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Escola Adventista de Serra lança iniciativa contra a dengue com criação de repelente caseiro

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Alunos da Escola Adventista de Serra participam de atividade de conscientização sobre a dengue. (Foto: Valeska Romão Damas)

Em resposta ao aumento de casos de dengue na região de Serra, ES, a Escola Adventista do município implementou um projeto inovador que inclui a produção de um repelente caseiro, atividades de conscientização e a distribuição gratuita do produto na comunidade. O projeto visa combater a disseminação do mosquito Aedes aegypti e educar alunos e moradores sobre medidas de prevenção contra a doença.

Leia também:

Ontem (25), os alunos saíram às ruas armados de cartazes e mensagens de conscientização, entregando o repelente caseiro produzido por eles. A ação de campo faz parte de uma série de atividades educativas promovidas pela escola para aumentar a conscientização sobre os perigos da dengue na comunidade.

Representação do engajamento estudantil na luta contra a dengue, com a distribuição de repelente caseiro. (Foto: Valeska Romão Damas)

"A necessidade surgiu ao percebermos um aumento significativo nos casos de dengue aqui e em bairros próximos. Observamos um grande número de consultas nas Unidades de Pronto Atendimento e postos de saúde devido à doença", explicou Mara Sandra, coordenadora pedagógica do projeto. Segundo ela, a iniciativa começou com uma semana de conscientização vinculada a várias disciplinas, em que os alunos aprenderam sobre os perigos e modos de prevenção da dengue. "Professores e alunos se envolveram na criação de cartazes e outros materiais educativos para espalhar conhecimento sobre a doença", complementou.

Estudantes apresentam cartazes informativos nas ruas de Serra Sede, aumentando a conscientização pública. (Foto: Valeska Romão Damas)

Após a fase de conscientização, os alunos do Fundamental I e II, do primeiro ao nono ano da escola, desenvolveram um repelente caseiro. "Muitas famílias não têm condições de comprar repelentes industriais, então criamos uma solução caseira que provou ser realmente eficaz", destacou a coordenadora. O produto foi distribuído gratuitamente, com instruções de como reproduzi-lo de forma prática e econômica.

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Estudantes da Escola Adventista de Serra engajados na entrega de repelentes caseiros para a comunidade local. (Foto: Valeska Romão Damas)

Os estudantes participaram ativamente da iniciativa. Guilherme Amado Storck, aluno do 9º ano, relatou sua experiência: "A nossa ação de entregar repelentes foi muito legal. Além de socializar com os amigos, pudemos ajudar as pessoas. Todos ficaram muito felizes, e isso também nos deixou contentes. Com certeza faria tudo de novo".

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Ação educativa em prática: alunos exibem materiais de conscientização durante campanha contra a dengue. (Foto: Valeska Romão Damas)

Isabely do Nascimento Miler, outra aluna envolvida, compartilhou suas impressões: "A experiência foi bem divertida. Além de ajudar, consegui desenvolver minhas habilidades sociais. Entregar repelente para as pessoas nas ruas, cumprimentá-las e desejar um bom dia foi enriquecedor. Aprendemos sobre a gravidade da dengue, que tem feito muitas vítimas, e isso reforçou a importância do nosso trabalho", conclui.

FONTE: Adventistas.org

Vovó e Vovô Explicam a Semana Santa para os Netinhos

 Uma série em oito dias, com oito pequenos vídeos, onde a vovó e o vovô (e você) descrevem aos seus netinhos (ou filhotes), o que aconteceu nos oito dias da Semana chamada Santa. Oito dias porque a história começa em um Domingo (de Ramos) e termina no outro Domingo (de Páscoa). Que tal?


Gostaríamos de agradecer ao +1 Capelania Empresarial por fornecer este plano. Para mais informações, visite: https://www.capelaniaempresarial.com.br/

Pastor lembra que Israel é pré-requisito para o Fim dos Tempos

 

Pastor Jack Hibbs (Fotos: Reprodução/YouTube)

O pastor Jack Hibbs, da Calvary Chapel Chino Hills, Califórnia, refutou a crença de que Deus tenha abandonado o povo judeu. Ele destaca que, segundo a Bíblia, Israel é um “pré-requisito” para os Tempos Finais. Hibbs pregou a segunda parte de uma série de sermões, intitulada “Epicentro de Israel”. Durante as mensagens, ele olhou para o estado moderno de Israel através das lentes da profecia bíblica. Leia a primeira parte aqui.

Nesse sentido, durante sua mensagem, Hibbs condenou a Teologia da Substituição. Essa teoria que sugere que a Igreja Cristã substituiu Israel como o povo com quem Deus tem um plano profético.

“Há pastores e professores da Bíblia por aí – digo isso liberalmente – que dizem que Israel não importa mais porque eles não acreditam, que isso é a prova de que eles estão perdidos para sempre. Amigos, isso é falsa doutrina. Qualquer ministério, pastor ou grupo que afirme ‘Israel e os judeus não importam’ está promovendo uma doutrina de heresia, e você precisa se afastar disso”, afirmou Hibbs.

Promessa de Deus

Nesse sentido, ele citou Jeremias 31:31-33, onde Deus promete uma nova aliança com o povo de Israel, enfatizando que Deus sempre cumpre suas promessas. Hibbs ressaltou que a questão de Israel continuará relevante nos planos de Deus, já que “a existência de Israel é um pré-requisito para a Segunda Vinda”.

“Em outras palavras, se a Bíblia diz que Cristo está voltando para Israel, então se você não crê em Deus ou se você quer destruir o conceito de Deus, então destrua a nação de Israel. Então você prova que a Bíblia está errada”, continuou.


De acordo com The Christian Post, o pastor também destacou a importância de entender Israel para compreender os Tempos Finais e afirmou que “Deus é por Israel, mas o mundo não”.

Além disso, na semana anterior, durante a primeira parte da série, Hibbs criticou o Hamas por utilizar os palestinos como “instrumentos de guerra” contra Israel. Ele descreveu isso como uma situação trágica e lamentável. Por fim, o pastor expressou solidariedade aos palestinos que não desejam participar das atividades terroristas do Hamas.

