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6 coisas que fiz com meu primeiro bebê e não vou repetir agora

Como já contei antes, passei por toda essa gestação de maneira bem mais leve, com menos ansiedade e desde já corrigindo alguns erros que cometi nas outras vezes. Ganhei menos peso e me exercitei muito mais.
Fui mais saudável de modo geral, me preparei, corri atrás de informações. Me sinto muito mais preparada agora, apesar de saber que cada parto é um, cada bebê é único. Sei que posso enfrentar o que vem pela frente!
Ah, e o melhor está por vir!
Logo começam os cuidados com o novo bebê por aqui e, quando penso em como foi das outras vezes, me pego até rindo. Quanta inexperiência, mesmo quando eu acreditava estar cheia de razão... Quanta insegurança e falta de informação.
Esse é o cenário perfeito para nos perdemos em meio a conselhos e experiências que nada têm a ver com nossa rotina. A gente acaba se espelhando em uma realidade que não combina com nossa!
Fiz até uma lista do que não pretendo repetir quando o assunto for:
1 - Amamentação. Me desgastei tanto com preocupações com a questão da amamentação que cada mamada se tornava uma batalha! Hoje sei que a livre demanda é minha aliada, e não inimiga. Não preciso ficar contabilizando os mililitros que o bebê ingeriu ou acordá-lo religiosamente no horário marcado mesmo que ele não me solicite. Essas neuras não me acompanharão nessa terceira viagem pela maternidade.
2 - Sono. Colocar o bebê em um quarto longe de mim não me parece coerente agora, já que a inteção é amamentá-lo quando ele quiser. Por que levantar a noite toda? Parece inteligente para você? Pois é, eu já fiz isso e foi tão cansativo! Hoje me pergunto o motivo que me levou a fazer isso por duas vezes e acabo concluindo que só pode ser o fato de ter sonhado tanto com um bebê naquele berço aliado ao medo (e palpites) de que o bebê ficasse "mimado" por dormir ao meu lado. Quanta bobeira!
3 - Ajuda. Sempre senti que era minha total responsabilidade cuidar de tudo depois que o bebê viesse para casa. Além dos cuidados com a criança, parece que tive a necessidade de cuidar de todo o resto, da casa, da rotina, como antes. No fim das contas me parecia mais com um zumbi do que com uma mulher, super mal-humorada e sobrecarregada. Hoje sei que posso - e devo - me permitir receber ajuda de qualquer tipo e a qualquer hora de quem se oferecer. Aceitar uma mão amiga não desmerece meu lado maternal, não me diminui e não quer dizer que não posso dar conta. Vou aproveitar todo "colo amigo" que aparecer e descansar o máximo que eu puder! Mãe feliz, bebê feliz ... certo?
4 - Enxoval. Comprar "rios" de roupas e coisas desnecessárias não fazem mais parte da minha realidade. Já contei nesse post sobre isso. Errei feio e gastei muito dinheiro desnecessário. Ah, e para usar tudo e deixar registrado, cheguei a trocar várias vezes o bebê só para sair com todo o enxoval nas fotos. Quem nunca? Não me orgulho, mas eu já fiz isso!
5 - Saídas. Não pretendo carregar o mundo em uma mala a cada saída. Com minha primeira filha era assim: muita tralha desncessária para ir até a esquina, até laço extra carregava, caso ela perdesse o que usava. Já falei que ela era quase careca? Pois era, ainda tem esse detalhe! Cada passeio era uma minimudança e isso era bem desgastante, tanto na ida quanto na volta. Tornava uma coisa simples em algo interminável e cansativo - isso quando, por preguiça, eu acabava até mesmo desisitindo de certos programas. Já sei que é possível ser uma pessoa bem mais "leve" agora e sei exatemente o que é essencial. É tudo uma questão de experiência e, claro, bom senso. O último item me faltou como mãe de primeira viagem!
6 - Viagens. Com os outros bebês eu acreditava que viagens eram motivos de preocupação e até mesmo impedimento para realizar alguns sonhos. Como um item impossível, deixei de fazer algumas boas viagens por acreditar que o destino não era lugar para criança. Com o tempo fui aprendendo que, quanto mais tornamos parte da rotina do bebê algo diferente, mais ele se acostuma e certas situações que acreditamos que poderiam se tornar caóticas, aos poucos, se tornam naturais. O mundo é lindo e lugar de criança é o conhecendo de perto. Portanto, esse bebê que logo chegará irá nos acompanhar desde muito cedo pelos nossos próximos destinos. E olhem, já temos até planos para logo depois que ela chegar!
(Foto: ShutterStock)

Cronograma de uma gravidez tranquila

Não é uma regra, mas o corre-corre para preparar a chegada de um filho é quase inevitável. 

Mesmo estando na terceira viagem, ainda me pego fazendo listas mentais e com um certo frio na barriga quando percebo que não dará tempo de fazer isso ou aquilo. Será que conseguiremos deixar tudo pronto para a chegada da nossa terceira bebê? 

