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11 coisas que uma mãe de muitos filhos quer que você saiba

Ter uma família grande, como nos tempos das nossas avós, pode parecer algo impossível para muitos casais, seja pelo alto custo de vida ou pela dificuldade em organizar a rotina de uma família com tantos membros.

Algumas mulheres, no entanto, têm andado na contramão das casas com filhos únicos e realizado o sonho de dar à luz várias crianças.

A tarefa não é fácil, mas também não é impossível, como mostram duas mães, que revelaram como organizam a rotina da casa e aproveitam - sem crise - o que a maternidade em grandes doses tem de melhor.

Aqui, elas contam algumas experiências e verdades que envolvem o dia a dia de um lar cheio de gente e de amor.

1. Uma família grande nem sempre está nos sonhos de toda mãe de muitos filhos

Ao contrário do que muitos pensam quando veem a casa da publicitária Fernanda Martins Moraes cheia de crianças, ela não planejou ter muitos herdeiros. “Uma família grande não esteve sempre nos meus sonhos, mas a ideia começou a surgir para mim de repente. Depois do primeiro filho - que foi muito desejado - comecei a pensar como seria bacana ter mais filhos!”, conta a mãe de Arthur (5), Matheus, Maria e Lucas (1) e madrasta de Kaique (18 anos). Na foto abaixo, toda a turma, incluindo o marido, Oscar Henrique Escate Zarate, designer gráfico.

2. A carreira não é a única forma de satisfação pessoal

Algumas mães se sentem culpadas por deixar o filho após a licença-maternidade e acabam optando por abandonar a carreira para cuidar da prole. Essa foi a difícil decisão tomada por Renata Campos Desta, professora, 42 anos, mãe de Isadora (13), Luiza (10), Ingrid (8), Victor, Henrique e Maysa (1 ano).

“Não foi fácil lidar com as críticas. Muitas amigas disseram que eu estava me anulando. O que elas não entendem é que ser mãe me dá uma satisfação muito maior do que qualquer trabalho. Eu me sinto totalmente realizada. Talvez no futuro eu volte a trabalhar, mas agora só quero curtir a infância dos meus filhos e ser a mãe que sempre sonhei ser e que meus filhos merecem ter”, diz.

Ela confessa que a decisão afetou muito a renda da família, mas eles aprenderam a viver com menos. “Eu não preciso trocar de carro todo ano para ser feliz”, avalia.

3. Nem sempre é preciso abrir mão do trabalho para cuidar dos filhos

Conciliar carreira e maternidade é o desafio que toda mulher enfrenta após a chegada dos herdeiros. E se um filho gera preocupação, imagine quando a turma é grande? Fernanda, por exemplo, reconhece que a maternidade afetou sua carreira.

“Hoje trabalho menos, tive que abrir mão de algumas coisas e não consigo mais me dedicar em tempo integral à vida profissional como fazia antes. Mesmo assim, não mudaria nada. Acredito que vale a pena. O primeiro ano deles foi mais complicado. Agora já estão todos na escola e tenho ajuda de babás, que tornam possível que eu continue trabalhando fora. Amo ser mãe, mas também amo trabalhar”, conta Fernanda.

4. A organização faz parte da rotina de uma família grande

Administrar o dia a dia de uma família com muitos integrantes não é tarefa simples, mas a missão se torna possível com a ajuda de um bom cronograma. “Na minha casa existe uma rotina bem organizada com algumas planilhas, listas, agendas. Tem dia certo para fazer supermercado, dia de quem leva e quem busca na escola... Mesmo assim, muitas vezes imprevistos acontecem e as coisas saem um pouco da rotina”, conta Fernanda.

Para ela, o segredo para não deixar nenhum compromisso de lado é colocar tudo na ponta do lápis e compartilhar com os integrantes da família. Na casa da Renata, uma lousinha presa na parede da cozinha a ajuda a organizar os horários. “Faço a tabela da semana com todos os horários das crianças e compromissos da família. Deixando tudo bem visível, os pais não esquecem nada”, sugere.

5. Disciplina se torna essencial em uma casa com muitas crianças

Brincar o dia todo é bom, mas criança tem que ter horário para comer, dormir, fazer lição ou tomar banho. Isso garante não só que todas as tarefas sejam feitas, mas também que eles se acostumem a seguir ordens.

“A regra é manter os horários estabelecidos para almoço, banho e sono, especialmente durante a semana. As crianças pequenas são mais fáceis de seguir a rotina e lidam superbem. Com o mais velho tenho mais dificuldade, principalmente em fazê-lo dormir no horário!”, confessa Fernanda.

Já Renata conta que só aprendeu a impor disciplina depois que a família aumentou. “Quando eu tinha apenas uma filha podia deixar as rédeas mais frouxas. Ela espalhava brinquedos, fazia o que queria e eu permitia. Agora já não posso abrir mão da disciplina. A bagunça de um é fácil de arrumar, mas e a bagunça de seis?”

Isso não significa, no entanto, que os pequenos não possam se divertir. “Eles são crianças e eu estimulo todo tipo de brincadeira saudável, mas também ensino que manter a casa arrumada é responsabilidade de todos”, disse.

6. Aquela imagem da mesa cheia é rara na maioria das famílias – sejam elas grandes ou pequenas

“As pessoas veem que somos uma família grande e sempre ficam imaginando que fazemos todas as refeições juntos à mesa, como uma família de comercial de margarina. Mas isso acontece pouco, pois cada um tem uma rotina diferente e as crianças têm horários específicos para comer. Felizmente nos finais de semana reunimos a trupe toda e fazemos reuniões deliciosas”, gaba-se Renata.

7. Mesmo em uma família grande é possível manter uma alimentação saudável

“Na minha casa, a alimentação das crianças é bem saudável. Refrigerante, por exemplo, não entra. Só libero chocolate depois dos 2 anos e com moderação. Procuro encher as refeições deles de vegetais e frutas e fazê-los experimentar coisas novas sempre. Apesar disso, não me considero radical”, conta Fernanda.