FONTE:GOSPEL PRIME

Mudança na lei para escolas religiosas ameaça liberdade religiosa na Austrália

 Líderes cristãos expressaram preocupações sobre a ameaça percebida às liberdades religiosas na Austrália após a divulgação do relatório da Comissão de Reforma da Lei Australiana (ALRC) sobre escolas religiosas. O relatório, aguardado há semanas, recomendou a emenda da Lei de Discriminação Sexual para remover as isenções para escolas religiosas em relação à expulsão ou demissão de estudantes e funcionários LGBT com base na orientação sexual ou identidade de gênero.

De acordo com o Christian Today, enquanto grupos LGBT apoiam as recomendações, organizações religiosas, incluindo grupos cristãos, muçulmanos e judeus, as contestam, argumentando que elas minam as liberdades religiosas. Uma coalizão de mais de vinte organizações escreveu ao Primeiro-Ministro Anthony Albanese, instando-o a rejeitar as recomendações, expressando preocupações de que as mudanças comprometeriam o caráter distinto das escolas religiosas.

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A Aliança de Escolas Cristãs da Austrália (AACS) rotulou o relatório como um ataque à fé e à liberdade de crença, alertando que a adoção das recomendações alteraria fundamentalmente a educação cristã. A diretora executiva da AACS, Vanessa Chen, enfatizou a possível interferência do governo nas práticas de contratação e nos currículos de ensino, apresentando-a como uma ameaça à autonomia religiosa.

Chen destacou que a questão não se trata de discriminação, mas sim dos direitos dos pais de escolherem escolas alinhadas com seus valores. Pesquisas conduzidas pela AACS mostraram um forte apoio público às escolas para contratar funcionários de acordo com seus valores.



Apesar da pressão dos grupos de lobby, o Governo Federal, liderado pelo Primeiro-Ministro Albanese, afirmou que qualquer emenda à Lei exigiria apoio bipartidário. Albanese enfatizou a necessidade de unidade, sugerindo que a legislação deveria seguir os procedimentos parlamentares normais.

No entanto, os partidos de oposição, incluindo os Verdes, expressaram desapontamento com a abordagem do Trabalhista, argumentando por uma ação rápida para evitar a discriminação contra estudantes queer ou trans. A vice-líder da oposição, Sussan Ley, afirmou que a legislação deve passar pelos processos parlamentares regulares e abordar as preocupações levantadas pelas escolas religiosas.


FONTE:GOSPEL PRIME

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A vocação que move o mundo

 O que nos mantém de pé, mas em movimento? Nosso senso de vocação, de significado proposital no mundo. É descobrir para o que Deus nos chamou. Tal qual um peão que permanece rodando no eixo vertical a partir da força implementada sobre ele, a vocação é esse movimento de rotação que tende a resistir. Quando tal energia é usada de maneira certa pelas razões certas, ela muda o mundo!

 
Como fazer isso acontecer em meio a uma geração normalmente taxada de distraída, imatura e fútil? Como fazer com que os jovens sejam essa força em movimento? 

Entre os evangélicos, há uma série de iniciativas que nos trazem esperança nesse sentido para a juventude. Aliança Bíblica Universitária (ABU), Mocidade para Cristo (MPC) e Cruzada Estudantil (hoje, CRU) são algumas das mais antigas no Brasil. Entre as mais recentes, no entanto, está o Ministério Prisma, que começou em maio de 2020 e alcançou popularidade com publicações reflexivas no Instagram e no YouTube, sem perder a clareza. Para Gabriel Pacheco, um dos fundadores do Prisma, “se o jovem não consegue descobrir sua vocação, é como se ele se sentisse desvinculado de sua fé no cotidiano”. 
 
 
Movimento Vocare
Uma das iniciativas – e talvez a primeira a conseguir unir mais consistentemente os ambientes físico e digital na horizontalidade do voluntariado – é o Movimento Vocare. As primeiras reuniões efetivas começaram no final de 2012, mas o ano “D”, por assim dizer, foi 2014; ano preparatório para o primeiro evento, que aconteceria em 2015 nas dependências da Unicesumar, em Maringá, PR. Não se sabia muito bem o que aconteceria, mas havia uma certeza de que Deus mostraria algo a partir daquele encontro. Cerca de setecentos jovens estavam lá com o coração disposto a ouvir a voz de Deus durante quatro dias. “Experimentamos realidades profundas nestes quatro últimos dias. Verdade, paixão, discernimento, compaixão, convocação, amor... Fomos convidados a mergulhar no chamado de Deus para nós. Somos jovens e não estamos sozinhos!”, dizia a carta escrita em nome dos participantes naquele ano.
 
Desde então, o Movimento Vocare cresceu, se organizou, mobilizou mais voluntários e fortaleceu vínculos com igrejas e agências missionárias. Sobretudo, continuou engajando jovens para a missão de Deus. Até 2023, realizou seis congressos nacionais e quinze regionais (em nove cidades de oito estados brasileiros). Enfrentou os tempos de pandemia com criatividade, promovendo iniciativas virtuais de oração e de solidariedade. Sua liderança – representando agências missionárias ligadas à Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB) – entende que os jovens devem continuar conduzindo o movimento, e não os mais velhos. Em meio a um país politicamente polarizado, o Vocare não se esfacelou, mas uniu forças para manter o propósito de ajudar a “conectar o jovem com a missão de Deus”, construindo unidade na diversidade do Corpo de Cristo.
 
Hoje, dez anos depois daquele ano “D”, o Vocare continua sendo um movimento centralizado no voluntariado; continua a oferecer um horizonte amplo da vocação – não apenas a transcultural, e não apenas a local. E, em meio a uma avalanche de informações, continua a trabalhar em parceria com agências e igrejas, unindo pontas entre as necessidades e as oportunidades reais.
 
 
Um jovem longevo
O Movimento Vocare ainda é um “jovem longevo” que, após uma década, se alegra em persistir nos propósitos que Deus o chamou para viver. Ao mesmo tempo, é cercado de desafios, como a sustentabilidade financeira e a suscitação de novos líderes entre os jovens. Mas qual o “segredo” para manter-se vivo? Para Cassiano Luz, um dos fundadores do Vocare, há, pelo menos, três (em suas próprias palavras):
  1.  A relevância e a atualidade do tema. As novas gerações não abrem mão de enxergar claramente um sentido para a vida. Parece que deixamos de “terceirizar” respostas e decisões sobre o que fazer, quando e onde investir nossa vida, e cada indivíduo, mais do que nunca, está atrás delas. 
  2. O Vocare tem características de movimento, mas é uma iniciativa estruturada em sua liderança e gestão. Ele “tem dono”, a AMTB, mas a ampla equipe de coordenação e de trabalho o faz com liberdade e cada um “se sente dono” do Vocare. Esse equilíbrio é hoje um desafio para qualquer organização e iniciativa ministerial.
  3. A fidelidade e a clareza quanto ao propósito. Desde o início, o objetivo do Vocare é “conectar o jovem com a missão de Deus”. A oferta é clara, objetiva, não há espaço para confusão. Todos sabem qual é.
Cassiano acrescenta ainda a pluralidade dos atores como um fator fundamental para a perseverança do movimento. “Iniciativas que promovem a unidade no serviço tendem a ter sucesso”, afirma ele.
 
