Copiado!

Estamos criando uma geração solitária?





E esse equilíbrio de estar próximo, sem perder a autoridade, é apenas um dos desafios que teremos que enfrentar para criarmos nossas crianças.


Queremos que nossos filhos se sintam à vontade para nos contar tudo, pois sabemos que, dessa forma, podemos guiá-los com mais segurança. Queremos que eles nos falem sobre a escola, os amigos, suas angústias, seus medos. Mas, por outro lado, não nos resta muito tempo no dia para essa convivência.


Nós, mães, queremos estar cada vez mais envolvidas com o mercado de trabalho, para sermos tão valorizadas ali quanto os homens. Já os pais querem estar mais presentes, querem realmente participar da vida em família, mas também não abriram mão de seus sonhos profissionais, nem diminuíram seu ritmo nas empresas para alcançarem esse objetivo.


Estamos tendo cada vez menos filhos - se na nossa infância uma família com vários irmãos era a regra, hoje é a exceção. E no meio dessa bagunça toda estão nossos pequeninos.


Acho que esse é um assunto delicado, mas sobre o qual precisamos pensar. E não é para colocar a culpa na cabeça da mãe que não quer deixar sua carreira depois do fim da licença-maternidade - afinal, ela batalhou muito por isso, e é justo que tenha sua independência, sua valorização, sua realização como profissional.


Também não é para por o dedo na ferida do pai que deseja estar mais presente, mas não tem a mínima ideia de como fazer isso (nem tem o apoio de leis que ampliam a licença-paternidade e a possibilidade de sua participação nos primeiros anos do filho, que tanto exigem de seus cuidadores).


Aqui, no Brasil, não estamos ainda preparados para essa realidade e, infelizmente, não restam muitas alternativas para essas famílias do que "terceirizar" os filhos. Nossas escolas não são preparadas para atuar em horário estendido, como acontece em países da Europa e nos Estados Unidos.


Às vezes me pego pensando que estamos criando uma geração solitária. Com pouca chance de convivência com pessoas que façam parte de seu círculo permamente (avós, tios, primos moram cada vez mais longe).


Mudamos geograficamente com maior frequência para nos adaptarmos aos nossos empregos - assim, acabamos não formando aquela "turminha do bairro" de longa data, como nossos pais diziam ter quando eram pequenos.


Eu não tenho uma resposta pronta para esse conflito, nem uma sugestão que sirva para todas as famílias.


Por aqui, só estou colocando atenção no ponto, tentando proporcionar à minha filha momentos cada vez mais frequentes que reforcem esses vínculos. Estou abrindo mão de certas realizações para estar mais presente. Dá trabalho, mas eu acredito que esse é o caminho.


(Foto: 123RF)


Estamos criando uma geração solitária?

