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Como fortalecer seu ministério de jovens

 


Dicas práticas para investir e abençoar os membros mais jovens de sua igreja local

A adolescência e juventude são fases de muitas escolhas, definições e desafios. Quando as crianças se tornam adolescentes e, então, entram na vida adulta, começam a ter uma ideia mais forte de que suas escolhas têm consequências e de que Jesus é seu melhor amigo e companhia mais importante, além, é claro, da igreja, o Corpo de Cristo.

50 dicas para fortalecer seu ministério de jovens

Por ser um período tão decisivo, os jovens e adolescentes exigem cuidados e atenção diferentes do restante dos membros de uma igreja local. Para te ajudar a focar nas coisas certas, conheça algumas dicas sobre como investir nessa faixa etária.

Honre a espiritualidade dos jovens e adolescentes

  1. Valide os jovens e adolescentes como pessoas de valor sagrado com necessidade e responsabilidades espirituais legítimas;
  2. Considere-os como parte do ministério, não objetos dele;
  3. Acabe com estereótipos sobre essa faixa etária, como rebelião e dificuldade;
  4. Não faça com que os jovens e adolescentes sejam como você antes que eles possam se tornar como Jesus;
  5. Não tente adivinhar quais as necessidades dos mais jovens na sua igreja local. Pergunte a eles como a igreja pode ajudá-los a crescer na fé;
  6. O ministério de jovens vai muito além de um grupo, por isso encoraje as pessoas que fazem parte dele a participarem de todos os aspectos da vida da igreja;
  7. Defenda os jovens e adolescentes;

Equipe os pais para nutrir a fé dos filhos

  1. Saiba que a influência dos pais é um fator determinante para o compromisso espiritual dos jovens e adolescentes;
  2. Trabalhe para a conversão e fé dos pais dos jovens e adolescentes da sua igreja local. Investir nos pais é a melhor maneira de investir na fé dos filhos;
  3. Comece um grupo de estudo para os pais com o intuito de ajudá-los a entender como investir na espiritualidade dos seus filhos;
  4. Ofereça recursos para praticar e conversar sobre a Palavra em casa – orar juntos como família, comemorar datas especiais e conversar sobre a fé;
  5. Considerar oferecer estudos para pais e filhos juntos;
  6. Promover grupos de suporte e estudos sobre criação de filhos e questões familiares;
  7. Ensinar aos pais a importância de passar tempo com seus filhos;

Seja verdadeiro no ministério com jovens e adolescentes

  1. Pergunte aos membros do seu grupo de jovens e adolescentes se você tem tratado questões que realmente fazem parte da vida deles;
  2. Fale sobre questões relacionadas a sexualidade;
  3. Reconheça que conversas e discussões são essenciais para a formação da fé;
  4. Use eventos como tópicos de discussão;
  5. Dê permissão aos jovens e adolescentes para fazer perguntas e compartilhar suas dúvidas;
  6. Empodere seu grupo a reescrever músicas e orações de maneira que faça sentido para ele;
  7. Conheça as músicas que os jovens escutam. Ajude-os a relacionar essas músicas à sua fé e a encontrar sua voz na adoração a Deus;
  8. Trate os princípios básicos da fé frequentemente e com clareza;
  9. Enfatize o aprendizado centrado na experiência. A fé precisa ser experimentada antes de ser articulada;
  10. Promova treinamento nas disciplinas espirituais – oração, leitura da Palavra, atos de misericórdia;
  11. Ensine discipulado, envolva os jovens e adolescentes em planejamentos e atividades missionárias.

