia e realizou sua própria versão, o que ampliou o alcance da mensagem de esperança.
Assista ao vídeo completo do experimento social:
Iniciativa da Igreja Adventista relacionada à Semana Santa surpreende pessoas em local público, viraliza nas redes e inspira outras igrejas a repetirem a ação
Vendedor foi o primeiro a participar do experimento (Foto: Comunicação UCB)
Uma mesa, uma banqueta e um presente chamaram a atenção de quem passava por uma área movimentada de Campinas, no interior paulista, nos últimos dias. Ao lado, um convite: “Sente-se, coloque o fone e ouça um recado”.
A proposta faz parte de um experimento social promovido pela sede da Igreja Adventista do Sétimo Dia para o estado de São Paulo, a União Central Brasileira (UCB), em alusão à Semana Santa. A ação consistiu em uma experiência individual, pois ao se sentar e colocar os fones de ouvido, o participante ouvia uma mensagem em primeira pessoa, construída como se fosse dirigida diretamente a ele e assinada por Deus.
No início, a carta estabelecia um tom intimista: “Oi, filho! Eu tô com saudade de você. Há quanto tempo a gente não se fala assim, né?! Sem pressa… só nós dois.”
Durante o áudio, o participante era orientado a abrir o presente posicionado à sua frente. Dentro da caixa havia uma coroa de espinhos. A mensagem seguia: “Tá vendo essa coroa? Ela era pra você, filho... Mas eu não podia deixar. Então, Eu a usei no seu lugar.” Após o término do áudio, o pastor Edmilson Lima, diretor do Ministério Pessoal da Igreja Adventista para o estado de São Paulo, se aproximava e entregava um segundo presente.
Ao abri-lo, o participante encontrava uma coroa dourada, apresentada como símbolo de esperança, redenção, vitória e eternidade. "O mundo te deu uma coroa de espinhos, mas por te amar, Jesus a usou em seu lugar para que você pudesse receber outra coroa, a da vida eterna", lembrou Lima.
Participantes abriram novo presente ao final da experiência, recebiam uma oração e um exemplar do livro A Vida de Jesus (Foto: Comunicação UCB)
Reações espontâneas
A ação foi registrada em vídeo e publicada nas redes sociais, onde acumulou dezenas de milhares de visualizações. As imagens mostram reações diversas, como silêncio prolongado, reflexão, choro e abraços.
Um dos participantes, Samuel Gomes, que havia perdido o pai dias antes da experiência, relatou nos comentários da publicação que a ação mexeu muito com ele. "Eu realmente não imaginava que o objetivo era esse. Esse trabalho comunica algo que realmente vai além das palavras... Que Deus continue sustentando e ampliando esse trabalho tão necessário, que toca corações e aponta o caminho em tempos tão carentes de verdade. O mundo precisa, urgentemente, de mais pessoas assim", escreveu.
Samuel Gomes e sua esposa pararam para ouvir a mensagem (Foto: Comunicação UCB)
Semente do Evangelho
Para o pastor Edmilson Lima, a experiência evidenciou a receptividade do público a abordagens diretas, mesmo em ambientes de circulação intensa. Segundo ele, muitas pessoas que participaram já tinham algum tipo de contato prévio com mensagens cristãs, o que ajudou a explicar as reações. "A gente percebe que a semente do evangelho habita no coração das pessoas de alguma maneira. Muitas se comoveram porque já tiveram algum contato com a Palavra de Deus", afirma.
Lima também destaca o contraste entre a rotina acelerada e a interrupção proposta pela ação. “Essas pessoas estavam na correria da vida. Mal imaginavam que iriam ouvir aquela voz. Isso mostra como coisas simples do dia a dia podem ser a voz de Deus, o Espírito Santo guiando. Vale a pena continuar insistindo em maneiras simples e diferentes de atrair as pessoas para o evangelho. Deus chama de diversas formas, e a Igreja precisa buscar múltiplas maneiras de chamar atenção", diz.
A iniciativa integra um conjunto de ações da Igreja Adventista voltadas à Semana Santa, período em que denominações cristãs intensificam atividades públicas de evangelismo. De acordo com os organizadores, a proposta foi utilizar elementos simples, como áudio, objetos e interação direta, para criar uma experiência individual em um ambiente coletivo.
Carta reproduzida em áudio era personalizada para público masculino e feminino (Foto: Comunicação UCB)
A encenação chamou atenção em meio a um shopping da capital amazonense (Foto: Wesley Magalhães)
O shopping Grande Circular, em Manaus, foi palco para uma ação que mudou a rotina e o movimento do local. Jovens da Igreja Adventista do Sétimo Dia, da região Leste do Amazonas, realizaram um flash mob no sábado, 28, surpreendendo o público com música e encenação sobre o sofrimento de Jesus momentos antes da cruz.