E esse equilíbrio de estar próximo, sem perder a autoridade, é apenas um dos desafios que teremos que enfrentar para criarmos nossas crianças.
Queremos que nossos filhos se sintam à vontade para nos contar tudo, pois sabemos que, dessa forma, podemos guiá-los com mais segurança. Queremos que eles nos falem sobre a escola, os amigos, suas angústias, seus medos. Mas, por outro lado, não nos resta muito tempo no dia para essa convivência.
Nós, mães, queremos estar cada vez mais envolvidas com o mercado de trabalho, para sermos tão valorizadas ali quanto os homens. Já os pais querem estar mais presentes, querem realmente participar da vida em família, mas também não abriram mão de seus sonhos profissionais, nem diminuíram seu ritmo nas empresas para alcançarem esse objetivo.
Estamos tendo cada vez menos filhos - se na nossa infância uma família com vários irmãos era a regra, hoje é a exceção. E no meio dessa bagunça toda estão nossos pequeninos.
Acho que esse é um assunto delicado, mas sobre o qual precisamos pensar. E não é para colocar a culpa na cabeça da mãe que não quer deixar sua carreira depois do fim da licença-maternidade - afinal, ela batalhou muito por isso, e é justo que tenha sua independência, sua valorização, sua realização como profissional.
Também não é para por o dedo na ferida do pai que deseja estar mais presente, mas não tem a mínima ideia de como fazer isso (nem tem o apoio de leis que ampliam a licença-paternidade e a possibilidade de sua participação nos primeiros anos do filho, que tanto exigem de seus cuidadores).
Aqui, no Brasil, não estamos ainda preparados para essa realidade e, infelizmente, não restam muitas alternativas para essas famílias do que "terceirizar" os filhos. Nossas escolas não são preparadas para atuar em horário estendido, como acontece em países da Europa e nos Estados Unidos.
Às vezes me pego pensando que estamos criando uma geração solitária. Com pouca chance de convivência com pessoas que façam parte de seu círculo permamente (avós, tios, primos moram cada vez mais longe).
Mudamos geograficamente com maior frequência para nos adaptarmos aos nossos empregos - assim, acabamos não formando aquela "turminha do bairro" de longa data, como nossos pais diziam ter quando eram pequenos.
Eu não tenho uma resposta pronta para esse conflito, nem uma sugestão que sirva para todas as famílias.
Por aqui, só estou colocando atenção no ponto, tentando proporcionar à minha filha momentos cada vez mais frequentes que reforcem esses vínculos. Estou abrindo mão de certas realizações para estar mais presente. Dá trabalho, mas eu acredito que esse é o caminho.
(Foto: 123RF)

Me pega no colo também?












Algumas vezes meu filho pediu colo para ir para a cama, da mesma forma que fazemos com a irmã dele. Sinal claro de que estava com ciúmes!


Pegamos ele no colo, vamos conversando até sua cama e explicamos que ele é bem mais pesado que a irmã e que também já sabe andar. 


Ao agirmos assim, mostramos que ele é importante para nós. Ao negar o colo ou levá-lo sem explicação, podemos desencadear outras cenas de ciúmes.


O resultado de fazermos isso com carinho e o uso da razão é que ele está pedindo cada vez menos o colo e, algumas vezes, até pede para ajudar a levar a irmã para o quarto.


O ciúme da irmã mais nova é desafiador, mas com carinho e atenção tudo fica mais fácil.


(Foto: Arquivo pessoal)



Me pega no colo também?



Algumas vezes meu filho pediu colo para ir para a cama, da mesma forma que fazemos com a irmã dele. Sinal claro de que estava com ciúmes!
Pegamos ele no colo, vamos conversando até sua cama e explicamos que ele é bem mais pesado que a irmã e que também já sabe andar. 
Ao agirmos assim, mostramos que ele é importante para nós. Ao negar o colo ou levá-lo sem explicação, podemos desencadear outras cenas de ciúmes.
O resultado de fazermos isso com carinho e o uso da razão é que ele está pedindo cada vez menos o colo e, algumas vezes, até pede para ajudar a levar a irmã para o quarto.
O ciúme da irmã mais nova é desafiador, mas com carinho e atenção tudo fica mais fácil.
(Foto: Arquivo pessoal)

20 coisas que você não pode deixar de dizer ao seu filho


O tempo passa rápido demais. Por isso, a hora de falar é agora!



20 coisas que você não pode deixar de dizer ao seu filho



Minha filha me perguntou, então: "por que ela não gosta mais de mim?". Expliquei que não era isso o que havia acontecido - que elas continuavam amigas, que voltariam a brincar, e que ela também poderia procurar a companhia de tantas outras crianças bacanas de sua classe. Mas me partiu o coração vê-la triste - e esse foi o estopim para que eu começasse a pensar em tudo o que eu gostaria de dizer para que minha filha soubesse um pouco mais sobre a vida.