Promova liderança para atividades

  1. Recrute líderes mais velhos para ter contato com os jovens e adolescentes em suas atividades;
  2. Promova treinamento para líderes de jovens e adolescentes, especialmente em aconselhamento;
  3. Implemente políticas e procedimentos para evitar o abuso de menores;
  4. Invista no ministério de jovens e adolescentes – tempo, recursos, compromisso;

Faça da adoração algo significativo para essa faixa etária

  1. Dê aos jovens e adolescentes a oportunidade de participar dos momentos de louvor e adoração;
  2. Os elementos da adoração devem se relacionar com uma mensagem central que ajudem os jovens a se conectarem com Deus;
  3. Use músicas populares entre os jovens;
  4. Permita que eles escrevam suas músicas, orações e até poemas;

Crie um senso de pertencimento

  1. Ministério de jovens e adolescentes tem a ver com relacionamento. Eles são mais importantes que eventos e programas, porque os mais jovens estão buscando um senso de pertencimento;
  2. Se esforce para integrar os mais jovens na igreja como um todo;
  3. Esteja presente para eles, escute;
  4. Essa faixa etária precisa e valoriza estabilidade, rotina e rituais, mesmo que não pareça;
  5. Combata os clichês. Reforce a inclusão e a aceitação;
  6. Promova interação em acampamentos, atividades em grupo e outras estratégias;

Cultive dons e habilidades

  1. Construa um senso de realização entre o seu grupo com diversas atividades, como música, teatro, entre outros;
  2. Dê aos jovens e adolescentes responsabilidades reais;
  3. Estenda oportunidades de liderança para tantos deles quanto possível;
  4. Tenha um culto organizado e liderado por eles;

Se esforce para construir um ministério eficaz

  1. Seja consistente com lugares e horários;
  2. Organize seu grupo por idades e por momentos da vida;
  3. Envolva os jovens e adolescentes no planejamento de suas atividades;
  4. Equilibre lazer, estudo, devoção e comunhão;
  5. Organize eventos para que os jovens e adolescentes possam convidar seus amigos;
  6. Considere os pais como aliados, o suporte deles é essencial;
  7. Tenha políticas claras sobre limites de comportamento e disciplina.

Invista nos grupos e ministérios em sua igreja local

A igreja é composta por diversos grupos de pessoas, que querem encontrar o Senhor e servi-lo. O ministério com jovens e adolescentes é um deles e precisa de atenção especial para cumprir a sua função de alcançar ainda mais pessoas, além de firmar as que já fazem parte.

QUASE METADE DOS JOVENS CRISTÃOS QUE FREQUENTAM IGREJAS ACHAM ERRADO FAZER EVANGELISMO

As pesquisas sobre a compreensão dos jovens cristãos que integram a chamada “geração Y” a respeito do cristianismo, missões e sociedade vêm revelando formas de pensar que se distanciam do que foi abraçado como adequado pelos cristãos nas últimas décadas e até séculos.
Um novo levantamento realizado pelo Barna Group revelou que quase metade dos jovens cristãos acredita ser “errado” evangelizar. O relatório da pesquisa, intitulado “Reviving Evangelism” (“revivendo o evangelismo”, em tradução livre) expõe os dados levantados nas entrevistas com 1.000 cristãos praticantes e outros 1.001 adultos que se descreveram como cristãos não praticantes.

Com foco nos jovens da “geração Y” (também tratada como millennials), nascidos ao longo da década de 1990, a pesquisa apurou que 47% dos entrevistados afirmou que se sentem “preparados para compartilhar sua fé com outras pessoas”, com quase três quartos respondendo que “sabem responder” quando alguém faz perguntas relacionadas à fé.

A demonstração de confiança sobre esses pontos é apontada pelo relatório da pesquisa como consideravelmente maior do que o constatado em levantamentos feitos com gerações anteriores. E o documento destaca que quase todo cristão praticante concorda que faz parte de sua fé ser uma testemunha sobre Jesus, e que a melhor coisa que poderia ocorrer a uma pessoa é receber a Cristo.

Por outro lado, um número igualmente significativo dos jovens da “geração Y” não têm evangelizado pois considera essa ação um pouco “errada”: “Quase metade (47%) deles concorda, pelo menos em parte, que é errado compartilhar suas crenças pessoais com alguém de uma fé diferente, na esperança de que um dia eles compartilhem a mesma fé. Em comparação, entre a geração X – dos pais deles – o índice cai para 27% e chega a 19% entre os nascidos após a Segunda Guerra”, diz o relatório do Barna Group.