Algumas guloseimas e lanches são liberados para o mais velho, mas apenas nos finais de semana e sempre com moderação. A publicitária acredita que o segredo para garantir uma alimentação saudável está no planejamento do cardápio da semana, sempre priorizando a variedade de alimentos. Uma boa feira também é importante para manter a casa abastecida de frutas e legumes.

Para Renata, os filhos mais novos seguem o exemplo dos mais velhos e isso ajuda na educação alimentar. “Os pequenos comem os legumes porque veem os irmãos comendo. Já os mais velhos gostam de servir de exemplo e se sentem responsáveis pela alimentação dos menores. No fim, todos acabam comendo direitinho”, diz.

8. Criança pode – e deve – ajudar na limpeza e na organização da casa

Tratar o filho como um pequeno imperador, que é servido o tempo todo e não tem nenhuma atribuição, não faz bem nem para os pais nem para a criança. Inserir os pequenos aos poucos na divisão das tarefas da casa é saudável para o desenvolvimento deles e ainda diminui a carga sobre os ombros dos pais.

“Meus caçulas ainda são muito pequenos. Com o Arthur, de 5 anos, estou começando a ensinar coisas, como tirar o prato da mesa e levar à pia ou colocar as roupas sujas no cesto. O Kaique, de 18, não é mais criança e já ajuda mais. Ele arruma a cama, lava louça e até a cuidar do Arthur”, conta Fernanda.

9. Ter muitos filhos significa lidar constantemente com crises por causa da diferença de idades

Uma mãe de muitos filhos está mais do que acostumada a lidar com brigas. “O mais velho quer sempre atenção, tem programas diferentes dos menores. Temos que nos revezar para dar atenção a todos e tentar achar programas que agradem a todos”, explica Fernanda.

Ela conta ainda que adota a estratégia de envolver o filho mais velho nos cuidados com os mais novos. Assim, ele se sente responsável e útil. 

Renata ressalta que apesar das briguinhas, a relação entre os irmãos pode ser muito boa. “Ensinamos nossos filhos a protegerem uns aos outros. Eles brigam, como toda família, mas são unidos e deixam claro que no fundo se amam muito”, revela.

10. Viajar pode se tornar uma verdadeira odisseia

Viagens em família se tornam cada vez mais raras quando se tem muitos filhos. Isso porque organizar até um simples passeio exige muito planejamento. “Viajamos pouco, pois as crianças ainda são muito pequenas e realmente é bem trabalhoso viajar com todos. Para passear, precisamos sempre de 2 carros. Um maior de 7 lugares, com 4 cadeirinhas que comportam as crianças e outro para levar os carrinhos”, revela Fernanda.

Renata conta que faz uma viagem grande em família a cada 18 meses apenas, pois o evento requer muito planejamento. “É realmente caro viajar com muitos filhos e até o menor passeio exige muitas listas e planilhas, pois não dá para esquecer a papinha de um ou o brinquedo preferido de outro”.

A família toda escolhe o próximo destino e eles economizam juntos para garantir a viagem. Quando chega a data, os mais velhos ajudam na arrumação das malas e supervisionam dos pequenos durante os passeios. Os pais listam em aplicativos os itens essenciais para garantir que nada fique para trás.

11. As babás ou empregadas ajudam muito, mas não fazem todo o trabalho

“Tenho uma empregada que ajuda a cozinhar e limpar a casa. Mas sou eu quem monto o cardápio e faço as compras. Tenho também duas babás que são essenciais, pois trabalho fora. Elas ajudam com tudo relacionado às crianças - desde banho, comida, brincar até arrumação de quarto e roupas. Eu não conseguiria sozinha, meus pais e sogros moram longe”, conta Fernanda.

Apesar da ajuda, a publicitária não dispensa os cuidados com os filhos e acompanha de perto a rotina das crianças.

Por dentro dos cursos para gestantes

É natural que a chegada de um filho, junto com muitas alegrias e comemorações, traga algumas apreensões aos pais, sejam eles de primeira, segunda ou de muitas outras viagens.

Dúvidas que vão desde “como segurar o bebê?” a “como mantê-lo livre de doenças?” ficam pulando na cabeça das mulheres – e exigindo respostas. Por isso, muitas delas optam por participar de cursos de gestantes, a fim de se preparar melhor para o momento.

Orientadora de cursos para gestantes há 35 anos, com experiência de 4.330 partos normais realizados, a obstetriz Maria Augusta de Freitas, do Hospital Pró-Matre Paulista, sabe que a gestação é um período grandioso, mas cercado por muitas dúvidas e ansiedade.

“Apesar de ser um processo fisiológico, a mulher, de uma maneira geral, não se sente preparada para o parto, e preocupa-se com a volta para casa com o bebê sob sua responsabilidade”, diz.

De acordo com ela, as três maiores preocupações são:

  1. o parto
  2. não ser capaz de amamentar
  3. não saber como cuidar do bebê

Para responder essas e outras questões é que foram pensados alguns cursos específicos para os futuros papais, geralmente conhecidos como cursos para gestantes.

Nesses encontros, orientar e fortalecer a capacidade de gestar, dar à luz e cuidar do próprio filho(a) são os grandes objetivos.

Temas abordados

De uma forma geral, os cursos tratam de assuntos que permeiam todo o final da gestação: quando ir para a maternidade, o trabalho e os tipos de parto, a amamentação, cuidados com o recém-nascido em casa e a participação do pai em todo o processo.

Os cursos não são longos – geralmente acontecem em um fim de semana – e são conduzidos por obstetras, enfermeiros e pediatras, nos próprios hospitais. Mas cada curso tem uma duraçao específica e é interessante pesquisar bastante para ver qual se adequa mais a você e ao seu ritmo!

Uma boa época para participar do encontro é por volta do quinto ou sexto mês de gravidez, período em que as dúvidas começam a aparecer com maior intensidade.