Como continuar sendo relevante?
O Movimento Vocare olha para sua história e pergunta a Deus: “Como continuar sendo relevante?” Essa e outras perguntas cabem muito bem para qualquer organização ou movimento coletivo. No caso do Vocare, ele resolveu tentar responder da maneira que sempre fez: realizando encontros presenciais. O próximo encontro nacional acontecerá de 30 de maio a 2 de junho de 2024, na Estância Árvore da Vida, em Sumaré, SP.
 
Sim, em meio a uma geração altamente conectada pela tecnologia, o anseio do “olho no olho”, do abraço real, da oração em dupla, do café simples na mesa, do louvor abraçado com o outro, da leitura da Palavra em comunidade, da esperança compartilhada... tudo isso faz parte – é mais do que um apêndice – da caminhada do Vocare. E é provável que seja esse o fator que mantém aquela certeza de que Deus chamou o Vocare à existência.
Talvez – e somente talvez – mais do que transformar o mundo, a vocação tem a principal tarefa de nos manter de pé, impulsionando-nos a continuar em movimento para abençoar outros em nome de Jesus. 
 
Valores do Movimento Vocare
1. Na simplicidade, desprendimento
2. De muitos, um
3. Coragem para inovar
4. De Deus, coadjuvantes
5. Excelência com alegria
6. Para sempre, aprendizes
7. Paixão pelo jovem

Cuidando dos Irmãos e Irmãs: Mateus 18:15-20 (parte 1)MATEUS 6:33

A questão é se um crente deve confrontar um irmão da igreja envolvido em algum tipo de pecado?

Ekkehardt Mueller

“Se o seu irmão pecar, vá e mostre a ele sua culpa em particular; se ele o ouvir, você ganhou o seu irmão. Mas se ele não o ouvir, tome um ou dois mais com você, de modo que pela boca de duas ou três testemunhas todos os fatos possam ser confirmados. Se ele se recusar a ouvi-los, diga-o à igreja; e se ele se recusar a ouvir até mesmo a igreja, o considere como um gentio e um cobrador de impostos. Verdadeiramente eu digo a você, o que quer que você ligar na terra terá sido ligado no céu; e o que quer que você desligue na terra terá sido desligado no céu. Novamente, digo a vocês que, se dois de vocês concordarem na terra sobre qualquer coisa que possam pedir, será feito por vocês pelo Meu Pai que está no céu. Porque onde dois ou três se reuniram em Meu nome, Eu estou ali em seu meio.” Mateus 18:15-20

Nesta famosa passagem do Evangelho de Mateus, Jesus aborda a questão da disciplina da igreja de uma forma não relatada nos outros Evangelhos. Este artigo não está muito interessado no procedimento preciso de como agir quando um membro da igreja peca. Em vez disso, ele só se concentra na primeira parte do verso 15. No entanto,
aqui encontramos um problema que influencia todas as discussões adicionais sobre a passagem.

A New American Standard Bible (NASB) diz: “Se seu irmão pecar, vá …” e sua tradução é apoiada pela Nova Versão Internacional e pela New English Translation. No entanto, a English Standard Version (ESV) diz: “Se seu irmão pecar contra você [singular],¹ vá…” e é apoiada pela King James Version, a New King James Version, a New
Living Translation, e a New Revised Standard Version.

Três perguntas devem ser feitas:

(1) Qual é a verdadeira diferença entre “se o seu irmão pecar” e “se o seu irmão pecar contra você?”
(2) Por que essa diferença existe?
(3) Qual leitura está mais bem alinhada com os pensamentos e a intenção de Jesus?

Qual é a Diferença?

Em Mateus 18, Jesus dirige-Se a Seus discípulos. Quando Ele fala com os Doze, todos os Seus seguidores estão incluídos no que Ele lhes instrui a fazer e a evitar. Se “contra você” está incluído no texto ou não, é geralmente reconhecido que estas instruções têm uma aplicação mais ampla para a igreja.

A questão é se um crente deve confrontar um irmão da igreja envolvido em algum tipo de pecado. ² A leitura “se ele pecar contra você” poderia ser entendida no sentido que os crentes deveriam falar com outros crentes, tentando trazer uma mudança de mente e, possivelmente, arrependimento, somente se eles forem pessoalmente afetados pelo delito do outro – mais precisamente, se um crente tem diretamente pecado contra outro crente, por palavras e/ou ações. Em outras palavras, se ele ou ela não é pessoalmente ferido de uma forma ou de outra, ele ou ela não tem
nenhuma razão para intrometer-se nos assuntos de outro crente, mesmo que um terceiro tenha sido seriamente ofendido ou ferido.

A leitura mais curta, “se o seu irmão pecar,” cobra os crentes a se envolverem se observarem irregularidades de outros Cristãos, não importa contra quem elas sejam dirigidas. Eles não podem apenas ficar em pé, assistir, ouvir, e depois olhar para longe quando as coisas estão terrivelmente erradas. É tarefa e responsabilidade de cada Cristão intervir e tentar resolver uma situação ruim, trazendo reconciliação, arrependimento e restituição, quando necessário, salvando o ofendido e o infrator. ³

Desta perspectiva, a leitura curta é muito mais radical e muito mais exigente. Ela vai contra a estrutura das sociedades Ocidentais individualistas, dizendo aos crentes que eles têm responsabilidade um pelo outro e não pode simplesmente olhar para longe e ser indiferente quando a vida corre mal. A igreja é de fato uma família de irmãos e irmãs no Senhor, na qual se torna impossível para o membro individual responder como Caim:
“Sou eu guardador do meu irmão?” (Gênesis 4:9).