A ação faz parte das iniciativas da Semana Santa, período que relembra o drama da Paixão de Cristo. Segundo a idealizadora da iniciativa, Rielly Guimarães, a proposta foi apresentar um convite diferente ao público.
“Estamos na Semana Santa, e como o tema vem trazendo o drama da paixão, resolvemos criar um convite diferente para impactar as pessoas, trazendo Jesus para o meio de um shopping, para que elas vejam, sentem ao lado dEle e observem de fato o que Ele passou, entendendo que aquilo que Ele fez na cruz foi por cada um de nós”, destacou Rielly.
A apresentação trouxe à cena um Jesus acessível e próximo, que, mesmo em silêncio, convidava as pessoas a se achegarem. Tocadas pelo momento, muitas delas aceitaram o convite, sentaram-se ao seu lado e vivenciaram uma experiência simbólica de acolhimento, paz e esperança em meio ao ritmo acelerado do cotidiano.
Pessoas que estavam passando pelo shopping se comoveram com a cena e tiveram momentos de reflexão (Foto: Wesley Magalhães)
Logo após a encenação, um coral de jovens cantou a música "A Coroa", dando ainda mais sentido à mensagem que desejavam passar. Por alguns minutos, o que antes era apenas um espaço de compras tornou-se um verdadeiro cenário de reflexão e encontro espiritual.
Impacto imediato
A iniciativa também impactou quem passava pelo local. A gerente de vendas Angeuly Silva relatou a emoção vivida durante o momento. “Impactou e me fez lembrar que a verdadeira Páscoa é essa: é Cristo, é o amor de Cristo, é a crucificação pela humanidade, para que nós possamos ter direito à salvação”, afirmou.
Para o diretor de Jovens da região noroeste do Brasil, Arovel Leonay, ações como essa demonstram a relevância de apresentar a mensagem cristã de forma criativa e próxima das pessoas. “Parabéns à Igreja Adventista no Leste do Amazonas pela iniciativa, que precisa se repetir cada vez mais. Hoje sentimos que as pessoas querem Jesus, elas gostam de Jesus. Queremos apresentar o Jesus que pode sarar feridas e transformar vidas”, declarou.
Jovem reclina a cabeça no ombro do ator que representou a Cristo (Foto: Wesley Magalhães)
Os participantes da ação aproveitaram para distribuir convites para as reuniões da Semana Santa nos templos adventistas da região. A apresentação reforçou que, mesmo em meio à correria dos grandes centros, ainda há espaço para mensagens de fé e reflexão.
O momento foi gravado por diversos espectadores e acabou virando destaque em páginas de notícias. Veja aqui.
A TV Novo Tempo preparou uma programação especial para a Semana Santa em 2026. De 30 de março a 3 de abril, às 20h, o público poderá acompanhar a série “A Batalha da Cruz”, apresentada diariamente pelo pastor Nelson Milanelli.
Com uma abordagem bíblica e atual, a série propõe reflexões sobre os conflitos do mundo, os desafios da família, as lutas interiores da alma e a esperança na vitória final de Cristo. Ao longo de cinco noites, será possível entender que por trás das crises humanas existe uma batalha espiritual entre o bem e o mal — e que a cruz de Jesus está no centro dessa história como sinal de redenção, esperança e vitória.
A reflexão parte da ideia de que guerras e crises não são apenas disputas políticas ou sociais, mas evidências de um conflito maior por trás da história humana. Os embates que atingem as famílias encontram na cruz de Cristo a resposta e a possibilidade de restauração. Também será possível entender que separações, ressentimentos, violência, vícios e abandono deixam marcas profundas dentro dos lares, e que esses conflitos refletem a presença do pecado no coração humano.
Esperança encontrada na cruz
Diante dessa realidade, a cruz aparece como a resposta de Deus: no Calvário, Cristo enfrentou o mal que destrói relacionamentos e abriu caminho para o perdão, a reconciliação e a restauração da família.
Além das mensagens bíblicas apresentadas pelo pastor Nelson Milanelli, todas as noites contarão com participações musicais do Art’Trio, da Gravadora Novo Tempo. Com 28 anos de carreira, o grupo tem levado a mensagem de esperança por meio da música.
A programação especial de Semana Santa é um convite para quem deseja refletir sobre fé, esperança, restauração e salvação à luz da mensagem da cruz.
Para sintonizar a Novo Tempo na sua região, clique aqui.
A verdadeira felicidade se encontra na conexão, na fé e na gratidão pelos pequenos momentos (Foto: Karol Lazo)
Em um mundo onde a felicidade costuma ser associada a momentos agradáveis ou a circunstâncias favoráveis, algumas pessoas descobriram que a verdadeira felicidade vai além de um sorriso ou do que as redes sociais mostram. E não se trata de uma receita mágica ou de uma fórmula quase impossível, mas de uma escolha de vida. Você conhece alguém que parece não ter problemas porque está sempre feliz ou sorrindo? Você já se perguntou qual é o seu segredo?