Parte desse acanhamento provavelmente é fruto da guerra cultural encampada contra o Evangelho por conceitos como o secularismo, humanismo e progressismo, que dialogam entre si e têm presença em diversas áreas da sociedade e são muito fortes em países desenvolvidos, como no caso dos Estados Unidos, onde a pesquisa foi realizada.

Na visão dos pesquisadores, falta convicção a muitos dos jovens da “geração Y” a respeito do Evangelho: “Para começar, devemos transmitir uma fé resiliente aos jovens cristãos (isso também é uma forma de evangelismo), planejando especialmente para o período que cursam o Ensino Médio e a faculdade”, comentou David Kinnaman, presidente do Barna Group, instituto de pesquisa que se dedica a realizar estudos voltados à fé.

“O problema do abandono da evangelização é real e tem um efeito negativo sobre o impacto de cristãos sobre os não-cristãos. Cultivar uma convicção cristã profunda, firme e resiliente é difícil em uma sociedade onde o discurso do ‘não critique as escolhas de vida de ninguém’ e os sentimentos alheios tornaram-se a prioridade. Afinal, o evangelismo não é apenas para salvar os incrédulos, mas lembrar a nós mesmos, que essas coisas importam, que a Bíblia é confiável e que Jesus muda tudo”, finalizou Kinnaman.

Fonte: GospelMais


Por que e quando os jovens saem da igreja

Uma recente pesquisa realizada pelo instituto LifeWay Research nos Estados Unidos, e divulgada pela revista Christianity Today, mostra por que e quando jovens evangélicos deixam a igreja. A conclusão do estudo, no qual foram entrevistados mais de 2000 jovens em 2017, foi de que menos jovens estão deixando a igreja antes de entrar na faculdade (34%), mas aqueles que o fazem têm razões mais sérias do que tinham há uma década atrás.https://drive.google.com/uc?export=view&id=1QHkLi9D4WIhvmxOE91JZ5esh8Y5yD5yq

Entre os jovens de 23 a 30 anos, 66% disseram que deixaram de frequentar a igreja evangélica regularmente por pelo menos 1 ano após completarem 18 anos. Em 2007, o número era de 70%. A evasão acontece no período em que os jovens entram na faculdade, mudam de casa para iniciar os estudos da graduação ou conseguem o primeiro emprego.

Outros motivos para o afastamento são a percepção de que membros da igreja são hipócritas (32%), e a falta de união com pessoas da igreja (29%).

Visões políticas distintas entre jovens evangélicos e a congregação estão crescendo. 25% dos jovens dissidentes disseram que divergências sobre a posição da igreja em questões políticas e sociais contribuíram para o abandono, comparado com 15% em 2007. Nesse sentido, segundo a publicação, alguns jovens evangélicos estão saindo da igreja para encontrar um espaço que compartilhe suas crenças políticas e espirituais. Depois do ensino médio, muitos encontram essa comunidade no campus.

Outros argumentos apresentados pelos dissidentes dizem respeito à dinâmica da igreja. Em 2007, um pouco mais da metade (55%) apontou motivos relacionados à igreja e ao pastor como importantes em sua decisão – principalmente suas impressões sobre seu lugar na congregação. Em 2017, 73% indicaram essas queixas.

A LifeWay relata ainda que a frequência à igreja atinge o auge aos 15 anos. Aos 18 e aos 19, apenas 4 em 10 frequentadores regulares ainda congregavam.

A boa notícia é que mais de 66% dos jovens acabam retornando à igreja evangélica anos depois. De todos os jovens que costumavam frequentar igrejas protestantes, mas que saíram temporariamente ou para sempre, apenas 7% dizem que são atualmente ateus (3%) ou agnósticos (4%).