Por que as Traduções Diferem Amplamente?

Existe uma grande diferença de significado entre as duas interpretações. Essa diferença precisa ser explicada. À primeira vista, podemos atribuir a diferença de redação às escolhas diferentes que os tradutores fizeram ao traduzir o texto bíblico. No entanto, a questão não é um problema de tradução. Neste caso, não se pode acusar os tradutores de terem adicionado ou omitido palavras do texto bíblico. A leitura mais curta (sem a frase “contra você”) e a leitura mais longa (incluindo a frase “contra você”) são encontradas em manuscritos bíblicos, o que complica o assunto.
A maioria dos manuscritos tem a leitura mais longa, mas a versão mais curta tem bom apoio de manuscrito mais antigo. Usar a maioria dos manuscritos como o único critério para determinar a melhor leitura pode não ser útil. A maioria pode estar certa ou errada – até mesmo a maioria dos manuscritos. A maioria dos manuscritos são
manuscritos tardios que foram copiados uns dos outros. Se os copistas cometeram erros, estes erros foram copiados repetidas vezes. Assim, o grupo majoritário pode não ter necessariamente um texto Grego mais confiável do que o encontrado em noutros manuscritos. Por outro lado, não se pode presumir que o texto mais comum seja
automaticamente errado. Portanto, os estudiosos procuram não um, mas diversos critérios para determinar qual leitura seja mais provavelmente a melhor.

Mas este caso é especialmente difícil. Um membro do comitê editorial do projeto Grego do Novo Testamento das Sociedades Bíblicas Unidas escreve:
É possível que as palavras εἰς σέ [“contra você”] sejam uma interpolação primitiva no texto original, talvez derivada por copistas do uso de εἰς ἐμέ [“contra mim”] no verso 21. Por outro lado, também é possível considerar sua omissão
como deliberada (a fim de tornar a passagem aplicável ao pecado em geral) ou acidental.⁴

Outro erudito sugere que uma audição equivocada levou à diferença nos manuscritos.⁵ Em qualquer caso, o comitê das Sociedades Bíblicas Unidas decidiu deixar “contra ele” (εἰς σέ) em colchetes no texto, indicando que a expressão pode ou não pertencer ao texto original. Então, o que deve ser feito? Como determinamos a melhor opção?

Qual Leitura é a Melhor Opção?

Esta pergunta não é fácil de responder. Os editores do texto Grego do Novo Testamento deixaram a decisão individual aos eruditos. Assim, há aqueles que defendem a leitura mais longa,⁶ aqueles que favorecem a versão mais curta⁷  e aqueles que permanecem neutros ou ambíguos.⁸ Por que estudar manuscritos Gregos não ajuda
muito neste caso, outras possibilidades devem ser exploradas. Estas estão relacionadas a um estudo aprofundado de Mateus 18:15 em seu contexto. Podemos obter entendimento do contexto do texto do Velho Testamento, do contexto, do próprio verso e do Novo Testamento, como os seus escritores entenderam o texto.

Compreensão do Contexto do Velho Testamento

É bastante provável que a declaração de Jesus esteja baseada em Levítico 19:17: “Você não deve odiar seu irmão em seu coração; você deve discutir francamente com seu próximo” (ESV). A NASB traduz: “Você certamente pode reprovar o seu próximo.” O termo elechnō, “trazer à luz, reprovar, condenar,” de Mateus 18:15 também aparece
em Levítico 19:17, além do substantivo elegnos, “repreender.” Então, existe uma conexão entre os dois textos. No entanto, o texto de Levítico não indica que um irmão peca contra outro irmão. Ele é de natureza geral, como parece ser o caso com Mateus 18:15.

Compreensão do Contexto Mais Amplo

A leitura mais longa sugere uma atitude passiva. Uma pessoa só se envolve com um irmão Cristão se for ofendido pessoalmente. A leitura mais curta, no entanto, espera uma atitude ativa, interpondo-se percebe-se que a vida espiritual e a vida eterna dos irmãos da igreja são prejudicadas. No Evangelho de Mateus, Jesus normalmente enfatiza um papel ativo para Seus seguidores. Seus discípulos não são apenas cidadãos pacíficos, mas pacificadores (Mateus 5:9). Eles deixam sua luz brilhar diante dos seres humanos (Mateus 5:16). Eles oram por seus perseguidores (Mateus 5:44). Eles “buscam Seu reino e Sua justiça” (Mateus 6:33) e tratam as pessoas da mesma maneira que gostariam de ser tratados (Mateus 7:12) — o que é mais do que não tratar a outro como se não quisesse ser tratado. A
Regra de Ouro é sobre ser proativo, não reativo. Os Doze devem ir “à ovelha perdida da casa de Israel” (Mateus 10:7). Eles são enviados como ovelhas entre os lobos (Mateus 10:16), confessando Jesus (Mateus 10:32). A ênfase de Jesus no comportamento ativo apoia a leitura mais curta. Sim, os Cristãos também fazem algo se eles são pessoalmente afetados.
Buscam a reconciliação assim que estiverem cientes “que seu irmão tem algo contra” eles (Mateus 5:23, 24). Mas, como indicam muitos outros provérbios de Jesus, eles não se limitam apenas a questões pessoais.

[continua…]

_______________

Ekkehardt Mueller é PhD em Ministério e Divindade.

¹No Grego, o texto não é ambíguo, e o “ você” no verso 15 é um pronome no singular. Portanto, “ você” deve ser entendido por um público de fala Inglesa como um pronome no singular.

² Donald A. Hagner, Matthew 14-28, Word Biblical Commentary 33B (Dallas, TX: Word, 1995), 531, observa: “Presumivelmente… dado o procedimento que se segue, o tipo de pecado que está sendo considerado é de uma natureza substancial em vez de trivial ou meramente pessoal…” Embora todo pecado seja injustiça, cf. 1 João 5:16, 17 onde o pecado (hamartia) pode ser pecado que não conduz à morte ou ao pecado que leva à morte.

³ R. T. France, The Gospel of Matthew, The New International Commentary on the New Testament (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 2007), p. 690, observa que “é o indivíduo que está em questão, não um líder ou grupo designado, que é esperado que atue em primeira instância; a comunidade em geral está envolvida apenas quando essa iniciativa individual se revela inadequada e, em seguida, apenas para fazer recuar a preocupação individual.”