Porque, no fundo, tudo o que nossos pais nos contam marcam profundamente nossa percepção sobre o mundo. É como se essas frases se tornassem o "grilo falante", aquela voz que nos lembra de onde viemos, qual é o nosso papel no mundo, e, principalmente, o quanto somos amados, nos momentos de dificuldade. Por isso, filha, eu gostaria que você soubesse:


1) Que eu te amo exatamente como você é - e que você não precisa ser diferente para que eu a ame mais, pois isso seria impossível.


2) Que você tem um porto seguro em casa, e que você pode voltar sempre (SEMPRE!) que precisar.


3) Que nem todos os dias da sua vida serão felizes, e que, mesmo assim, está tudo bem. Porque depois de uma fase difícil, sempre haverá um dia com o céu azul.


4) Que tudo bem ficar triste de vez em quando, e que isso acontece com todo mundo (inclusive comigo).


5) Que os seres humanos sentem raiva, e que você também terá esse sentimento. Nesse momento, o melhor remédio é tentar se colocar no lugar do outro, entender seus motivos e perdoá-lo.


6) Que não basta perdoar os outros, é preciso, principalmente, aprender a perdoar as próprias falhas.


7) Que eu escuto quando você fala. Certo, há momentos em que estou doida, fazendo dez coisas ao mesmo tempo, mas se você me der cinco minutos, me organizarei para ouvir apenas o que você tem para me contar.


8) Que você não precisa ter pressa. Leve o tempo que for preciso, mas faça bem feito.


9) Que você é forte - mesmo que pense o contrário.


10) Que eu confio em você.


11) Que tenho orgulho de ser sua mãe.


12) Que nem todas as pessoas de quem você virá a gostar, também gostarão de você. Mas saiba que aquelas que realmente valem a pena te amarão de verdade.


13) Que você pode chorar. É melhor do que guardar a mágoa dentro de você.


14) Que tudo bem pedir ajuda de vez em quando. E que você não é uma pessoa pior, ou mais fraca, por admitir que não consegue fazer sozinha.


15) Que você pode (e deve) mudar de ideia, se perceber que está no caminho errado. 


16) Que você não é perfeita, assim como eu também não sou.


17) Que você pode, um dia, magoar alguém. E que a primeira coisa que você deve fazer é se desculpar.


18) Que você tem valor, e que você não deve deixar que alguém diga o contrário nunca (NUNCA!).


19) Que você é valente - posso ver isso em seu coração. Olhe lá dentro sempre que sentir medo, que você verá isso também.


20) Que estou feliz por você ter nascido. E que você fez minha vida muito melhor!





(Foto: Getty Images)


20 coisas que você não pode deixar de dizer ao seu filho

O tempo passa rápido demais. Por isso, a hora de falar é agora!