Embora a pesquisa tenha sido realizada nos Estados Unidos, os dados podem ter grande valor para pastores e líderes brasileiros envolvidos em ministérios de jovens. No Brasil, o número de matrículas no ensino superior continua crescendo (5% ao ano, segundo o Censo da Educação Brasileira de 2016), indicando que mais jovens estão indo para a faculdade. Portanto, a igreja evangélica brasileira precisa estar presente na vida de seus jovens no processo de transição do ensino médio para o ensino superior.

De igual modo, a igreja evangélica brasileira deve ser agente da graça de Deus na sociedade, servindo de inspiração aos jovens, atraindo-os ao invés de silenciá-los. Embora seja falha e formada por pecadores, a igreja deve se opor à hipocrisia sempre tão perceptível, relembrando os jovens de que eles são fortes, e de que a Palavra de Deus permanece neles.

Texto : Daniel Luiz via https://redegalera.net

    Por que e quando os jovens saem da igreja

    Uma recente pesquisa realizada pelo instituto LifeWay Research nos Estados Unidos, e divulgada pela revista Christianity Today, mostra por que e quando jovens evangélicos deixam a igreja. A conclusão do estudo, no qual foram entrevistados mais de 2000 jovens em 2017, foi de que menos jovens estão deixando a igreja antes de entrar na faculdade (34%), mas aqueles que o fazem têm razões mais sérias do que tinham há uma década atrás.https://drive.google.com/uc?export=view&id=1QHkLi9D4WIhvmxOE91JZ5esh8Y5yD5yq

    Entre os jovens de 23 a 30 anos, 66% disseram que deixaram de frequentar a igreja evangélica regularmente por pelo menos 1 ano após completarem 18 anos. Em 2007, o número era de 70%. A evasão acontece no período em que os jovens entram na faculdade, mudam de casa para iniciar os estudos da graduação ou conseguem o primeiro emprego.

    Outros motivos para o afastamento são a percepção de que membros da igreja são hipócritas (32%), e a falta de união com pessoas da igreja (29%).

    Visões políticas distintas entre jovens evangélicos e a congregação estão crescendo. 25% dos jovens dissidentes disseram que divergências sobre a posição da igreja em questões políticas e sociais contribuíram para o abandono, comparado com 15% em 2007. Nesse sentido, segundo a publicação, alguns jovens evangélicos estão saindo da igreja para encontrar um espaço que compartilhe suas crenças políticas e espirituais. Depois do ensino médio, muitos encontram essa comunidade no campus.

    Outros argumentos apresentados pelos dissidentes dizem respeito à dinâmica da igreja. Em 2007, um pouco mais da metade (55%) apontou motivos relacionados à igreja e ao pastor como importantes em sua decisão – principalmente suas impressões sobre seu lugar na congregação. Em 2017, 73% indicaram essas queixas.

    A LifeWay relata ainda que a frequência à igreja atinge o auge aos 15 anos. Aos 18 e aos 19, apenas 4 em 10 frequentadores regulares ainda congregavam.

    A boa notícia é que mais de 66% dos jovens acabam retornando à igreja evangélica anos depois. De todos os jovens que costumavam frequentar igrejas protestantes, mas que saíram temporariamente ou para sempre, apenas 7% dizem que são atualmente ateus (3%) ou agnósticos (4%).

    Embora a pesquisa tenha sido realizada nos Estados Unidos, os dados podem ter grande valor para pastores e líderes brasileiros envolvidos em ministérios de jovens. No Brasil, o número de matrículas no ensino superior continua crescendo (5% ao ano, segundo o Censo da Educação Brasileira de 2016), indicando que mais jovens estão indo para a faculdade. Portanto, a igreja evangélica brasileira precisa estar presente na vida de seus jovens no processo de transição do ensino médio para o ensino superior.

    De igual modo, a igreja evangélica brasileira deve ser agente da graça de Deus na sociedade, servindo de inspiração aos jovens, atraindo-os ao invés de silenciá-los. Embora seja falha e formada por pecadores, a igreja deve se opor à hipocrisia sempre tão perceptível, relembrando os jovens de que eles são fortes, e de que a Palavra de Deus permanece neles.

    Texto : Daniel Luiz via https://redegalera.net