Carlos Pereira é uma dessas pessoas. Ele trabalha na área de manutenção geral e, como parte de suas funções, percorre várias áreas da instituição durante o dia. Por isso, a maioria dos funcionários o conhece, mas principalmente se lembra dele porque está sempre passando com um sorriso no rosto e uma saudação cheia de energia.
Carolina Berríos, conhecida como Carito, chegou há menos de um ano à mesma instituição e já é conhecida por sorrir até mesmo em momentos que parecem complicados e por cumprimentar com muito carinho aqueles que cruzam seu caminho. Ela comenta que sempre foi uma pessoa alegre, mas que essa atitude se fortaleceu depois de enfrentar momentos difíceis.
Quando a felicidade não depende das circunstâncias
Carlos e Carito também enfrentaram momentos difíceis e situações dolorosas. No entanto, encontraram a fonte da verdadeira felicidade. Como eles conseguem manter essa atitude alegre e encontrar felicidade?
Carlos com sua esposa, Flávia, e sua filha, Ágata (Foto: Carlos Pereira)
Carlos conta que foi inevitável passar por um período de tristeza quando perdeu os pais, mas que lembrar que cada novo dia é uma oportunidade que Deus lhe dá e que Ele caminha ao seu lado, aos poucos, devolveu-lhe o sorriso. “E quando sorrio, sorrio como se fosse para Jesus. Talvez isso também contagie os outros. Por isso, quando me perguntam: ‘Como você está?’ Eu respondo: ‘Estou melhor do que mereço!’”, afirma ele com convicção.
Carito, por sua vez, sofreu a perda de um bebê, o que a mergulhou em uma profunda tristeza. Ela conta que sorria somente para tranquilizar sua família, mas chorava todas as noites. Até que, certa noite, seu esposo descobriu, apenas a abraçou e orou por ela. No dia seguinte, ela acordou sentindo uma alegria sincera novamente. “Senti o valor, o valor do que é ser feliz, mas por dentro, não somente por fora”, enfatiza.
A felicidade que nasce da fé
Mais adiante, ela enfrentou um câncer de mama, mas já sabia como não perder a alegria. “Porque a paz de Deus, que excede todo entendimento, é essa paz que manterá nossos pensamentos em Cristo Jesus. E uma das minhas orações diárias é pedir ao Senhor que me ajude a refletir Jesus por meio do meu sorriso e da minha alegria”, destaca.
Carito com seu esposo, o pastor Rodrigo Cárcamo, e seus filhos, Gabriela e Rodrigo (Foto: Carolina Berríos)
Histórias como as de Carlos e Carito refletem que o sorriso nem sempre é uma máscara, mas pode ser o resultado de uma fé profunda, de resiliência e de uma decisão diária de confiar em Deus. Mas afinal, o que é realmente a felicidade? Como cultivá-la em meio aos desafios?
Para responder a essas perguntas, a Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN) conversou com a docente da Universidade Adventista da Bolívia, Grelte Del Pozo, mestre em Psicologia Educacional com ênfase em Desenvolvimento Humano e em Ciências da Família com ênfase em Terapia Familiar, que explica como a gratidão, a fé e a confiança em Deus influenciam em uma felicidade mais profunda e duradoura.
A diferença entre prazer momentâneo e felicidade duradoura
Em um mundo onde muitas pessoas associam a felicidade ao sucesso ou às circunstâncias externas, como entender realmente o que é a verdadeira felicidade?
Uma das grandes confusões do nosso tempo é chamar de felicidade aquilo que, na realidade, é prazer, conforto ou sucesso momentâneo. Tudo isso é bom, mas também instável, pois depende das circunstâncias. A verdadeira felicidade não depende apenas do que acontece comigo, mas de como eu vivo, do sentido que minha vida tem e de onde está firmado o meu coração.
Do ponto de vista da psicologia, sabemos que o bem-estar profundo está relacionado a vínculos saudáveis – com a família, os vizinhos –, a propósitos, à esperança e à coerência interior.
Do ponto de vista da fé cristã, diria que a felicidade plena não está em ter mais, mas em viver em Cristo. Quando a identidade baseia-se no amor de Deus, a alegria deixa de depender das circunstâncias e torna-se mais firme. A Bíblia expressa isso como “gozo” ou “bem-aventurança”, para referir-se a um estilo de vida que apesar das circunstâncias, podemos descansar em uma alegria produzida pela paz que Deus nos dá.
O poder da gratidão para o bem-estar emocional
Do ponto de vista da psicologia, qual é o papel da gratidão no bem-estar emocional e na sensação de felicidade?
A gratidão desempenha um papel muito importante, pois educa o olhar. Ela não elimina a dor, mas evita que toda a atenção fique presa à carência, à comparação ou à frustração. Uma pessoa grata aprende a reconhecer bens reais, pessoas valiosas, oportunidades e sinais de cuidado mesmo em fases complexas. Isso fortalece o bem-estar emocional, melhora os laços e reduz a sensação de vazio.