20 coisas que você não pode deixar de dizer ao seu filho
Minha filha me perguntou, então: "por que ela não gosta mais de mim?". Expliquei que não era isso o que havia acontecido - que elas continuavam amigas, que voltariam a brincar, e que ela também poderia procurar a companhia de tantas outras crianças bacanas de sua classe. Mas me partiu o coração vê-la triste - e esse foi o estopim para que eu começasse a pensar em tudo o que eu gostaria de dizer para que minha filha soubesse um pouco mais sobre a vida.
Porque, no fundo, tudo o que nossos pais nos contam marcam profundamente nossa percepção sobre o mundo. É como se essas frases se tornassem o "grilo falante", aquela voz que nos lembra de onde viemos, qual é o nosso papel no mundo, e, principalmente, o quanto somos amados, nos momentos de dificuldade. Por isso, filha, eu gostaria que você soubesse:
1) Que eu te amo exatamente como você é - e que você não precisa ser diferente para que eu a ame mais, pois isso seria impossível.
2) Que você tem um porto seguro em casa, e que você pode voltar sempre (SEMPRE!) que precisar.
3) Que nem todos os dias da sua vida serão felizes, e que, mesmo assim, está tudo bem. Porque depois de uma fase difícil, sempre haverá um dia com o céu azul.
4) Que tudo bem ficar triste de vez em quando, e que isso acontece com todo mundo (inclusive comigo).
5) Que os seres humanos sentem raiva, e que você também terá esse sentimento. Nesse momento, o melhor remédio é tentar se colocar no lugar do outro, entender seus motivos e perdoá-lo.
6) Que não basta perdoar os outros, é preciso, principalmente, aprender a perdoar as próprias falhas.
7) Que eu escuto quando você fala. Certo, há momentos em que estou doida, fazendo dez coisas ao mesmo tempo, mas se você me der cinco minutos, me organizarei para ouvir apenas o que você tem para me contar.
8) Que você não precisa ter pressa. Leve o tempo que for preciso, mas faça bem feito.
9) Que você é forte - mesmo que pense o contrário.
10) Que eu confio em você.
11) Que tenho orgulho de ser sua mãe.
12) Que nem todas as pessoas de quem você virá a gostar, também gostarão de você. Mas saiba que aquelas que realmente valem a pena te amarão de verdade.
13) Que você pode chorar. É melhor do que guardar a mágoa dentro de você.
14) Que tudo bem pedir ajuda de vez em quando. E que você não é uma pessoa pior, ou mais fraca, por admitir que não consegue fazer sozinha.
15) Que você pode (e deve) mudar de ideia, se perceber que está no caminho errado. 
16) Que você não é perfeita, assim como eu também não sou.
17) Que você pode, um dia, magoar alguém. E que a primeira coisa que você deve fazer é se desculpar.
18) Que você tem valor, e que você não deve deixar que alguém diga o contrário nunca (NUNCA!).
19) Que você é valente - posso ver isso em seu coração. Olhe lá dentro sempre que sentir medo, que você verá isso também.
20) Que estou feliz por você ter nascido. E que você fez minha vida muito melhor!

(Foto: Getty Images)

Mãe é tudo igual? Ah, não é não!


Dizem que mãe só muda de endereço. Mas se você observar com maior cuidado, vai ver que a verdade é bem diferente!



Mãe é tudo igual? Ah, não é não!



Respondo mais de cinquenta mensagens por dia, sem falar em comentários nas redes sociais e no meu blog pessoal. Resumindo: eu conheço tantas mães que já não consigo estimar quantas são!


E todas as vezes em que escrevo um post com o qual as leitoras se identificam, fico pensando em quantas coisas todas nós, mães, temos em comum. Lutamos com unhas e dentes por um filho, e muitas vezes colocamos sua felicidade acima da nossa. Aguardamos sua chegada com ansiedade, nos desdobramos nos cuidados diários, choramos, rimos, nos orgulhamos... Sentimos que o melhor pagamento do mundo é um sorriso, e que não há nada que possa nos ferir mais do que sua lágrima. E pensando em todas essas reações, comuns a todas as mães que conheço, eu poderia chegar à conclusão de que o ditado "mães são todas iguais, só mudam de endereço" estaria certo. 


Mas quanto mais mergulho no mundo da maternidade, mais vejo que isso não é verdade. Somos todas muito diferentes uma da outra, com alguns pontos parecidos. Encaramos o parto, a amamentação, a educação de um filho com filtros culturais e ditados pela sociedade que nos rodeia. E isso faz cada uma de nós única - inclusive com um tempo e espaço definidos. Hoje, eu sou uma mãe para Catarina; amanhã, certamente, serei outra. E se tivesse um segundo filho, também seria uma mãe diferente para cada um deles.


Assim, cheguei à conclusão de que:


- Há mães que nunca teriam um parto normal, porque não podem pensar em sentir dor.


- Há mães que não cogitariam uma cesárea, porque acreditam que a melhor forma de trazer uma criança ao mundo seja sem uma cirurgia.


- Há mães que optaram pelo parto normal ou pela cesárea, mas tiveram que mudar de ideia na última hora.


- Há mães que amamentaram exclusivamente até os 6 meses de vida do bebê.


- Há mães que não amamentaram ou que complementaram o peito com leite artificial.