As experiências das mães

Foi pensando em ter uma “experiência completa” que a administradora Mariana Gonçalves Nakayma, 30 anos, mãe do Davi, de 9 meses, optou por um curso. “O Davi é meu primeiro filho e quando a gente tem uma gestação muito desejada, quer fazer tudo!”, comenta.

Para ela, nessa nova fase, tudo é válido. “Curso, livro, blog, revista… tudo! Fiz (o curso de gestante) para curtir a fase, trocar experiências, receber dicas e também me divertir”, comenta.

Mariana avalia que a experiência foi superválida, ainda que tenha pesquisado e aprendido bastante antes do encontro, que realizou no sétimo mês de gestação.

“Sempre descobrimos informações bem interessantes sobre o parto e anestesia, dermatites de recém-nascido, os primeiros dias em casa, dicas de banho e até a melhor forma de segurar um xampu. São dicas que, na hora do aperto, fazem a diferença!”, afirma.

A abordagem sobre amamentação foi um capítulo à parte. “Eles reforçam muito a importância do aleitamento e eu fiz de tudo para amamentar meu filho até os 6 meses – e consegui!”, relembra, feliz.

A advogada Tatiana Barbosa, 37 anos, mãe da Ana, de 10 meses, procurou um curso de gestante porque gostaria de ter alguma noção básica de como cuidar de um recém-nascido.

Acabou aprendendo técnicas de relaxamento, como dar banho, trocar fralda, como amamentar, como verificar se o bebê está com frio ou calor, entre outras questões.

“As palestras foram muito esclarecedoras. Por exemplo, o neonatologista explicou todo o procedimento que é feito com o bebê assim que é retirado do útero, quais profissionais estariam presentes na hora do parto. Isso deu um grande alívio”, comenta.

Tatiana também recomenda fortemente que outras gestantes façam o curso. “A chegada de um bebê é muito impactante, dá uma sensação enorme de impotência. O curso pode não solucionar todos os problemas, mas dá um norte”, garante.

O que procurar

A obstetriz Maria Augusta recomenda que, ao buscar um curso, as gestantes estejam atentas à formação dos profissionais que vão ministrá-lo, procurando pessoas da área, com formação pertinente aos assuntos desenvolvidos.

“Todos os tópicos são importantes para que a mulher e seu companheiro saiam dessa experiência fortalecidos e acreditando em suas capacidades naturais de serem mãe e pai”, resssalta.

A participação do futuro papai no curso, aliás, também é importantíssima, segundo Maria Augusta. “Além de fazer com que a mãe se sinta mais segura, ele pode dividir com ela as responsabilidades, desde a escolha da maternidade, até a decisão da volta para o trabalho”, ilustra.

Para Mariana, a participação do marido, o também administrador Santiago Correia Nakayama, de 29 anos, foi o ponto alto do negócio.

“Mãe é mãe e, fazendo curso ou não, você vai cuidar do seu filho por puro instinto. Mas o pai demora um pouco mais para entender a paternidade. Eu acho que o curso é fundamental para eles entrarem nesse universo, ouvirem coisas que jamais ouviram, entenderem o parto, o pós-parto, a amamentação, o banho, a saúde emocional da mãe, a depressão pós-parto, ou seja, coisas que podem ou que vão acontecer com um recém-nascido”, exemplifica.

Vale fazer de novo?

Para as mamães e papais que já fizeram o curso e esperam um novo bebê, é bom repetir a dose somente se o primeiro parto aconteceu há muitos anos, se souberem de alguma condição especial do feto que inspire cuidados específicos ou, ainda, se estiverem num segundo casamento e para um dos dois se trata do primeiro filho.

Mesmo depois de fazer o curso, caso a gestante ainda não se sinta ainda preparada para o parto, Maria Augusta recomenda que ela aproveite o pré-natal para esclarecer dúvidas. “A confiança no profissional é importante e fará com que ela se sinta mais preparada”, lembra.

“Conforta, alivia, você ri, você chora e você percebe que não está só, que não é a única naquela situação, que está todo mundo pensando a mesma coisa!”, acrescenta Mariana.

Mas depois de tantos ensinamentos, tem alguma aprendizagem que o curso não pode promover? “Aprender a ser mãe, jamais... Só tendo um filho mesmo!”, brinca Mariana, aos risos.

Por dentro dos cursos para gestantes

Dúvidas que vão desde “como segurar o bebê?” a “como mantê-lo livre de doenças?” ficam pulando na cabeça das mulheres – e exigindo respostas. Por isso, muitas delas optam por participar de cursos de gestantes, a fim de se preparar melhor para o momento.

Orientadora de cursos para gestantes há 35 anos, com experiência de 4.330 partos normais realizados, a obstetriz Maria Augusta de Freitas, do Hospital Pró-Matre Paulista, sabe que a gestação é um período grandioso, mas cercado por muitas dúvidas e ansiedade.

“Apesar de ser um processo fisiológico, a mulher, de uma maneira geral, não se sente preparada para o parto, e preocupa-se com a volta para casa com o bebê sob sua responsabilidade”, diz.

De acordo com ela, as três maiores preocupações são:

  1. o parto
  2. não ser capaz de amamentar
  3. não saber como cuidar do bebê

 

Para responder essas e outras questões é que foram pensados alguns cursos específicos para os futuros papais, geralmente conhecidos como cursos para gestantes.

Nesses encontros, orientar e fortalecer a capacidade de gestar, dar à luz e cuidar do próprio filho(a) são os grandes objetivos.

Temas abordados

De uma forma geral, os cursos tratam de assuntos que permeiam todo o final da gestação: quando ir para a maternidade, o trabalho e os tipos de parto, a amamentação, cuidados com o recém-nascido em casa e a participação do pai em todo o processo.

Os cursos não são longos – geralmente acontecem em um fim de semana – e são conduzidos por obstetras, enfermeiros e pediatras, nos próprios hospitais. Mas cada curso tem uma duraçao específica e é interessante pesquisar bastante para ver qual se adequa mais a você e ao seu ritmo!