⁴ Bruce M. Metzger, A Textual Commentary on the Greek New Testament, 2ª ed. (Stuttgart: Deutsche Bibelgesellschaft, 1994), p. 36.

⁵ France, p. 689.

⁶ E.g., David L. Turner, Matthew, Baker Exegetical Commentary on the New Testament (Grand Rapids, MI: Baker Academic, 2008), p. 444; possivelmente Hagner, p. 531. Ulrich Luz, Matthew 8-20, Hermeneia – ACritical and Historical Commentary on the Bible (Minneapolis, MN: Fortress, 2001), p. 451, fale sobre os membros da igreja ofendidos por outros membros da igreja, mas acrescenta: “No entanto, o ‘pecado’ que um membro da igreja cometeu contra outro não é um assunto privado sobre o qual a igreja não está preocupada. É uma convicção bíblica, Judaica e Cristã primitiva que todo pecado afeta a igreja toda.”

⁷ E.g., France, pp. 689-693; David Hill, The Gospel of Matthew, The New Century Bible Commentary (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1990), 275; John Nolland, The Gospel of Matthew: A Commentary on the Greek Text, The New International Greek Testament Commentary (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 2005), 745–746; Charles H. Talbert, Matthew, Paideia Commentary on the New Testament (Grand Rapids, MI: Baker Academic, 2010), pp. 219-221.

⁸ E.g., Leon Morris, The Gospel According to Matthew, The Pillar New Testament Commentary (Grand
Rapids, MI: Eerdmans, 1992), pp. 466, 467; Grant R. Osborne, Matthew, Zondervan Exegetical
Commentary on the New Testament (Grand Rapids, MI: Zondervan, 2010).

O que torna o amor de Deus diferente

Pode ser fácil supor que o amor que nossa cultura promove é a representação do verdadeiro amor.

Porém, esse amor muitas vezes pode nos fazer sentir que, não importa o que fazemos e o quanto tentamos, nunca seremos suficientes.

Com o amor de Deus, não precisamos fazer nada para conquistá-lo—Ele nos dá livremente.

E, já que experimentamos Seu amor incondicional, isso modifica a forma como amamos os outros.

Permita que o amor de Deus transforme seus relacionamentos lendo as Escrituras diariamente com aqueles que você convive.

Inicie um Plano com Amigos:
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Culpa – Não a deixe corroer a sua alma

 

A culpa, quando não admitida, é um ácido corrosivo que destrói lentamente a mente e o corpo.

Ele se sentou do lado dela no sofá naquela noite chuvosa. O coração dele estava em pedaços. “Me perdoa! Eu errei!” ele disse baixinho, com lágrimas nos olhos. Dois dias antes, ele perdeu a calma e gritou com ela na frente das crianças. Ele achava que estava com a razão, mas, mesmo que estivesse, nada justificaria falar aquele monte de lixo para a mulher da vida dele na frente dos seus tesouros mais preciosos. Ele até havia forçado uma conversa com ela como se nada tivesse acontecido. Mas ele via nos olhos dela, não raiva ou ira, mas uma tristeza profunda de um coração partido. “Eu amo você! Você sabe disso, mas eu sou egoísta. Eu errei e preciso de ajuda… preciso de perdão”. Demorou para fechar a ferida no coração dela, mas aquela dura experiência foi o primeiro passo para a restauração de um casamento que estava a ponto de fracassar.

Essa história verdadeira é um claro exemplo de que a culpa surge do erro. É tanto uma situação de alguém que faz alguma coisa errada, como um sentimento que acusa uma consciência suja. Também é uma condição jurídica e moral de alguém que comete um crime. A culpa pode ser positiva, pois pode ensinar o culpado. Quando um garotinho de 8 anos derruba o seu copo de água sobre o prato cheio de comida, depois de ter sido alertado pelo pai, e o prato transborda sobre o uniforme que o pai já havia pedido para tirar, a culpa que ele sente lhe mostra que foi muito errado desobedecer. Assim, ele aprende que obedecer é o certo a fazer, e pode livrá-lo da bronca e do castigo! Logo, na medida certa, a culpa pode ser uma boa ferramenta para ensinar tanto o adulto quanto a criança “no caminho em que deve andar”.

Mas, acredite, a culpa também é terrivelmente destruidora. Ela corrói a alma. Da mesma forma que Satanás enganou Eva, ele nos engana hoje, disfarçando o pecado com prazer, êxtase, sensação de poder, aventura e uma falsa liberdade. Mas quando pecamos, nossa mente e nosso corpo são degradados pelos seus efeitos destrutivos. E é o próprio diabo que não hesita em apontar o dedo para nós e nos declarar culpados diante de Deus. Satanás é culpado pelo nosso pecado? Em grande parte. Mas há um outro lado: não vamos pecar se não consentirmos com o erro. Por isso, sempre que nós consentimos em pecar, enganados ou não, somos responsáveis por nossos erros.

Não importa a infração: pode ser um papelote de cocaína, um site pornográfico, um relatório financeiro adulterado, um olhar proibido, uma carícia proibida, uma conversa indiscreta no WhatsApp, aquela fofoquinha ou uma palavra “atravessada” para quem você ama. Qualquer erro que você faça, grande ou pequeno, vai gerar o sentimento de culpa, porque você sabe que não deveria ter feito isso. Se a culpa leva você a um arrependimento genuíno, glórias a Deus! Mas, geralmente não é isso que acontece. O ser humano, em sua tolice exacerbada, força os limites da consciência. É aqui que a culpa começa a nos corroer de dentro para fora.

Pode ser que você finja que nada aconteceu. Você se ocupa de outras atividades esperando que o tempo varra a sujeira para baixo do tapete da alma. Às vezes, você tenta compensar o peso na sua consciência por um ato de bondade por alguém que você magoou, ou até mesmo por uma “boa obra” de caridade, como se isso pudesse compensar o saldo negativo na conta da vida. Mas, o problema é que a sujeira está lá, e a culpa sempre volta para atormentar a sua memória.