- Há mães que deixam o filho dormir em sua cama.


- Há mães que colocaram o filho no berço desde que ele chegou da maternidade.


- Há mães que acordam a noite inteira para amamentar o filho ou levá-lo ao banheiro.


- Há mães que dormem oito horas ininterruptas por dia desde que o filho tinha três meses de vida.


- Há mães que deixam o filho ganhar um jogo para que não fique triste.


- Há mães que não deixam o filho ganhar para ensiná-lo a perder.


- Há mães que continuam a usar maquiagem, salto alto e roupas da moda depois que o filho nasce.


- Há mães que passam a usar cara lavada e sapatilha e estão muito felizes com sua escolha.


- Há mães que não viajam sem os filhos, mesmo que tenham dez anos de idade.


- Há mães que deixam os filhos ainda bebês com o pai e pegam um voo para uma reunião em outra cidade.





Enfim, somos muito diferentes uma da outra, mas tem horas que só uma outra mãe para nos entender!





(Foto:Tobias Lindman/Creative Commons)


Mãe é tudo igual? Ah, não é não!

Dizem que mãe só muda de endereço. Mas se você observar com maior cuidado, vai ver que a verdade é bem diferente!

Mãe é tudo igual? Ah, não é não!
Respondo mais de cinquenta mensagens por dia, sem falar em comentários nas redes sociais e no meu blog pessoal. Resumindo: eu conheço tantas mães que já não consigo estimar quantas são!
E todas as vezes em que escrevo um post com o qual as leitoras se identificam, fico pensando em quantas coisas todas nós, mães, temos em comum. Lutamos com unhas e dentes por um filho, e muitas vezes colocamos sua felicidade acima da nossa. Aguardamos sua chegada com ansiedade, nos desdobramos nos cuidados diários, choramos, rimos, nos orgulhamos... Sentimos que o melhor pagamento do mundo é um sorriso, e que não há nada que possa nos ferir mais do que sua lágrima. E pensando em todas essas reações, comuns a todas as mães que conheço, eu poderia chegar à conclusão de que o ditado "mães são todas iguais, só mudam de endereço" estaria certo. 
Mas quanto mais mergulho no mundo da maternidade, mais vejo que isso não é verdade. Somos todas muito diferentes uma da outra, com alguns pontos parecidos. Encaramos o parto, a amamentação, a educação de um filho com filtros culturais e ditados pela sociedade que nos rodeia. E isso faz cada uma de nós única - inclusive com um tempo e espaço definidos. Hoje, eu sou uma mãe para Catarina; amanhã, certamente, serei outra. E se tivesse um segundo filho, também seria uma mãe diferente para cada um deles.
Assim, cheguei à conclusão de que:
- Há mães que nunca teriam um parto normal, porque não podem pensar em sentir dor.
- Há mães que não cogitariam uma cesárea, porque acreditam que a melhor forma de trazer uma criança ao mundo seja sem uma cirurgia.
- Há mães que optaram pelo parto normal ou pela cesárea, mas tiveram que mudar de ideia na última hora.
- Há mães que amamentaram exclusivamente até os 6 meses de vida do bebê.
- Há mães que não amamentaram ou que complementaram o peito com leite artificial.
- Há mães que deixam o filho dormir em sua cama.
- Há mães que colocaram o filho no berço desde que ele chegou da maternidade.
- Há mães que acordam a noite inteira para amamentar o filho ou levá-lo ao banheiro.
- Há mães que dormem oito horas ininterruptas por dia desde que o filho tinha três meses de vida.
- Há mães que deixam o filho ganhar um jogo para que não fique triste.
- Há mães que não deixam o filho ganhar para ensiná-lo a perder.
- Há mães que continuam a usar maquiagem, salto alto e roupas da moda depois que o filho nasce.
- Há mães que passam a usar cara lavada e sapatilha e estão muito felizes com sua escolha.
- Há mães que não viajam sem os filhos, mesmo que tenham dez anos de idade.
- Há mães que deixam os filhos ainda bebês com o pai e pegam um voo para uma reunião em outra cidade.