As evidências mostram que intervenções baseadas na gratidão estão associadas a melhor saúde mental, mais emoções positivas e menos sintomas de ansiedade e depressão. Filomena, a senhora mais longeva do Peru (Huancavelica), quando perguntada sobre o segredo de uma vida longa, respondeu sem hesitar: alimentação saudável e aproveitar todas as coisas boas que me cercam. As coisas ruins, eu abandono.
Abordagem positiva sem ignorar a realidade
Como aprender a focar mais no positivo sem ignorar ou negar os problemas que também fazem parte da vida?
A primeira coisa é entender que focar no lado positivo não significa fingir que está tudo bem. Um olhar maduro reconhece a dor, dá nome a ela e a processa, mas decide não permanecer apenas ali. Em termos simples, não se trata de negar a ferida, mas de não transformá-la no centro absoluto da vida.
O salmista Davi declarou isso com clareza no Salmo 23:4: “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo [...]”. Aí está a razão pela qual um filho de Deus não sucumbe nem entra em desespero diante das adversidades. Saber que seu pastor está ao seu lado faz toda a diferença.
Ferramentas emocionais para a felicidade
Para aqueles que passam por momentos de dor, perda ou doença, como recuperar a esperança e a alegria?
Primeiro, permita-se sentir. A dor que não é reconhecida costuma se tornar mais intensa. Chorar, falar, pedir ajuda e aceitar companhia são passos saudáveis, não sinais de fraqueza.
Segundo, cuide do básico: descanso, alimentação, rotina, contato humano e momentos de silêncio. Prestar atenção ao silêncio é muito importante, pois assim como na partitura, ele precede uma música majestosa.
Terceiro, apoie-se em laços confiáveis, pois ninguém se cura bem no isolamento. Não é vergonhoso buscar a ajuda de um profissional ou de um bom amigo.
Quarto, mantenha pequenas práticas de esperança: uma oração sincera, um diário de gratidão, ler a Bíblia, agradecer por um gesto sólido de amor. Busque apoio profissional quando necessário. A alegria, nesses processos, não retorna de uma vez; às vezes volta como paz, depois como alívio e, então, como uma nova capacidade de aproveitar a vida.
Fé e confiança em Deus: a base de uma felicidade estável
De que maneira a fé e a confiança em Deus podem contribuir para desenvolver uma felicidade mais profunda e estável?
A fé oferece algo que nenhuma circunstância externa pode garantir: sentido, pertencimento, consolo e esperança. Quem confia em Deus não fica livre do sofrimento – Deus não nos prometeu apenas dias ensolarados –, mas sim a certeza de que Ele caminha ao nosso lado nos dias escuros. Isso faz toda a diferença. Na perspectiva cristã, a felicidade não é a ausência de problemas, mas a presença de Deus em meio a eles.
Segundo o Dr. Mario Pereyra, pioneiro em Psicologia Positiva e de Esperança, essa não é uma ilusão vazia, mas uma confiança bem fundamentada. Seus estudos, como o desenvolvimento do TED e TED-R, incluem a “esperança transcendente” ligada à confiança nas promessas de Deus e ao bem-estar. Assim, a esperança nos ajuda a desfrutar das bênçãos futuras mesmo quando elas ainda não aconteceram.
Práticas diárias para cultivar a felicidade
Que práticas simples você recomenda para cultivar uma atitude de alegria e gratidão diariamente?
Eu recomendo práticas pequenas, mas constantes. Começar o dia com uma breve oração. Ler um trecho da Bíblia e perguntar o que ela revela sobre o caráter de Deus.
Anotar três motivos concretos de gratidão, não ideias abstratas, como por exemplo: gosto de acordar e contemplar meu esposo dormindo ao meu lado, então agradeço por ele. Também gosto de agradecer porque, de manhã, não me desperto com alarmes que me assustam, mas com o canto dos passarinhos.
Outra forma prática para cultivar diariamente é expressar afeto e reconhecimento aos membros de nossa família. Reduzir a comparação com os outros, que costuma roubar a paz. Realizar algum ato simples de serviço. Estar em contato com a natureza – coisas que enchem o coração de gratidão e produzem paz e alegria.
Uma felicidade vivida todos os dias
No fim do dia, revise onde a bondade de Deus se manifestou. A alegria duradoura quase nunca nasce de grandes eventos, mas de uma vida cotidiana vivida com propósito, fé e gratidão.
Por fim, acredito que a verdadeira felicidade não consiste em que tudo aconteça como eu espero, mas em viver sustentado pela certeza de que Cristo está presente, guia minha vida e dá sentido até mesmo aos dias mais difíceis. A partir disso, a gratidão, a esperança e a alegria deixam de ser emoções passageiras e se tornam um modo de viver.