A realidade da culpa hoje e nos tempos bíblicos

Pode ser que você já tenha se apoiado no orgulho algumas vezes. Seu discurso, muitas vezes inflamado, é que há muita gente que faz pior, ou são as circunstâncias que forçam você a fazer isso. Afinal, você se considera um cidadão honesto, cuida da casa, trabalha para sustentar a família; então, não há motivo para sentir culpa por um “pecadinho qualquer”. E que ninguém ouse tocar no assunto, porque você já vem com uma resposta pronta e o dedo em riste! Assim, com o acumular de infrações, você viola a sua consciência. Foi essa atitude que levou Saul a ter o seu reinado rejeitado por Deus, e o levou ao suicídio (veja 1 Samuel 15 e 31).

Pode ser que você disfarce, mas os seus erros voltam à sua mente, uma vez por ano ou várias vezes por dia. A culpa por tudo isso traz um sentimento de angústia tão grande que você começa a ficar constantemente triste. A tristeza leva ao estresse, o estresse leva ao desânimo, e o desânimo, à depressão. Toda essa carga negativa causa distúrbios psicossomáticos. Insônia, cansaço, irritabilidade, dores físicas, doenças como osteoporose, artrite e câncer podem ser causados por um sentimento de culpa profundamente arraigado (Provérbios 17:22).

Foi exatamente isso que aconteceu com Davi. Ele adulterou com Bate-Seba, a esposa de Urias um dos seus mais fiéis generais. Ela ficou grávida de Davi, e para tentar esconder o erro, o rei mandou o general para ser morto em uma emboscada na guerra contra os amonitas (1 Samuel 11). Seria um plano perfeito, se Deus não enviasse o profeta Natã para esfregar toda a sujeira bem na cara de Davi (1 Samuel 12). Diante da culpa do seu pecado, Davi exclamou: “Enquanto eu mantinha escondidos os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemer… minhas forças foram-se esgotando como em tempo de seca” (Salmo 32:3, 4). Então, não se engane: a culpa, quando não admitida, é um ácido corrosivo que destrói lentamente a mente e o corpo.

O primeiro registro de culpa da história

A culpa infectou a humanidade quando Adão e Eva decidiram desconfiar de Deus e desobedecê-lo (Gênesis 3:1-7). Desde Adão, o coração de todo ser humano se tornou “mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável” (Jeremias 17:9). A Bíblia diz que todos nós, sem exceção, somos judicialmente culpados, porque todos nós infringimos a lei da vida (1 João 3:4). Mas a culpa também é o estado físico e moral da natureza humana, pois a separação de Deus afeta nosso corpo e mente até o nível genético. Paulo deixa claro essa condição dizendo que “todos estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há nenhum justo, nem um sequer. Não há ninguém que busque a Deus; todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem…” (Romanos 3:9-18). Desde que Adão e Eva abandonaram a Deus no Éden, a culpa do pecado se tornou uma doença incurável e hereditária. Ou seja, embora você não tenha culpa dos pecados do seu pai (Ezequiel 18:20), você nasceu com a tendência natural de se afastar de Deus e fazer o que é mal, logo, você carrega sua própria culpa. Por causa do pecado, nós começamos a morrer desde que nascemos (Romanos 3:23; 6:23; 7:7-24). Por isso, não importa quão sublimes sejam nossas intenções, todas elas estão infectadas pela culpa do pecado, e não há nada que nós possamos fazer para pagar essa dívida.

A solução divina para a culpa

“Mas Deus demonstra seu amor por nós, pois Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores” (veja Romanos 5:8-21). Não havia perdão para nossa culpa! Então João Batista viu aquele homem surgindo na colina e disse: “Vejam! É ele, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29)! Quando Jesus se tornou humano e viveu entre nós, isento de qualquer traço de pecado (Hebreus 4:15), ele carregou sobre si a culpa de todos nós, desde Adão. Voluntariamente, ele pagou a nossa dívida e ofereceu perdão e justiça para todo aquele que nele crê (Romanos 5:1).

Na cruz, Jesus carregou o castigo que nos traz a paz, e as feridas que nós deveríamos sofrer foram o remédio com que Jesus nos curou da culpa (Isaías 53:4, 5). Jesus morreu a nossa morte, morte eterna, e, em troca, nos devolveu o dom da vida e a conexão direta com Deus, perdida no Éden. Na cruz, a misericórdia e a paz se beijaram! Ele fez tudo isso por amor a você (João 3:16)!

Essa é a razão para que você não deixe a culpa corroer a sua alma. Jesus já conquistou perdão para você no Calvário! Talvez você pense que já foi longe demais para ser alcançado pela sua graça. Não caia nesse engano de Satanás! Cristo foi até a morte para resgatar você. Então saiba que é possível se livrar da culpa, pois o perdão está a uma oração de distância.

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Equipe Biblia.com.br

O que Paulo quer dizer quando ele escreve: “a mulher será salva dando à luz filhos”?

 

Por que o parto é mencionado, e a que ele se refere?

Ángel Manuel Rodríguez

Como frequentemente digo, algumas passagens são passíveis de diferentes interpretações. Nesses casos temos que examinar o contexto imediato, bem como o contexto bíblico geral, e oferecer o que consideramos a melhor opção sem ser dogmáticos. Assumo que muitos acham perturbador que este texto pareça sugerir que a salvação não é pela fé, e que ele revela um ponto de vista restritivo das mulheres (i.e., seu lugar é no lar criando filhos).

1. Comentários Sobre Terminologia: Observe estes três termos. O primeiro é o verbo “salvar” (Grego, sozo), usado nas Epístolas Pastorais (1, 2 Timóteo e Tito) para se referir à salvação espiritual efetuada por Deus através de Jesus (e.g., 1 Timóteo 1:15; 2:4; 2 Timóteo 1:9). Esta salvação é sempre recebida pela fé. O segundo termo é a preposição “através” (Grego dia). Ela aparece para introduzir os meios da salvação, como, por exemplo, em 1 Coríntios 15:2. O terceiro termo é o substantivo Grego teknogonia, cuja forma verbal significa “dar à luz filhos,” e implica a dor que acompanha o parto (1 Timóteo 5:14).

2. Variedade de Interpretações: Essas palavras são interpretadas de diferentes maneiras. O verbo “salvar” é entendido por alguns como significando “manter salvo/preservar,” no sentido que a vida da mulher será preservada durante o parto. Isto dificilmente pode ser defendido visto que mulheres Cristã têm morrido durante o parto.

Outros introduzem as ideais não encontradas no texto. O substantivo “parto” tem sido entendido como designando o nascimento do Messias. As mulheres serão salvas através do nascimento da Criança prometida à Eva. Mas isto, embora seja possível, vai além do que o texto afirma.