Enfim, somos muito diferentes uma da outra, mas tem horas que só uma outra mãe para nos entender!

(Foto:Tobias Lindman/Creative Commons)

Família é família, não importa a composição




Que diga Doc, a personagem principal da série Doutora Brinquedos. Em episódios especiais que estão sendo exibidos no canal Disney Junior, ela tem vivido a ansiedade pela chegada de um bebê adotivo, que irá completar a família formada pelo seu pai, sua mãe e ainda seu irmão Dony.


Enquanto o bebê não chega, Doc aprende a lidar com a situação usando uma boneca que foi presente de seus pais. Os McStuffins são a típica familia feliz, que decide dar um passo a mais e trazer uma nova criança para casa, oferecendo um lar, aconchego, suporte e muito carinho.


Mas quem disse só essa formação funciona? Conheça histórias de pessoas incríveis que fogem do tradicional e mostram que a adoção deu um novo sentido às suas vidas. E que, para ser uma família de verdade, o importante é ter amor.


Um novo sentido para a vida


Desde a juventude, a secretária Ana Paula Couto (foto acima), 38 anos, de Porto Alegre (RS), desejava adotar uma criança. Consciente da sua vontade, ela aguardou o momento certo para encarar a adoção independente, ou seja, sem a presença de um cônjuge.


“Sempre deixei claro que desejava ser mãe. Foi uma decisão segura, cercada de planejamento e muito amor”, frisa. Enquanto aguardava na fila de adoção, ela foi se preparando para a chegada, estruturando sua vida.


“Tudo que eu fazia incluía a possibilidade dele chegar naquele exato momento. Foram viagens, estudos, compra de carro, melhorias na casa. Ele estava incluso em tudo, apesar de ainda não estar fisicamente comigo”, conta Ana Paula.


Depois de 4 anos, Othavio, um bebê prematuro, chegou à sua vida. “No dia 27 de agosto de 2015, às 14h12, recebi meu filho pesando menos de 2 kg. Abraçada naquele pequeno ser que deu sentido e vida a mim, chorei por 40 minutos agradecendo a Deus pelo fim da espera e pelo nosso reencontro neste plano”, lembra-se.


O fato de ser solteira não é um problema para Ana Paula. Mas a questão racial, já que o menino é negro, ainda chama a atenção das pessoas.


“Ninguém pergunta se meu filho veio por adoção, mas perguntam se o pai dele ou meu marido é negro. Já chegaram ao absurdo de perguntar se não tinha uma criança branca para mim. É muito triste ver que a sociedade se preocupa em questionar a cor dos genitores e não em contemplar a felicidade do meu filho”, lamenta a mãe.


Feliz, ela se esforça para mostrar ao pequeno como lidar com isso. “Ele será esclarecido para entender de que, independentemente da sua cor de pele, de ter se tornado filho pela adoção e de não ter um pai, poderá ser um ser humano com valores, afetivo, seguro e que buscará a sua felicidade e de quem ele amar, sendo um agente real da transformação da sociedade”, afirma Ana Paula. Alguém duvida?


Um sonho antigo


“Escolhemos adotar uma criança pelo desejo muito forte de formar uma família”. É assim que o jornalista Jorge Luiz Brasil (abaixo, à esquerda) explica por que ele e o companheiro, o farmacêutico Walter do Patrocínio, de Niterói (RJ), fizeram a escolha.


O desejo surgiu há 13 anos, mas à época precisou ser deixado de lado. Em 2013, porém, a vontade antiga ressurgiu e eles encararam o processo de adoção.




“Sabíamos que um bebê seria complicado para nós dois. Então, pensamos numa criança entre 2 e 4 anos”, conta Jorge. Mas a vida nem sempre anda conforme a gente planeja, né? E aí, Jorge e Walter se depararam com Arthur, um menino de 6 anos que vivia em Natal (RN).