Uma boa época para participar do encontro é por volta do quinto ou sexto mês de gravidez, período em que as dúvidas começam a aparecer com maior intensidade.

As experiências das mães

Foi pensando em ter uma “experiência completa” que a administradora Mariana Gonçalves Nakayma, 30 anos, mãe do Davi, de 9 meses, optou por um curso. “O Davi é meu primeiro filho e quando a gente tem uma gestação muito desejada, quer fazer tudo!”, comenta.

Para ela, nessa nova fase, tudo é válido. “Curso, livro, blog, revista… tudo! Fiz (o curso de gestante) para curtir a fase, trocar experiências, receber dicas e também me divertir”, comenta.

Mariana avalia que a experiência foi superválida, ainda que tenha pesquisado e aprendido bastante antes do encontro, que realizou no sétimo mês de gestação.

“Sempre descobrimos informações bem interessantes sobre o parto e anestesia, dermatites de recém-nascido, os primeiros dias em casa, dicas de banho e até a melhor forma de segurar um xampu. São dicas que, na hora do aperto, fazem a diferença!”, afirma.

A abordagem sobre amamentação foi um capítulo à parte. “Eles reforçam muito a importância do aleitamento e eu fiz de tudo para amamentar meu filho até os 6 meses – e consegui!”, relembra, feliz.

A advogada Tatiana Barbosa, 37 anos, mãe da Ana, de 10 meses, procurou um curso de gestante porque gostaria de ter alguma noção básica de como cuidar de um recém-nascido.

Acabou aprendendo técnicas de relaxamento, como dar banho, trocar fralda, como amamentar, como verificar se o bebê está com frio ou calor, entre outras questões.

“As palestras foram muito esclarecedoras. Por exemplo, o neonatologista explicou todo o procedimento que é feito com o bebê assim que é retirado do útero, quais profissionais estariam presentes na hora do parto. Isso deu um grande alívio”, comenta.

Tatiana também recomenda fortemente que outras gestantes façam o curso. “A chegada de um bebê é muito impactante, dá uma sensação enorme de impotência. O curso pode não solucionar todos os problemas, mas dá um norte”, garante.

O que procurar

A obstetriz Maria Augusta recomenda que, ao buscar um curso, as gestantes estejam atentas à formação dos profissionais que vão ministrá-lo, procurando pessoas da área, com formação pertinente aos assuntos desenvolvidos.

“Todos os tópicos são importantes para que a mulher e seu companheiro saiam dessa experiência fortalecidos e acreditando em suas capacidades naturais de serem mãe e pai”, resssalta.

A participação do futuro papai no curso, aliás, também é importantíssima, segundo Maria Augusta. “Além de fazer com que a mãe se sinta mais segura, ele pode dividir com ela as responsabilidades, desde a escolha da maternidade, até a decisão da volta para o trabalho”, ilustra.

Para Mariana, a participação do marido, o também administrador Santiago Correia Nakayama, de 29 anos, foi o ponto alto do negócio.

“Mãe é mãe e, fazendo curso ou não, você vai cuidar do seu filho por puro instinto. Mas o pai demora um pouco mais para entender a paternidade. Eu acho que o curso é fundamental para eles entrarem nesse universo, ouvirem coisas que jamais ouviram, entenderem o parto, o pós-parto, a amamentação, o banho, a saúde emocional da mãe, a depressão pós-parto, ou seja, coisas que podem ou que vão acontecer com um recém-nascido”, exemplifica.

Vale fazer de novo?

Para as mamães e papais que já fizeram o curso e esperam um novo bebê, é bom repetir a dose somente se o primeiro parto aconteceu há muitos anos, se souberem de alguma condição especial do feto que inspire cuidados específicos ou, ainda, se estiverem num segundo casamento e para um dos dois se trata do primeiro filho.

Mesmo depois de fazer o curso, caso a gestante ainda não se sinta ainda preparada para o parto, Maria Augusta recomenda que ela aproveite o pré-natal para esclarecer dúvidas. “A confiança no profissional é importante e fará com que ela se sinta mais preparada”, lembra.

“Conforta, alivia, você ri, você chora e você percebe que não está só, que não é a única naquela situação, que está todo mundo pensando a mesma coisa!”, acrescenta Mariana.

Mas depois de tantos ensinamentos, tem alguma aprendizagem que o curso não pode promover? “Aprender a ser mãe, jamais... Só tendo um filho mesmo!”, brinca Mariana, aos risos.

(Foto: Getty Images)

Em busca do equilíbrio entre o “sim” e o “não”

Em busca do equilíbrio entre o “sim” e o “não”

Dizer “não” para uma criança nem sempre é fácil. Mas, verdade seja dita, às vezes é o caminho mais curto para resolver alguma situação. Na outra ponta da corda, o “sim” aparece no mesmo contexto: ora é prático, ora é doloroso para quem o diz.

E é dessa maneira que as mães seguem dia após dia tentando balancear pesos e medidas quando precisam dizer essas palavrinhas tão pequenas, mas tão poderosas, capazes de influenciar o comportamento do filho numa vida adulta.

Aí vem a pergunta óbvia: por que é tão difícil encontrar esse equilíbrio?

Alguns autores falam em choque de gerações, mas a psicóloga Renata Magliocca, especialista em psicologia positiva, prefere o termo “encontro”.

É que os pais nasceram e cresceram em contextos socioeconômicos muito diferentes dos seus filhos: o mundo era outro, as necessidades, os desejos, a economia, as carreiras etc.  Essa diferença de contexto gera muitas inseguranças e dúvidas sobre o melhor jeito de agir e educar os filhos.

“Se os pais reproduzem o jeito como foram educados, fica a sensação de que estão fora de contexto, desatualizados ou que aquelas respostas não dão o mesmo efeito como antes. E não dão mesmo”, afirma Renata.

Por isso, os momentos do “sim” e “não” talvez sejam os que mais expõem essas mudanças e as inseguranças da maioria dos pais, desde como dar afeto, mostrar que o filho é amado, até oferecer limites, sem mimar ou, ainda, ensinar como vencer frustrações, falhas, erros, entre tantos outros percalços.