Muitos retêm a leitura tradicional lendo (“as mulheres serão salvas através do parto”), mas interpretam a preposição “através” de diferentes maneiras. Uma de elas é que as mulheres são salvas “não obstante darem à luz filhos com dor” (i.e., o parto é a circunstância que acompanha a salvação, não o meio), ou que elas serão salvas em virtude do cumprimento de seu papel como mães.

3. Considerações Contextuais: Em 1 Timóteo 2:11-14 Paulo instrui as mulheres a respeito das atitudes apropriadas durante as instruções na igreja. Estas experiências de aprendizado deveriam acontecer livres de divisão e em submissão ao mestre. Este conselho foi necessário por que falsos mestres estavam usando mulheres para promover seus ensinos. Paulo deseja que as mulheres aprendam e não atuem independentemente dos outros. Ele ilustra a situação usando a experiência de Adão e Eva. Eva agiu independentemente de Adão em sua busca por conhecimento; e como resultado caiu em pecado e se tornou um instrumento do inimigo. Paulo não deseja que isto aconteça na igreja. Ele deseja que as mulheres experimentem a salvação e perseverem nela.

4. Interpretação Sugerida: Por que o parto é mencionado, e a que ele se refere? Primeiro, observe que o sujeito do verbo está no singular – “Ela será salva.” No contexto a referência é à Eva como uma representante dos membros femininos da igreja. Segundo, o parto parece fazer alusão à experiência de Eva depois da queda. O Senhor lhe diz que ela experimentaria “sofrimento na gravidez; com sofrimento você dará à luz filhos” (Gênesis 3:16, NIV). Este era um dos resultados de sua queda. Também apareceriam esses falsos mestres desencorajando o casamento e a procriação e Paulo parece estar se opondo a eles (cf. 1 Timóteo 4:3). Terceiro, se esta leitura do texto estiver correta, seria melhor entender a preposição “através” como significando “apesar de,” descrevendo as circunstâncias sob as quais a salvação acontece (cf. 1 Coríntios 3:15). A mulher será salva apesar do fato que ela continua a experimentar dor no parto – uma lembrança de seu pecado. Que a salvação não é através do dar à luz filhos é indicado pelo uso do verbo na voz passiva (“ela será salva”), implicando que é Deus quem salva (o sujeito da ação implicado). Quarto, a última parte do verso declara que “ela – mg.” será salva “se permanecerem (sic.) [perseverar] na fé, no amor e na santidade, com bom senso” (1 Timóteo 2:15b, NVI).

A salvação requer perseverança, não dar à luz filhos. A lembrança de nossa degradação não deve interromper nossa certeza de salvação, mas deve nos motivar a fé, o amor e a santidade.

Discussões e Soluções

 

Todas as discussões devem ter por objetivo encontrar uma solução para o problema. Muitas vezes uma outra atitude é que toma a cena: acusação... Conheça alguns aspectos vitais que nos ajudarão a ficar concentrados nas soluções!

George Vandeman e  Débora Pinheiro

É interessante notar que as brigas de casais parecem seguir os mesmos velhos padrões. Há porem, maneiras de acabar com isso.

Todo casamento, até mesmo aquele que parece feito no Céu, tem seus pontos de conflito. São diferenças que aparecem, interesses que colidem, opiniões que divergem.

A despeito de nosso romantismo, duas personalidades não se fundem uma na outra automaticamente: existem muitas questões envolvendo a união a dois, ajustes que levam tempo e reflexão.

Gostaria de lhes mostrar como podemos tornar nossas discordâncias no casamento mais produtivas e como podemos criar algo positivo a partir de nossas diferenças, ao invés de usá-las contra o outro.  A ideia é aprender a dialogar e obter ajuda de uma fonte incrível: o relacionamento de Jesus com os Seus discípulos.

Existe um alvo muito importante que, como casal, é necessário ter em mente quando pensarem em solucionar diferenças, e isto quer dizer se concentrar em soluções. Todas as discussões devem ter por objetivo encontrar uma solução para o problema. Muitas vezes uma outra atitude é que toma a cena: acusação.

As brigas se tornam uma disputa para ver quem pode achar mais coisas para culpar o outro. As acusações são mortíferas. Condenam qualquer diálogo ou fracasso. Soluções é o que procuramos. Existem alguns aspectos vitais que nos ajudarão a ficar concentrados nas soluções:

Você pode concentrar-se na solução simplesmente ouvindo.

E muitas discussões tornam-se insuportáveis porque o marido e a esposa não ouvem o que o outro está dizendo. E não são apenas palavras que ficam sem ser ouvidas, as emoções também são ignoradas.

As pessoas precisam ter seus sentimentos ouvidos.

Acredite ou não, ouvir é um dos maiores solucionadores de problemas que conhecemos, e não apenas um primeiro passo para qualquer outra coisa. As pessoas precisam ser ouvidas, e o ouvir atende a essa necessidade e assim resolve o problema. Permite que o outro expresse seus sentimentos. O marido pode amenizar a irritação da esposa, não através da tentativa de mostrar o quanto a preocupação é sem lógica, mas simplesmente deixando-a expressar o que sente. A esposa não percebe que as explicações do marido são uma tentativa de dizer que ele se importa, pois ela está preocupada o bastante em culpar, por isso não consegue notar a preocupação dele.

Quando um ouve gentilmente a necessidade do outro de apoio emocional, a outra parte irá também ouvir a preocupação demonstrada. É importante ressaltar que na expressão dos sentimentos deve-se lembrar que isso não quer dizer atacar, ofender ou culpar o outro. A expressão dos sentimentos é falar de si em relação a uma situação ou atitude externa. Em contrapartida quem ouve deve ter o cuidado de não ficar na defensiva.

Ouvir soluciona problemas, mas leva tempo.

A grande maioria de nossas discordâncias não são tão complicadas, nós só precisamos conversar e ouvir, gastar tempo se for necessário. Isso é uma coisa que admiro em Jesus: o modo como Ele reservava tempo para ouvir.