“Durante o processo de habilitação nos vinculamos à ONG Quintal de Ana e nos interessamos por um menino chamado Patrick, mas descobrimos que ele já estava sendo adotado por uma família de Niterói também. No mesmo abrigo, vivia um garoto da mesma idade, o Suênio. Pegamos mais informações sobre ele e acabamos por adotá-lo. E hoje o Suênio é o nosso Arthur e mantém amizade com o Patrick”, conta.


A adaptação, porém, exigiu um pouquinho de paciência de Jorge e Walter. Arthur era muito agitado, não se adaptou à primeira escola e até tentou fugir. “Mas respiramos fundo e tentamos fazer com que se sentisse mais seguro e confiante. Uma semana depois ele estava mais calmo e feliz. E começou naturalmente a nos chamar de pai”, conta Jorge.


Aliás, é assim que ele chama os dois pais, sem distinção. “Tudo foi falado abertamente com ele. E a adoção só foi à frente quando tivemos certeza de que ele poderia lidar com isso”, esclarece Jorge.


Prestes a completar 9 anos, Arthur é o centro das atenções e transformou a vida do casal. “Não consigo mais me lembrar como era a nossa vida sem ele. Arthur é o ar que respiramos, é o que faz nossos corações continuarem batendo e o que nos move a levantar da cama todos os dias para poder amá-lo”, finaliza.


Muita vontade de serem mães


Monica Drumond e Jeanne Tostes Drumond, de Lagoa Santa (MG), estavam juntas há 8 anos quando surgiu o desejo de serem mães. Já histerectomizadas, viram na adoção uma maneira de completar a família. Assim, iniciaram o processo de adoção, sem nenhuma preferência de raça, idade ou sexo.




Foi por conta disso que receberam Giovanna, hoje com 3 anos e 4 meses, que chegou recém-nascida. Depois, encararam novamente a fila até receberam a Lorena, na época com 9 meses (agora, a menina tem 1 ano e 3 meses).


“A Justiça é muito cautelosa. No nosso caso, o processo de nascimento das meninas em nossas vidas aconteceu rapidamente, mas o da Justiça ainda caminha”, conta Monica. Conscientes e muito felizes com a escolha, ela relata que a adaptação foi tranquila.


“A emoção e a alegria não deram espaço para outro sentimento que não fosse paixão pelas nossas filhas”, afirma. Já a ansiedade e preocupações são a de qualquer mãe de primeira viagem. “Na primeira noite da Giovanna, ela dormiu direto e eu e a Jeanne ficamos até o dia amanhecer acompanhando o sono e nos certificando de que ela respirava”, comenta.


Sobre lidar com o fato das meninas terem duas mães, Monica não vê nenhum problema e não sofre nenhum tipo de preconceito. Pelo contrário, sente-se uma família muito querida, aceita e respeitada onde vivem. Isso é fundamental para dar segurança às meninas e criá-las da melhor maneira possível.


“Pensamos em dar a elas todos os valores e referências para que sejam pessoas do bem, que no futuro construam as suas vidas profissionais e afetivas com qualidade, e continuem mudando a vida das gerações que virão a partir da nossa, com todo o nosso amor, respeito, cuidado e proteção”, finaliza Monica.


(Fotos: Arquivos pessoais)