Eu me programei muito desde o início e, ainda sim, posso te dizer que há providências que deixei de tomar e coisas que já gostaria que estivessem prontas, mas devido às loucuras do dia dia, não estão.

Acho que essa ansiedade é comum entre nós, gestantes, e pensando nisso elaborei um pequeno guia de providências a serem tomadas mês a mês para que nada fique para trás. 

Algumas coisas, como disse, senti na pele não ter feito, já que agora a barriga começa a pesar e a disposição já não é a mesma. Outras pretendo colocar em prática para poder curtir o finalzinho dessa espera como ela merece: com serenidade e paz. 

No primeiro trimestre muita gente só nota a gestação depois de algumas semanas. Eu já desconfiava quando estava na quinta semana e comprovei na sétima. Até o terceiro mês (1 a 12 semanas) vivemos as emoções da descobertas e é fácil dispersar a atenção e deixar os dias correrem em meia a tanta alegria.

É também a fase que temos sono e que somos acometidas pelo enjoos (não é uma condição geral; se não for seu caso, sortuda!), portanto, é uma fase que podemos tomar algumas decisões que não exijam tanto esforço físico: 

  • Defina seu médico 
  • Realize todos os exames 
  • Decida-se por fazer exercícios 
  • Comece a fazer a drenagem linfática (consulte seu médico) 

O segundo trimestre (13 a 26 semanas) é a melhor fase da gestação! Passados os enjoos (no meu caso, nem tanto, pois eles me acompanharam, mas me sentia mais disposta!), sentimos a diminuição da sonolência e uma muita energia pode ser notada! É, na minha opinião, a hora ideal para arregaçar as mangas e correr para resolver tudo que envolva esforço físico: 

  • Hora de saber o sexo do bebê
  • Definir o nome (pois é... tô aconselhando a fazer isso, mas eu mesma ainda não consegui; esse nome simplesmente não aparece!! rsrs)  
  • Começar a decorar o quarto  
  • Comprar o enxoval (ou boa parte dele) 
  • Se você trabalha, é uma boa hora para se informar sobre quem te substituirá e como funcionará todo o processo para sua licença-maternidade
  • Visitar a maternidade e saber tudo o que será necessário para sua entrada
  • Hora ideal para uma viagem a dois (passeio ou para fazer enxoval), pois depois do sétimo mês muitas companhias aéreas não permitem mais que as gestantes viajem
  • Definir lembrancinhas e tudo mais que queira realizar de trabalhos manuais, como o que colocar na porta da maternidade

O terceiro trimestre (27 a 40 semanas) é tecnicamente a reta final e, teoricamente, a hora em que nós, gestantes, deveríamos estar com tudo OK e descansando! Mas a realidade, muitas vezes, passa longe disso, né? 

É aquela hora de curtir a espera, o quartinho arrumado e: 

  • Deixar o enxoval lavado 
  • Malas prontas (sua, do bebê e do papai) 
  • Organizar um chá de bebê 
  • Se preparar para o pós-parto, definir quem te ajudará nesse período
  • Ler muito, fazer cursos de gestantes ou participar de grupos de apoio ao parto

E claro, o ideal é cada gestante montar seu próprio cronograma de acordo com a sua rotina. Esse é o meu ideal e uma dica para nortear a sua lista de afazeres!

Uma gravidez em cada fase da vida


Engravidar aos 20 ou aos 40 anos é muito diferente para a mulher? O assunto é repleto de mitos e o mais importante a dizer, antes de tudo, é que, ao falar sobre gravidez, não existe regra pronta, nem receita de bolo. Cada gestação é única!

Ou seja, tanto as mudanças físicas e, principalmente, as emocionais, podem variar de acordo com o que a futura mamãe está vivendo no momento da gestação. Mesmo assim, é possível enumerar algumas características comuns de cada faixa etária, como você vê a seguir.

Aos 20 anos

Vamos partir do seguinte princípio: quanto menor a idade, maior é a imaturidade emocional. Porém, a disponibilidade física é maior. Na faixa dos 20 anos, a mulher está cheia de energia para gerar e cuidar de um bebê – mas pode não estar pronta emocionalmente para enfrentar as mudanças deste momento.

“Hoje, uma mulher de 20 anos é uma adulta bastante jovem, diferente da época dos nossos avós. Atualmente, espera-se que uma mulher jovem – antes de ter filhos - se coloque no mercado de trabalho, faça opções profissionais e amorosas bem acertadas e possa fazer experimentações diversas”, comenta Ana Merzel Kernkarut, psicóloga e coordenadora do serviço de psicologia do Hospital Albert Einstein.

Mas como não existe regra, apesar de teoricamente uma mulher de 20 e poucos anos possuir menos instabilidade psíquica, isso não a impede de viver uma gravidez tranquila e saudável, tanto física quanto emocionalmente.

A Kátia Siqueira tem 44 anos e 5 filhos. O primeiro nasceu quando ela tinha apenas 17 anos. A última gestação foi vivida aos 38. Cada uma delas foi experimentada sob óticas diferentes

Na primeira, teve pré-eclâmpsia, mas não sentia desconforto -, apenas muito sono. “O medo mesmo era de enfrentar a minha mãe porque tudo aconteceu de maneira inesperada”, diz.