“Para vencer isso, os pais precisam ter claro quais são os valores que querem passar para seus filhos; o que é, na opinião deles, fundamental e o que não é tão relevante assim. Serão esses os contornos que darão a referência do momento certo de dizer ‘sim’ ou ‘não’”, defende a psicóloga Renata Magliocca.

Vale lembrar que esse é um exercício diário. Os pais precisam estar abertos a constantemente analisarem os impactos das suas ações em cada um dos filhos (porque cada um deles tem sua individualidade e reagirá de um jeito).

Também devem se questionar se estão no caminho que reforçam positivamente os valores em que acreditam e – bem importante – não esquecer que errar e falhar farão parte desse aprendizado constante.

Onde mora a dificuldade

Para a psicopedagoga Maíra Scombatti, a dificuldade dos pais em encontrarem o momento certo de dizer "sim" e "não" acontece quando ainda não se tem clareza do limite real do momento.

“Não temos dúvida em dizer ‘não’ quando uma criança tem o impulso de atravessar uma rua movimentada, assim como não temos dúvidas em dizer ‘sim’ quando nossos filhos nos pedem um copo de água quando estão com sede. Geralmente, quando temos dúvida, é porque o limite não é verdadeiramente importante. Nem todos os limites têm a mesma importância. E isso varia para cada família”, afirma.

Ter consciência dos limites (de integridade física, de convivência etc), identificar quais têm verdadeira importância em cada contexto, permitir-se questionar quando é possível e perceber as reais necessidades de cada momento podem ajudar a encontrar o equilíbrio nessa relação com os filhos.

Limites: como ensiná-los?

Antes de ensinar limites, é preciso que os pais tenham clareza sobre as seguintes perguntas:

  • O que valorizamos como família?
  • Quais comportamentos esperamos dar como exemplo para os filhos?
  • Que atitudes esperamos que eles tenham quando forem adultos?
  • Quais são os sinais e ações que esperamos ver e que nos trarão a confiança de que estamos no caminho certo?

Sem essas respostas, os limites ficarão muito confusos, dificultando que os filhos entendam a importância deles. “Essa inconstância gera dúvidas na criança, que também acaba confusa sobre qual comportamento é esperado dela naquela situação”, observa Renata.

É preciso ressaltar a importância do exemplo: os filhos aprenderão (verdadeiramente) o que é “sim” ou que é “não” ao identificarem nos seus pais e educadores determinados comportamentos.

Por exemplo, se você quer ensinar seu filho a ser educado com todos, então, pergunte-se: “Eu sou educada com todos?”, “O que eu faço que me traz a certeza de que sou?”, “O que eu gostaria de fazer?”. E colocar essas atitudes em prática.

Assim, os filhos vão compreendendo os limites daquela família, daquele contexto sem muita necessidade de cobrança ou imposição.

Avaliando o equilíbrio

Segundo a psicóloga Carla Zuquetto, terapeuta analítico-comportamental, um jeito de os pais descobrirem se estão no caminho certo é observar o desenvolvimento da criança. E aí não tem jeito: é estudar um pouco de desenvolvimento, dos marcos, saber o que esperar em cada fase.

“A gente não espera que um bebê de 7 meses saia correndo pela sala, nem que uma criança de 2 anos leia. Da mesma forma, não pode esperar determinados comportamentos antes da criança estar pronta para eles”, afirma. Ou seja, os limites têm que estar dentro desse intervalo: do que a criança pode fazer, do que ela consegue fazer.

Para quem busca dicas práticas, Carla Zuquetto indica algumas:

  • Esteja atenta ao seu filho e ao ambiente que o cerca e policie o seu próprio comportamento.
  • Tenha clareza dos limites que você quer colocar para os seus filhos e saiba os motivos desses limites.
  • Pense se esses limites são palpáveis para a idade da criança. Se não forem, em quais seriam os limites palpáveis e como chegar neles (fazer uma escala de limites).
  • Esteja sempre em acordo com o parceiro. Se um diz “não”, o outro deve confirmar.
  • Os limites devem ser consistentes, sem exceções às regras.

Palavra de mãe

Yara Tropea, jornalista, é mãe de Pedro (8 anos) e Luiza (2 anos) e, na maioria das vezes, não sente dificuldade em encontrar o momento certo de dizer "sim" e "não" para os filhos. Na verdade, ela tenta não criar “nãos”.

“Minha meta é dizer ‘sim’. Se vem um ‘não’ é porque não pode mesmo. E, às vezes, digo ‘sim’, mas quando eles vão colocar em prática aquilo que autorizei e percebo que foi uma péssima ideia, digo ‘não’ e explico o porquê dentro do entendimento deles”, comenta.

Mas nem sempre foi assim. Quando Pedro era pequeno, Yara tinha uma necessidade muito grande de obediência. “Achava que obediência e respeito eram a mesma coisa. Então, não aceitava que ele não fizesse o que eu estava dizendo para ele fazer. Naquela época, acho que eu dizia mais ‘nãos’, pois me respeitar era ele parar assim que eu dissesse ‘para!’”, conta.

Com o tempo, foi percebendo que tinha pouco a ver com respeito e mais a ver com o que ele podia dar com o pouco repertório que tinha. “Quanto mais eu me colocava na pele dele, mais eu conseguia equilibrar”, explica.

Para a advogada Ana Paula Consolino, mãe de Vittorio (8 anos), Giovanni (6 anos) e Giulia (4 anos), impor limites é difícil. “De tudo que se fala sobre filhos, acho que esse ponto é um dos mais complicados”, avalia.

Segundo ela, nos momentos em que um de seus filhos tenta se impor e testar seu próprio limite é que, muitas vezes, se sente incapaz. “Eu me questiono, me culpo tentando buscar explicação para aquilo. Ser ‘autoridade’ sem ser autoritária é extremamente complicado, mas é necessário”, avalia.