Líderes exibem bandeira do país, que receberá missionários (Foto: Marllon Miranda)
A Igreja Adventista do Sétimo Dia em Mato Grosso do Sul lançou oficialmente, no último fim de semana, o projeto Missão Índia 2026, uma iniciativa que levará voluntários sul-mato-grossenses para uma experiência de missão transcultural no país asiático.
O lançamento ocorreu durante a Convenção Novas Gerações, realizada entre os dias 6 e 8 de março, em Campo Grande. O evento reuniu cerca de 700 líderes das áreas de Desbravadores, Aventureiros, Ministério Jovem e Música, vindos de diferentes regiões do estado para três dias de capacitação, inspiração espiritual e fortalecimento da missão.
A iniciativa missionária é coordenada pelo Serviço Voluntário Adventista (SVA), ministério responsável por conectar voluntários a projetos missionários em diferentes partes do mundo. Em Mato Grosso do Sul, o departamento é liderado pelo pastor Rafael Felberg, que também atua como secretário-executivo da Associação Sul-Mato-Grossense, sede administrativa da denominação para o estado.
Da esquerda para a direita: pastor Rafael Felberg (secretário-executivo e líder do SVA da ASM), pastor Rodrigo Assi (líder do MDA, Jovens e Música da ASM) e, à direita, Reltiman Ribeiro (tesoureiro da ASM). Na ocasião, líderes realizam o lançamento do projeto (Foto: Marllon Moreira)
Segundo Felberg, a proposta da missão vai além de uma viagem internacional, sendo uma oportunidade de crescimento espiritual e de ampliação da visão missionária.
“A missão transcultural nos ajuda a compreender que o evangelho não tem fronteiras. Nosso objetivo é despertar nos jovens e líderes o desejo de servir e mostrar que cada pessoa pode ser usada por Deus para levar esperança a diferentes culturas e realidades”, destacou.
Na Índia, os missionários que irão representar o Mato Grosso do Sul atuarão na cidade de Patna, onde muitas pessoas ainda não ouviram falar sobre Jesus.
Primeira missionária
Durante a convenção, os participantes puderam se inscrever em um sorteio especial que levaria um líder para ser o primeiro inscrito oficialmente na Missão Índia 2026. A sorteada foi Jhenifer Pompeu, de 18 anos, universitária e líder jovem do distrito do Taquarussu, em Campo Grande.
Jhenifer durante o momento em que foi anunciada como a sorteada para viajar ao país (Foto: Marllon Moreira)
A jovem conta que quase não realizou a inscrição para participar do sorteio, mas decidiu fazê-la justamente no último dia disponível para o cadastro.
“Eu quase não fiz a inscrição. Quando o pastor Rafael anunciou o sorteio da Missão Índia, fiquei pensando se deveria participar. Um pastor que estava perto de mim comentou: ‘Mas e se você ganhar?’ Então eu respondi: ‘Por que não?’, relembra.
Quando seu nome foi anunciado diante de centenas de líderes presentes, a surpresa foi imediata.
A estudante e o pastor Rodrigo Assi seguram a bandeira da Índia (Foto: Marllon Moreira)
“Na hora eu fiquei sem acreditar. Sempre tive o sonho de participar de uma missão. Durante muito tempo eu não conseguia me enxergar dentro da igreja, não sabia exatamente de que forma poderia servir. Mas, com o tempo, Deus foi colocando no meu coração o desejo de fazer missão”, explica.
Jhenifer conta que já havia pensado em integrar projetos missionários em outras regiões, mas nunca conseguiu conciliar as datas. “Tentei participar de missões na Amazônia e em outros lugares, mas sempre surgia algum impedimento. Agora, olhando para tudo o que aconteceu, vejo que foi Deus guiando cada detalhe e preparando essa nova geração para falar de Jesus”, acredita.
Missão que ultrapassa fronteiras
A Missão Índia 2026 faz parte de um movimento crescente de incentivo à participação de jovens e líderes em projetos de missão transcultural, nos quais voluntários atuam em contextos culturais e religiosos diferentes do seu país de origem.
Felberg motiva líderes a envolverem-se em projetos de missão (Foto: Marllon Moreira)
A iniciativa também reforça o histórico missionário da Igreja Adventista em Mato Grosso do Sul, que ao longo dos últimos anos tem promovido projetos de missão em regiões de fronteira, como Bolívia e Paraguai, países vizinhos ao estado.
Essas ações têm mobilizado voluntários, líderes e jovens a participarem ativamente do movimento missionário, levando esperança e assistência a diferentes comunidades.
Mais do que atravessar fronteiras geográficas, o objetivo é inspirar uma nova geração de líderes a viver de forma prática o compromisso com a missão global da igreja.
Desbravadores e membros da comunidade se voluntariaram para servir variados públicos e ministérios da igreja. (Foto: Divisão Norte-Asiática do Pacífico)
Templos adventistas do sétimo dia em diferentes regiões da Mongólia realizaram, nas últimas semanas, diversas iniciativas missionárias, incluindo ações de serviço comunitário, programas do ministério da família e cultos evangelísticos, segundo os organizadores.