Um dos fatos mais importantes a respeito do relacionamento de Jesus com Seus discípulos é simplesmente que Ele esteve ao lado deles continuamente durante três anos. Veja como Marcos descreve o chamado dos doze: “Escolheu doze, designando-os apóstolos, para que estivessem com ele, os enviasse a pregar.” Marcos 3:14

Esta foi a estratégia do Salvador para mudar o mundo. Derramar Sua vida  em doze homens. Você pode pensar que está pressionado pelo tempo, mas por favor, considere Cristo. Ele teve três anos para alterar o curso da História, corrigir milhares de anos de conceitos errados sobre Deus e criar uma Igreja que permanecesse firme até o final do tempos.

Ele poderia ter usado cada instante desse período com uma sofisticada organização e contínuos discursos públicos. Em vez disso, Seus dias foram usados para o treinamento de doze homens. Andou com eles pelas estradas da Galileia. Comeu com eles, estava lá para responder às suas perguntas e conduzir seus pensamentos para coisas elevadas.

Jesus separou tempo. Em Seu relacionamento com os discípulos, Ele nos nos mostra o elemento essencial para nos concentrarmos na solução do que concerne à vida a dois: dedicar tempo para ouvir.

Há uma outra grande diferença entre concentrar-se na solução e concentrar-se na acusação com argumentos. Quando temos uma necessidade que não está sendo atendida por nosso cônjuge, muitas vezes nós acusamos ao invés de perguntar. O debate se desvia para todos os tipos de queixas em ao invés de centralizar-se no que é realmente necessário. As acusações sempre nos impedem de obter soluções.

Uma das mais conhecidas promessas que Jesus fez a Seus discípulos é a encontrada em Lucas 11:9 e é bastante clara: “Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta.”

Ora, é claro que neste versículo, Jesus estava se referindo primeiramente à oração, mas creio que o mesmo princípio se aplica muito bem ao casamento. Já pensou em como algumas discussões teriam um desfecho diferente se após ouvir um ao outro  houvesse perguntas ao invés de acusações?

“Você quer dizer que…? Você pensa que eu ….? Foi isso o que você quis dizer? O que posso fazer diante disso? O que podemos fazer para solucionar esse problema?

Sinceridade na expressão de anseios e expectativas

E se houvesse mais sinceridade ao expressarmos nossos anseios e expectativas?

“Eu acho que você pensa que eu… O que eu quero dizer é que… Eu gostaria que você… Seria tão bom se… Acho que tenho… Eu preciso…”

Perguntar soluciona problemas. Você tem alguma necessidade que não está sendo satisfeita em seu casamento? Não acuse, pergunte. Você poderá surpreender-se com a resposta.

Agora estamos prontos para examinar o elemento final para que possamos nos concentrar na solução dos problemas matrimoniais. Após termos ouvido e perguntado, em nossas divergências como casal, nós precisamos fazer uma coisa mais: envolver-nos. Esta é a fase de negociação de uma discussão. Faz parte do processo do dar e receber que qualquer relacionamento saudável requer. Infelizmente o termo “envolver-se” deixa, muitas vezes, um sabor ruim em nossa boca, nos faz pensar em fraqueza, em ceder, mas na verdade, exige bastante firmeza de caráter.

Quando um casal discute, em geral, acredita-se que cada um tem razão para se irritar ou chatear com a falta de percepção do outro para ver o seu ponto de vista. Mas é claro, quase nunca estamos 100% certos ou errados. Existem sempre os dois lados, mesmo para aquilo que parece líquido e certo.

Mais uma vez temos que fazer uma escolha essencial entre culpar a outra pessoa e achar a solução. Tem que ser uma coisa ou outra. Se quisermos chegar a algum lugar temos que parar de tentar saber quem está errado e começar a procurar o que é certo para ambos.

Quando ambos decidem se envolver em busca da solução, haverá mais disposição para ouvir e fazer perguntas sem acusações ou condenações. O envolvimento cria soluções, a base é muito simples.

Sabe qual é a melhor maneira de fazer o seu cônjuge mudar? É mudando você  mesmo. Tome a iniciativa, dê o primeiro passo. Isto pode fazer toda a diferença.

Os discípulos de Cristo ficaram num beco sem saída pois nenhum deles queria ceder e ser humilde. Os doze apóstolos haviam se reunido para celebrar a páscoa com o seu Mestre. Era costume, em tais ocasiões, um criado lavar os pés empoeirados dos convidados, mas não havia nenhum criado presente e nenhum dos discípulos queria assumir essa função. Eles estavam discutindo sobre qual deles deveria ocupar a posição mais elevada no reino de Cristo. A mente deles estava nos privilégios executivos, não no serviço de criados. Assim eles sentaram-se olhando uns para os outros, esperando que alguém cedesse. Aí, Jesus praticou uma ação extraordinária, conforme relata o apóstolo João em seu livro maravilhoso: “Depois disso, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos seus discípulos, enxugando-os com a toalha que estava em sua cintura.” João 13:5

O Mestre tornou-se servo: Ele lavou os pés dos discípulos. E, por isso, aqueles discípulos nunca mais seriam os mesmos. Jamais voltariam a discutir a respeito de posições.

Que exemplo digno da nossa apreciação! Especialmente no casamento. A próxima vez que você tiver medo ou vergonha de se humilhar e ser o primeiro a ceder, lembre-se, Jesus lavou os pés dos discípulos.

Sabe, Jesus é mais do que um simples exemplo ao mostrar-nos como ter bom relacionamento. Ele é também nossa maior fonte: é Ele quem nos dá a segurança tão essencial no casamento. Saber que Ele morreu por nós, como Senhor, temos o maravilhoso senso de segurança.

As pessoas inseguras brigam para vencer. As pessoas inseguras são compelidas a acusar, mas aquelas que têm uma fonte segura de amor têm condição de ouvir, têm condição de perguntar, têm condição de se envolver.

Por que não apoiar seus relacionamentos na segurança que apenas Cristo pode dar? Um lar onde Cristo é honrado como Salvador e Senhor está construído sobre rocha sólida. Firme seus pés sobre esta Rocha agora mesmo.

Oração:

“Meu Pai, precisamos de Ti em nossa vida, em nossa família, em nossa casa. Precisamos parar de culpar e acusar, e aprender a ouvir, perguntar e nos envolver. Entra em nosso coração agora como Aquele que nos perdoa e nos purifica. Precisamos edificar nossos relacionamentos em Teu amor eternamente seguro. Ajuda-nos a te dedicarmos o nosso coração por inteiro. Em nome de Jesus, amém.”

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