Para Ana Paula, é possível dizer “não” de um lado com um “sim” de outro. “Se é hora de trocar de roupa para sair, não vai esperar mais, pois está na hora. Mas a escolha da roupa pode ser da criança”, exemplifica.

Essas pequenas doses diárias e contínuas de equilíbrio são um exercício e sinônimo de paciência. “Sem dúvida haverá dias em que nós vamos nos colocar em conflito, a culpa aparecerá e a sensação de não saber se estamos no caminho certo, também, mas temos dentro de nós nossos próprios limites, nossos próprios conceitos e sabemos o que queremos para a construção dos nossos filhos: essa é a base”, acredita a advogada.


Tosas para todos os gostos

Nessa fase, raças como maltês, yorkshire e shith zu recebem a tosa higiênica, na qual é eliminado o excesso de pelos das extremidades, como “almofadinhas” das patas, bumbum e barriga, ou seja, locais onde há acúmulo de resíduos. Posteriormente, esse procedimento deve ser realizado a cada três semanas.

A groomer Silvia Garotti, responsável técnica pelo centro estético Clinicanis, orienta que os cães de pelagem fluffy (encaracolada) – a exemplo de poodle e bichon frise – chegam aos seis meses de vida com os pelos a 6 cm de altura e, por isso, podem ter o comprimento reduzido à metade, por meio do corte com tesoura.

Entre os oito meses e um ano de vida, é hora da tosa bebê, que recebe esse nome porque confere ao cachorro a aparência de filhote de cerca de cinco meses, uma vez que diminui o comprimento do pelo em alguns centímetros e deixa o rosto mais arredondado.

Esse corte varia muito conforme a raça e o comportamento do animal (mais calmo ou mais agitado), mas precisa ser feito para mantê-lo limpo, evitar embaraçamento e também para reduzir o tempo de manipulação na pet shop, pois alguns cães ficam inquietos e desconfortáveis.

Silvia conta que a tosa bebê foi criada no Brasil e é bem-vinda a todas as raças. Tanto que a profissional desenvolveu um catálogo que serve de “cardápio” para o proprietário escolher o estilo que mais gosta.

Depois que cresce, além das tosas higiênicas a cada três semanas, o cachorro precisa aparar a pelagem uma vez a cada dois ou três meses, dependendo do crescimento dos fios. Nesse caso, o corte varia conforme a raça.

Para schnauzer, o típico é retirar os pelos do rosto e das costas, deixando mais volume na parte de baixo da barriga, nos bigodes e nas sobrancelhas. Já em poodle e chow chow, geralmente é adotado o tipo leão, no qual rosto, barriga, cauda e pernas ficam “pelados”, enquanto a cabeça permanece com pelo alto e o corpo bem baixo. Há quem goste de manter pompons no tornozelo, nos quadris e no rabo.

Vale ressaltar que os cuidados com a pelagem não se restringem à estética; o maior benefício está no bem-estar do animal. A falta de tosa ocasiona nós e dificulta a secagem do pelo e da pele, causando alergias e micoses.

Outro problema é a coceira frequente devido ao acúmulo de umidade. “O pelo longo incomoda o cão e, por crescer entre os dedos, pode levar a escorregões e fraturas”, alerta a groomer.

Sem censura

Além dos cortes tradicionais, existem os modismos. E aqui os donos usam e abusam da criatividade. Um dos preferidos é a tosa japonesa (ou asiática), caracterizada pelo corpo de fios bem baixos e cabeça mais volumosa e arredondada – assim, o cão parece um bicho de pelúcia.

A analista de sistemas Luciana Nishikawa é fã desse estilo. Sua yorkshire terrier Vicky Nina (foto acima) encanta os seguidores nas redes sociais com seu corte. “Eu gosto da tosa japonesa porque, além de ​fashion,​ é superprática para higiene e o cachorro fica menos tempo na secagem”, afirma.

Ela comenta que sua ideia era facilitar a manutenção e diminuir o tempo gasto na pet shop, já que a mascote gosta muito de brincar na grama e na terra e, sem a tosa, os fios embolavam e demorava bastante para hidratar, pentear e secar. “Por fim, ela virou até referência no corte, já que foi uma das pioneiras no Brasil”, completa.

A groomer Silvia Garotti revela que logo depois de o jogador de futebol Neymar Jr. adotar o cabelo em estilo moicano, a moda invadiu também as casas especializadas para animais. O que os donos mais queriam eram ver seus companheiros de quatro patas de topete – e muitas vezes, colorido.

Segundo ela, atualmente, o estilo mais pedido entre as raças de pelagem longa, é a cabeça chanel junto com a tosa bebê no corpo.

Achou ousado? Silvia comenta que as possibilidades são infinitas. Nas competições de creative grooming, por exemplo, é comum tosquiar poodle em formato de pavão. Já imaginou se a moda pega?

Está com preguiça de fazer exercícios? Leve seu cachorro junto!

“A sensação que tenho é de que nunca estou sozinha; o tempo passa mais rápido pela interação que tenho com ele. Criamos um elo de companhia e ele fica mais calmo, amigo e, claro, mais saudável”, afirma Patricia.

A especialista em comportamento animal Juliana Zoriki destaca que os benefícios observados em Eros por Patricia são bastante comuns nos pets que praticam exercício regularmente com seus donos.

“Além de mais saudável, o cão se torna mais sociável e menos estressado, pois a atividade física ajuda a controlar problemas comportamentais cada dia mais comuns nos cachorros, como: ansiedade, depressão, compulsão e hiperatividade”, lista.

E as vantagens não são só para os animais. A professora de educação física Roberta Aquino, do Studio Funcional Fit, destaca que fazer exercício junto com os bichos de estimação é uma grande fonte de estímulo para quem não costuma ter muita disposição.

“Além da ação da endorfina, hormônio estimulado com a atividade física que proporciona sensação de prazer, a companhia do pet traz vínculos emocionais, aumentando o bem-estar tanto do animal quanto do dono”, garante.