Em 7 de fevereiro de 2026, o Clube de Desbravadores da Igreja Khylchyn realizou uma atividade missionária intitulada “Vamos apoiar nossos idosos!”, como parte da campanha nacional “Espalhe Amor”. O projeto foi inspirado no texto de Levítico 19:32.
Trabalhando em colaboração com líderes locais, membros da igreja selecionaram duas famílias e entregaram alimentos, incluindo farinha, arroz e óleo de cozinha. Os voluntários também removeram neve dos quintais, retiraram materiais de madeira antigos, limparam casas e carregaram 150 litros de água de um poço próximo para uma família que enfrenta problemas de saúde.
Programa para casais destaca a importância de famílias fortes
Em meados de fevereiro, o templo Revelation realizou um programa para casais intitulado “Amor não é um presente — é tempo de qualidade passado juntos”. Oito casais participaram.
A conselheira familiar J. Purevdulam conduziu um seminário sobre as “Cinco Linguagens do Amor”, ajudando os participantes a identificarem suas próprias preferências de comunicação e a discutirem formas práticas de fortalecer os relacionamentos. O programa também incluiu atividades como pintura, música, uma refeição compartilhada e jogos em grupo. Segundo os organizadores, vários casais relataram ter adquirido novas percepções sobre seus relacionamentos.
A dinâmica para casais reforça a importância de desenvolverem tempo de qualidade juntos (Foto: Divisão Norte-Asiática do Pacífico)
Lançamento de cultos com foco no evangelho
O templo Bayankhair também lançou uma nova iniciativa evangelística que define o último sábado de cada mês como o “Sábado do Evangelho”. O primeiro culto ocorreu em 31 de janeiro de 2026, com um formato renovado, pensado para ser acolhedor e fácil de compreender para os visitantes.
Após o culto, duas pessoas foram batizadas: um estudante do Centro de Treinamento Missionário Estudantil Angelos e um participante mais recente da igreja.
A programação aproxima visitantes e incentiva a participação de todos (Foto: Divisão Norte-Asiática do Pacífico)
Líderes da Igreja afirmaram que as atividades refletem os esforços contínuos das congregações locais em toda a Mongólia para atender às necessidades da comunidade, ao mesmo tempo em que apoiam a vida familiar e ampliam o alcance do evangelho.
A transmissão reuniu artistas, apresentadores e entradas ao vivo da região atingida, incentivando doações para as ações emergenciais da organização. A iniciativa ajudou a impulsionar a campanha SOS Minas Gerais, que já soma R$ 1.124.510,16 em arrecadações desde o início da emergência.
Apoio emergencial
Os recursos estão sendo destinados às ações humanitárias em curso na região, incluindo a operação da carreta solidária, uma estrutura móvel utilizada em desastres para preparar refeições, lavar roupas e oferecer apoio às famílias atingidas. A carreta funciona como base de atendimento às comunidades afetadas, oferecendo alimentação, suporte logístico e acolhimento às famílias que perderam bens durante as enchentes.
Vouchers para famílias afetadas
Outra frente de assistência será a distribuição de vouchers eletrônicos para mais de 500 famílias impactadas pelas chuvas. Os cartões permitirão que os beneficiários adquiram itens essenciais para reconstruir suas rotinas, como cobertores, lençóis, toalhas, utensílios domésticos, panelas e colchões. O valor poderá ser utilizado livremente pelos beneficiários em estabelecimentos credenciados que aceitem os cartões.
Solidariedade que se transforma em ação
De acordo com o diretor da ADRA Brasil, Herbert Boger, a mobilização demonstra a força da solidariedade em momentos de crise. “Cada contribuição representa um gesto concreto de cuidado com famílias que perderam quase tudo. Nosso objetivo é transformar a solidariedade das pessoas em apoio real para que essas famílias possam recomeçar”, afirmou.
As doações realizadas durante a campanha contribuem tanto para a resposta à emergência em Minas Gerais quanto para fortalecer a atuação da ADRA em outras respostas a desastres no Brasil.
Como ajudar
Quem desejar contribuir com as ações humanitárias da ADRA pode realizar doações por meio da chave PIX sos@adra.org.br.
Assista a transmissão do programa especial abaixo:
Durante o período em que estive naquela cidade, Deus me mostrou Seu amor de diversas formas (Imagem gerada por IA)
Você já esteve diante de uma situação que parecia não ter saída? Eu já.
Era o mês de dezembro de 2009 e eu havia concluído o sexto semestre da graduação em Comunicação Social. Ainda faltava um ano para a formatura, bem como todos os recursos financeiros para pagar as mensalidades, comprar materiais específicos para as disciplinas e custear o internato onde eu vivia.