A segunda foi bem saudável, mas, como já sabia o peso da responsabilidade de ter uma criança, sentiu mais medo do futuro. “Da terceira vez, engravidei de gêmeas e já sabia que tinha esclerose múltipla”, lembra. A doença não impede a gravidez. Ao contrário, segundo Kátia, pode até ser benéfica. “Me senti um pouco mais cansada, mas estava bem assistida e muito feliz”, garante.

A última, aos 38 anos, foi um susto. “Meu marido iria fazer uma vasectomia, nossa situação financeira não estava das melhores e eu fiquei muito preocupada. Mas deu tudo certo”, afirma.

Durante a gestação, Kátia se sentiu bem mais cansada do que a primeira vez, aos 17 e tive diabetes gestacional. “Novamente deu tudo certo e hoje a Letícia está com 5 anos”, conta.

Aos 30 anos

De ponto de vista físico, até os 35 anos, o corpo da mulher está no auge biológico para engravidar. “Tudo ainda está jovem: óvulos, útero, artérias... Portanto, engravidar aos 18 ou aos 35 anos, do ponto de vista médico, não faz muita diferença”, afirma Lucila Evangelista, obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein.

Tanto que hoje é bem comum que as mulheres engravidem na faixa dos 30 anos. De acordo com a especialista, a média de idade do primeiro filho das gestantes do Hospital Albert Einstein é 34 anos. Nessa faixa etária, muitas delas já fizeram suas escolhas na área profissional e afetiva e se preparam para serem mães com mais cuidado.

“Nesse período, há uma aquietação do ponto de vista psicológico, o que proporciona uma maternidade mais madura que na faixa dos 20”, afirma Ana. Além disso, a disponibilidade física ainda está lá, firme e forte.

Só que, depois dos 35 anos, começam as mudanças no corpo feminino. A primeira delas está ligada à fertilidade. Ocorrem o envelhecimento do óvulo, a dificuldade de fertilização, maiores chances de aborto espontâneo e alterações cromossômicas no desenvolvimento do embrião, principalmente no que diz respeito ao aparecimento da Síndrome de Down.

Aos 40 anos

Do ponto de vista físico, a maior preocupação dos médicos nessa faixa etária é com o desenvolvimento do bebê. Tudo por conta da probabilidade de alterações cromossômicas, que aumenta progressivamente ao longo dos anos.

Informações do Serviço de Obstetrícia do Hospital Israelita Albert Einstein relatam que, ao engravidar aos 35 anos, 1 em cada 300 bebês tem chance de desenvolver Síndrome de Down. Quando a mãe engravida aos 45 anos, essa proporção aumenta de 1 para cada 45 bebês.

Outra coisa: a partir dos 40 anos, algumas doenças da idade podem aparecer, como a hipertensão, diabetes, obesidade, mioma e endometriose.

“É claro que hoje em dia as mulheres de 40 se cuidam muito mais. Fazem exercícios físicos, se alimentam adequadamente, fazem uso da medicina preventiva... Uma mulher de 40 está em ótima forma para engravidar, mas é preciso ficar atenta”, comenta a médica Luisa.

Por outro lado, esse é um momento de extrema maturidade psíquica. Em geral, as mulheres estão com muitos aspectos da vida consolidados, o que pode proporcionar uma gestação mais tranquila e bem resolvida.

Foi assim que se sentiu a funcionária pública Natalia Lima, que viveu sua segunda gravidez aos 40 anos e é mãe do Lucas, de 6 anos, e da Yasmin, de 2 meses.

“Eu esperava viver uma gestação ruim por causa da idade avançada, mas essa gravidez foi melhor que a primeira. Me cuidei mais, acabei engordando menos, me senti melhor, estava mais tranquila... Na primeira gestação, eu só chorava, me sentia insegura. Dessa vez, ficou tudo bem”, comenta ela.

A decisão sobre assuntos práticos também ficaram mais leves. “Para o primeiro filho, arrumei o quarto com antecedência e comprei um monte de coisas desnecessárias. A segunda chegou sem quarto, no meio de uma mudança. Improvisei tudo”, conta Natalia.

Aos 50 anos

Mesmo com os avanços da medicina, não se podem ignorar os possíveis riscos físicos de uma gravidez na faixa dos 50 anos, bem parecidos com aqueles citados para mães com mais de 40 anos. Porém, essa gestação é completamente possível e pode ser muito saudável.

Nessa idade, a mulher já tem maturidade o suficiente para tomar decisões bem acertadas e ponderadas com relação à vida e ao corpo. “Se este for o primeiro bebê, pode ser a realização de um sonho. Já engravidar depois que os filhos estão grandes é a oportunidade de reviver uma etapa da vida que, para muitas, tem um significado positivo”, avalia a psicóloga.

Ela garante que, independente da idade ou das condições da gravidez, uma mãe bem assessorada do ponto de vista médico e psíquico pode viver bem o momento e o desejo.

(Fotos: Getty Images)