Entretanto, assim como acontece com a gente, é fundamental tomar algumas precauções com seu bichinho antes de começar uma rotina de atividades físicas.

“Primeiramente, o ideal é passar por uma consulta no veterinário para saber se a saúde dele está ok. Além disso, horários como o início da manhã e o fim da tarde são os ideais para evitar o sol forte”, aconselha Juliana, acrescentando que a calçada muito quente pode queimar as patinhas.

A especialista também faz recomendações específicas para algumas raças, como buldogue, pug e shih tzu, que tendem a apresentar problemas de respiração. “Respeite os limites do cachorro. Pare, deixe-o descansar quando estiver demonstrando cansaço e dê muita água durante o percurso”, recomenda.

Tomando esses cuidados, levar o seu melhor amigo para se exercitar com você pode ser uma ótima pedida. Confira algumas dicas de exercícios ideais para serem feitos junto com seu pet:

  • Para cães menores, idosos ou obesos, o ideal é preferir as caminhadas e aumentar a duração aos poucos, de acordo com Juliana. “Lembre-se que se caminharem por um percurso muito longo, o animal estará exausto para voltar para casa”, explica.
  • As corridas são indicadas para cães que possuem bastante energia e não apresentam nenhum problema de saúde.
  • Os donos mais dispostos podem ensinar seus cachorros a acompanhá-los em passeios de bicicleta, patins e skate.
  • Muitos cachorros adoram nadar, especialmente os das raças labrador e golden retriever. Quer companhia melhor para animar suas braçadas?

Dia dos Namorados diferente

Pode até ter um tico de verdade, mas seja com presentes ou com demonstrações de amor e surpresas, é sempre válido aproveitar o dia para celebrar a vida a dois – sejam vocês casados ou não!

Mas se quer fugir do tradicional jantarzinho romântico no restaurante de todo ano, fomos atrás de ideias para uma comemoração diferente.

Conversamos com namorados e namoradas para tornar a data ainda mais marcante, com sugestões criativas para celebrar. Quer ver? Confira e inspire-se!

Viagem surpresa

“O namorado de uma amiga comprou uma viagem surpresa para ela. Quer dizer, ela sabia que iria viajar, mas não sabia para onde! Acho essa uma ótima ideia para o Dia dos Namorados”, comenta a estudante de engenharia Bianca Nelli, 22 anos.

Quem reforça a positividade dessa surpresa é a farmacêutica Tatyana Badiglian, de 25 anos. “Já fui surpreendida com uma viagem marcada e com o hotel reservado só porque comentei que gostaria de conhecer as Cataratas do Iguaçu”, lembra.

Portanto, fique de olho nas dicas que o seu companheiro dá e busque a viagem perfeita – seja para um lugar que você tenha certeza que ele quer conhecer ou que combine com os dois.

Troca-troca de guarda-roupa

Já se aventurou pelo guarda-roupa do namorado? Para Katia Gonçalves, 40 anos, pedagoga e diretora de uma empresa de Marketing, vale a pena ter a noite de Dia dos Namorados vestida com uma peça de roupa do companheiro.

“Pode ser uma camiseta ou uma jaqueta, por exemplo. Capriche na noite e toda vez que ele vestir aquela peça terá ótimas recordações”, diz.

Atividades e esportes a dois

“Sei que meu namorado gosta de surpresas e que gostaria de ganhar algo que possamos praticar juntos”, conta a farmacêutica Tatyana Badiglian.

Para quem tem essa mesma intenção, ela sugere comprar uma bicicleta para pedalarem e descobrirem novos lugares na cidade, por exemplo. Vale também skate, patins e outros acessórios e roupas esportivas.

Outra opção romântica é se aventurar pelos ares. “Acho que fazer um passeio de balão em Boituva (SP) é uma ideia bem romântica para o Dia dos Namorados”, opina a analista de RH Bianca Greghi, 27 anos. Para os mais radicais, ainda vale pensar num pulo de paraquedas!

Encurtando distâncias

Caso o namorado esteja viajando, seja a negócios ou estudo, durante o Dia dos Namorados, que tal aparecer sem avisar e preparar uma surpresa?

Você pode até fazer uma decoração especial no quarto, enquanto ele está ausente. “Assim, a celebração fica mais do que especial para o reencontro”, opina Bianca.

O diretor de arte Victor Britto, 27 anos, sugere deixar bilhetinhos pelo ambiente. “Recados no espelho com caneta de escrever em vidro são bem legais também”, comenta.

Jantar afrodisíaco

Você não quer restaurante, mas faz questão de uma refeição a dois? Ok! Então que tal preparar para o parceiro um jantar com ingredientes afrodisíacos?

Pimenta, amendoim, gengibre, aspargos e chocolate são alguns itens associados a um cardápio “picante”.

Se não quiser ir para a cozinha, outra opção é comprar o jantar pronto (ou semipronto). Alguns restaurantes disponibilizam esse tipo de produto para quem prefere um jantar mais reservado.

Caça ao tesouro

“Neste Dia dos Namorados estou pensando em fazer uma Caça ao Tesouro como surpresa para o meu namorado. Vou esconder pistas pela casa que, ao final da gincana, vão levar até o presente dele”, diz Bianca Greghi.

As pistas podem ser perguntas sobre o casal, como “Onde foi nosso primeiro beijo?”, “Qual é a minha comida preferida?” e “O que gostamos de fazer aos fins de semana?”.

Além de fazer uma surpresa divertida, você ainda consegue ter uma boa ideia de quanto o seu amor sabe da relação.

Adeus às manchas e vida longa às roupas

Comprar uma roupinha nova de vez em quando é mesmo uma delícia, mas muita gente nem imagina que os gastos com vestuário figuram na segunda posição no ranking das despesas da família brasileira no ano passado, representando 13% da porcentagem da renda – atrás apenas dos custos com alimentação.