Assim como nos anos anteriores, me preparava para mais uma jornada de trabalho de porta em porta para oferecer literatura sobre saúde, família, educação de filhos e espiritualidade, iniciativa que me permitia obter os recursos que eu precisava. Talvez você nunca tenha recebido alguém com essa proposta em sua casa, mas trata-se de um colportor evangelista. Seu objetivo principal não é a venda, mas compartilhar esperança e conhecimentos que ajudem a melhorar a vida das pessoas. Era isso o que eu fazia.
Embarquei em um ônibus que partiu do interior de São Paulo com destino a Foz do Iguaçu, no Paraná. Ali fui para uma casa com outros estudantes, bem pertinho da Ponte da Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai. E se você está se perguntando se eu comprei alguma coisa no país vizinho enquanto lá estive, a resposta é não. Nem mesmo cheguei a atravessar para o outro lado. Mas isso é outra história.
Aquela cidade seria minha base, mas não meu território de trabalho. Por isso, poucos dias depois já estava em outro ônibus em direção a uma pequena cidade que ficava a cerca de 80 km. Eu nunca estive ali e não conhecia um único morador. Como ocorreu em outras vezes, o caminho precisava ser desbravado. Depois de perguntar para um e para outro, e caminhar muito, cheguei até a casa de uma família de adventistas do sétimo dia. Eles gentilmente me acolheram.
Um Deus bondoso
A casa era pequena e eu estava hospedado no quarto de um dos filhos, mas não poderia ficar por muito tempo, já que em breve eles chegariam para as festividades de fim de ano. Em menos de uma semana naquela cidade, visitei o dono de uma churrascaria onde também funcionava um hotel. Após explicar o que estava fazendo ali, apresentar informações relacionadas ao cuidado com a saúde física e espiritual, e oferecer os quatro títulos que eu carregava em minha mochila, suas palavras foram objetivas: "Não vou ter ajudar!"
As risadas que demos ao longo da conversa haviam cessado. Enquanto eu me preparava para interromper aquela longa pausa e lhe perguntar o motivo – talvez a falta de interesse em livros; quem sabe até mesmo a dificuldade para adquiri-los –, ele continuou: "Não dessa forma. Vou te ajudar de outra."
Aquele senhor, que não deveria ter mais do que 65 anos, me contou que havia enfrentado muitas dificuldades quando criança. Começou a trabalhar cedo e aos poucos, com determinação, foi construindo sua vida. Por isso, valorizava quem saía em busca dos seus objetivos e não desistia de seus sonhos. Sem saber, ele estava me ajudando a não desistir dos meus.
Com suas feições de avô e um sotaque carregado, completou: "Fique aqui no hotel durante os próximos 30 dias em que você ficar na cidade. Vou te dar acomodação e as três refeições do dia. Por tudo isso, você vai pagar diárias de apenas nove reais." É claro que eu não acreditei no que estava ouvindo. Eu não gastava menos de 15 reais para almoçar. Ter tudo aquilo por um valor simbólico demonstrava o cuidado de Deus por mim naquele lugar desconhecido.
Aceitei sua oferta e no mesmo dia me mudei para lá. O proprietário só não gostou quando, convicto, disse que eu apreciaria muito as carnes que eram servidas na churrascaria, já que os animais eram criados por sua família, e revelei a ele que sou vegetariano. Mas ao longo do tempo – e de suas tentativas de me convencer do contrário –, nos demos bem.
Ao entrar no quarto, agradeci a Deus por sua bondade. Aquela era uma grande questão que Ele havia solucionado para mim. Um verso bíblico muito oportuno veio à minha mente: "Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?" (Mateus 6:26).
Um beco sem saída
Na manhã seguinte, saí novamente de porta em porta. Havia visitado a prefeitura recentemente e recebido um balde de água fria. Os funcionários que me atenderam disseram que a população não teria interesse no meu trabalho. Afinal, aquela era uma cidade diferenciada: recebia generosas verbas financeiras devido à construção da usina hidrelétrica de Itaipu. O hospital público era mais avançado do que os particulares de grandes cidades.
Esse era um argumento frequente usado por aqueles que me recebiam em suas casas. "Se tivermos qualquer problema de saúde, temos um bom hospital"; "Recebemos muitas orientações sobre a importância de cuidar do nosso corpo"; "Temos muitas atividades físicas gratuitas que nos ajudam a manter tudo em bom funcionamento".
Embora pequena, a cidade estava se tornando grande, já que a dificuldade para fechar encomendas da literatura estava aumentando gradativamente e eu precisava caminhar mais. Às vezes, voltava para o hotel tarde da noite sem ter fechado um único pedido. O relógio corria, e a preocupação atingia níveis estratosféricos.
Alguns dias eram melhores do que outros, mas muitos eram piores do que todos os bons juntos. A hora de voltar para os semestres finais se aproximava e eu não conseguia fazer grandes avanços. Diante disso, um pensamento começou a se tornar mais frequente: "Talvez eu não consiga me formar neste ano. Talvez eu tenha que trancar a faculdade e trabalhar ao longo dos próximos meses."