De acordo com estimativas da Pyxis Consumo, o gasto médio esperado com a compra de roupas e calçados no ano de 2014 foi de R$ 810,84. Daí a importância de cuidar com muito carinho daquelas peças que você adquiriu ao longo dos últimos meses.

A empresária Vera Lopes é daquelas que adotam uma série de cuidados no momento da lavagem para garantir que a vida útil das suas roupas e de sua família seja bem longa.

“O preço das roupas está um absurdo, por isso fico muito brava quando mancho ou estrago algo. Tentar recuperar essas peças é importante, pois ajuda o bolso e o meio ambiente”, defende.

O problema é que nem sempre é fácil tirar aquela pequena mancha de óleo, caneta ou molho da camisa branquinha que você usou só uma vez. 

Para ajudá-la nessa árdua tarefa, reunimos as dicas da Vera e de outras três especialistas que vão facilitar a sua vida na lavanderia.

Pré-lavagem

Os detalhes começam antes mesmo de colocar as roupas na máquina, na separação e armazenamento.

“As peças sujas devem ser amazenadas em cestos de vime ou de tecidos que favoreçam a ventilação. Nunca utilize caixas fechadas, nem misture roupas úmidas – de suor, de chuva – com peças secas”, alerta Jandira Pereira Carvalho, consultora de infraestrutura do Senac São Paulo.

Outra dica é separar as peças por cor e tipo de tecido, além de dedicar atenção especial àquelas manchadas ou extremamente sujas.

Produtos próprios

Hoje não faltam opções de produtos nas prateleiras dos supermercados. Existem até versões ecofriendly, que são menos agressivas ao meio ambiente e às próprias roupas.

“Algo que sempre recomendo é a diluição do sabão em pó e do amaciante quando eles são aplicados diretamente no tecido, evitando o aparecimento de manchas”, diz Ana Paula Vanzan, organizer da OZ! Organize sua Vida.

Eliminando manchas

“Para que a sujeira não fixe, procure lavar a peça imediatamente. É importante lembrar que todo o processo de remoção de manchas deve ser feito antes das roupas serem colocadas na máquina”, ensina Ana Afonso, consultora de organização residencial e empresarial.

A seguir, saiba como agir diante dos principais tipos de manchas:

  • Batom: coloque um pouco de álcool sobre a mancha, deixe agir por alguns minutos e lave normalmente. Outra opção é retirar o excesso com papel-absorvente e lavar a área com detergente neutro.
  • Caneta: umedeça a mancha com álcool e coloque um papel-toalha embaixo para absorver o excesso. Se preferir, aplique com um chumaço de algodão ou cotonete. Para que a mancha não aumente, evite esfregar. Enxágue e depois lave normalmente.
  • Desodorante e suor: molhe o local manchado com água e acrescente um pouco de bicarbonato de sódio, até formar uma pasta. Deixe de molho em um balde com água e sabão por 30 minutos. Feito isso, esfregue e lave normalmente.
  • Ferrugem: aplique um pouco de suco de limão na área afetada e deixe ao sol por 15 minutos. Enxágue bem e lave normalmente. “Ao manusear o limão, utilize luvas para evitar respingos e possíveis manchas na pele”, alerta Ana Afonso.
  • Gordura: coloque um pouquinho de talco ou amido de milho sobre a mancha e espere alguns minutos. Utilize uma escovinha para retirar o excesso do produto ou posicione um papel-absorvente embaixo da mancha e, então, pressione, para que a gordura seja absorvida. Em seguida, deixe a peça de molho em um balde com detergente neutro e água morna até esfriar. Para finalizar, esfregue, enxágue e lave.
  • Mofo: para peças claras, aplique um pouco de vinagre branco e deixe agir por 20 minutos. Ensaboe a região com sabão de coco e esfregue algumas vezes. Na hora de lavar, acrescente 1 xícara (café) de bicarbonato no nível médio da lavadora. Já para as escuras, a dica é mergulhar a roupa em um balde com água e 1 xícara (café) de vinagre branco por 20 minutos. Depois é só esfregar, enxaguar e lavar normalmente.
  • Molho de tomate: umedeça a roupa e esfregue a área suja com uma escova macia. Molhe a peça, repita a mesma operação e lave normalmente. Caso a mancha esteja seca, aplique a mesma pasta de bicarbonato utilizada para retirar as manchas de desodorante e suor. Deixe de molho em um balde de água por 30 minutos, esfregue algumas vezes e lave na máquina.
  • Sangue: em tecidos brancos e com mancha já seca, aplique água oxigenada 10 volumes sobre a marca e espere agir. A seguir, coloque de molho por cerca de 15 minutos. Depois esfregue com cuidado, enxágue e lave normalmente. Em tecidos coloridos ou manchas úmidas, retire o excesso com papel-toalha e, em seguida, esfregue um cubo de gelo.  
  • Tinta guache: nada de se desesperar quando os pequenos chegarem sujos da escola! Como o produto é à base de água, a mancha sai facilmente. Basta deixar de molho na água limpa e lavar normalmente depois.
  • Vinho: umedeça um pano com água morna e pressione o local afetado para amenizar a mancha. Depois disso, lave como costuma fazer.

Truques extras

Além de cuidar para a eliminação das manchas, algumas dicas ajudam a manter as roupas com cara de nova por mais tempo.

“As principais recomendações é nunca deixar a roupa de molho por muito tempo e utilizar apenas alvejante sem cloro, que ajuda na conservação das fibras do tecido”, sugere Jandira Pereira Carvalho.

Outra ideia caseira para evitar que peças coloridas desbotem é aplicar um punhado de sal à água durante o processo de lavagem.

Atenção com as peças delicadas

Tudo o que você precisa saber sobre o processo de lavagem mais indicado para uma peça de roupa está descrito na própria etiqueta. Por isso, leia-a atentamente.

Vale lembrar que materiais mais delicados, como couro, seda e renda, merecem cuidados redobrados.

“Nesses casos, o indicado é sempre procurar uma lavanderia ou estabelecimento especializado”, opina Ana Paula Vanzan.

(Foto: Getty Images)