Já tinha visto Deus realizar milagres na minha vida, mas comecei a enxergar apenas a escuridão do túnel e não ver saída. Em menos de 15 dias eu precisava estar em São Paulo, e os resultados não eram nada bons. Àquela altura, eu já havia me esquecido do texto de Mateus 6:26. Estava preocupado com minha performance e me esquecendo de quem rege o universo e tem o controle de todas as coisas (Jeremias 10:12).
Ao estudar a Bíblia no início das manhãs seguintes, fui empurrando a preocupação par o lado ao decidir deixar que Ele fizesse a Sua vontade na minha vida. Eu deveria ser apenas um instrumento, e não o arquiteto. Me apeguei, então, a outro texto: "Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares" (Josué 1:9).
Confiar: uma sábia escolha
Eu faria a minha parte e deixaria Deus fazer a Sua, da forma como Ele quisesse. Era fácil? É claro que não. Mas era precisava confiar em Sua direção. Não relaciono o que aconteceu em seguida com um processo de causa e efeito, mas à sabedoria divina e às lições que muitas vezes precisamos aprender ao longo de nossa caminhada espiritual.
Incrivelmente, as portas foram se abrindo, o "sim" se tornou frequente e a esperança despontou outra vez. Em pouco mais de 10 dias eu havia conseguido aquilo que parecia impossível. Conheci pessoas especiais e pude compartilhar um pouco do que é viver pela fé. Voltei para as aulas não com tudo o que precisava para aquele ano, mas com uma lição que jamais esqueci: Ele abre portas. E abriu tantas outras depois disso que não dá pra contar aqui. Ah, e sim, me formei no final daquele ano. Já faz tempo.
Listas e desejos tomam conta das pessoas no início do ano, mas é preciso ser específico (Foto: Shutterstock)
Para muitas pessoas, o início do novo ano inspira esperanças de autoaperfeiçoamento. As pessoas decidem comer melhor, se exercitar mais, economizar dinheiro e aprender novas habilidades.
Mas pesquisas sugerem que menos de 10% dos norte-americanos mantém suas resoluções durante o ano. Debra Schanck, Terapeuta Licenciada em Casamento e Família, que atua na clínica da Loma Linda University Behavioral Health (Centro de Saúde Comportamental da Universidade de Loma Linda), diz que o sucesso com as resoluções é mais do que possível ao mudarmos nossa abordagem.
“Bloqueios mentais são uma das maiores razões pelas quais as resoluções falham”, diz Schanck. “Muita gente usa o pensamento do tipo tudo ou nada.” Na saúde comportamental, isso é uma distorção cognitiva, onde qualquer coisa que não seja perfeita é vista como um fracasso.
“As pessoas se saem melhor quando focam no progresso, não na perfeição”, diz Schanck. Se sua meta é cinco treinos por semana e você aumentou de dois para quatro, concentre-se no seu progresso em vez de nas metas não atingidas. O incentivo pode impulsionar a melhoria contínua mais do que a autocrítica.
Outra razão pela qual as resoluções falham é porque às vezes os ambientes não favorecem o sucesso. Schanck recomenda preparar-se para o sucesso adquirindo ou mantendo recursos que ajudem você a alcançar seu objetivo, enquanto remove qualquer obstáculo potencial.
Se sua resolução é comer de forma mais saudável, isso pode significar comprar mais alimentos integrais e eliminar qualquer lanche processado dos armários. Se sua resolução é ler mais, isso pode significar pesquisar e comprar livros que lhe interessem.
Definindo suas resoluções
“A forma como você define seus objetivos é uma das chames mais importantes para o sucesso”, diz Schanck. Ela recomenda a abordagem de metas S.M.A.R.T. (em tradução livre, a palavra "smart" significa inteligente), como uma forma simples, mas eficaz, para manter as resoluções.
S - ESPECÍFICO
Pense exatamente sobre o que você quer alcançar e torne seu objetivo o mais específico possível. Se seu objetivo é comer mais saudável, em vez de “comer mais saudável”, diga “comer mais frutas e vegetais e comer menos fora de casa”.
M - MENSURÁVEL
Torne suas resoluções mensuráveis. Se você está reduzindo as refeições fora de casa, seu objetivo pode ser reduzir as refeições fora de casa de cinco para duas vezes por mês.
A - ACIONÁVEL
Sua resolução deve ser realista e alcançável.
R - RELEVANTE
Seus objetivos devem ter importância para você refletir seus valores. “Seu objetivo precisa vir de você. Não pode ser uma tentativa de agradar os outros”, diz Schanck diz.
T – COM LIMITE DE TEMPO
Defina um prazo para as ações associadas à sua resolução.
Finalmente, seja gentil consigo mesmo: celebre seu progresso, permita-se enfrentar os contratempos e continue avançando em direção à sua resolução.