Família é família, não importa a composição

Que diga Doc, a personagem principal da série Doutora Brinquedos. Em episódios especiais que estão sendo exibidos no canal Disney Junior, ela tem vivido a ansiedade pela chegada de um bebê adotivo, que irá completar a família formada pelo seu pai, sua mãe e ainda seu irmão Dony.
Enquanto o bebê não chega, Doc aprende a lidar com a situação usando uma boneca que foi presente de seus pais. Os McStuffins são a típica familia feliz, que decide dar um passo a mais e trazer uma nova criança para casa, oferecendo um lar, aconchego, suporte e muito carinho.
Mas quem disse só essa formação funciona? Conheça histórias de pessoas incríveis que fogem do tradicional e mostram que a adoção deu um novo sentido às suas vidas. E que, para ser uma família de verdade, o importante é ter amor.
Um novo sentido para a vida
Desde a juventude, a secretária Ana Paula Couto (foto acima), 38 anos, de Porto Alegre (RS), desejava adotar uma criança. Consciente da sua vontade, ela aguardou o momento certo para encarar a adoção independente, ou seja, sem a presença de um cônjuge.
“Sempre deixei claro que desejava ser mãe. Foi uma decisão segura, cercada de planejamento e muito amor”, frisa. Enquanto aguardava na fila de adoção, ela foi se preparando para a chegada, estruturando sua vida.
“Tudo que eu fazia incluía a possibilidade dele chegar naquele exato momento. Foram viagens, estudos, compra de carro, melhorias na casa. Ele estava incluso em tudo, apesar de ainda não estar fisicamente comigo”, conta Ana Paula.
Depois de 4 anos, Othavio, um bebê prematuro, chegou à sua vida. “No dia 27 de agosto de 2015, às 14h12, recebi meu filho pesando menos de 2 kg. Abraçada naquele pequeno ser que deu sentido e vida a mim, chorei por 40 minutos agradecendo a Deus pelo fim da espera e pelo nosso reencontro neste plano”, lembra-se.
O fato de ser solteira não é um problema para Ana Paula. Mas a questão racial, já que o menino é negro, ainda chama a atenção das pessoas.
“Ninguém pergunta se meu filho veio por adoção, mas perguntam se o pai dele ou meu marido é negro. Já chegaram ao absurdo de perguntar se não tinha uma criança branca para mim. É muito triste ver que a sociedade se preocupa em questionar a cor dos genitores e não em contemplar a felicidade do meu filho”, lamenta a mãe.
Feliz, ela se esforça para mostrar ao pequeno como lidar com isso. “Ele será esclarecido para entender de que, independentemente da sua cor de pele, de ter se tornado filho pela adoção e de não ter um pai, poderá ser um ser humano com valores, afetivo, seguro e que buscará a sua felicidade e de quem ele amar, sendo um agente real da transformação da sociedade”, afirma Ana Paula. Alguém duvida?
Um sonho antigo
“Escolhemos adotar uma criança pelo desejo muito forte de formar uma família”. É assim que o jornalista Jorge Luiz Brasil (abaixo, à esquerda) explica por que ele e o companheiro, o farmacêutico Walter do Patrocínio, de Niterói (RJ), fizeram a escolha.
O desejo surgiu há 13 anos, mas à época precisou ser deixado de lado. Em 2013, porém, a vontade antiga ressurgiu e eles encararam o processo de adoção.
“Sabíamos que um bebê seria complicado para nós dois. Então, pensamos numa criança entre 2 e 4 anos”, conta Jorge. Mas a vida nem sempre anda conforme a gente planeja, né? E aí, Jorge e Walter se depararam com Arthur, um menino de 6 anos que vivia em Natal (RN).
“Durante o processo de habilitação nos vinculamos à ONG Quintal de Ana e nos interessamos por um menino chamado Patrick, mas descobrimos que ele já estava sendo adotado por uma família de Niterói também. No mesmo abrigo, vivia um garoto da mesma idade, o Suênio. Pegamos mais informações sobre ele e acabamos por adotá-lo. E hoje o Suênio é o nosso Arthur e mantém amizade com o Patrick”, conta.
A adaptação, porém, exigiu um pouquinho de paciência de Jorge e Walter. Arthur era muito agitado, não se adaptou à primeira escola e até tentou fugir. “Mas respiramos fundo e tentamos fazer com que se sentisse mais seguro e confiante. Uma semana depois ele estava mais calmo e feliz. E começou naturalmente a nos chamar de pai”, conta Jorge.
Aliás, é assim que ele chama os dois pais, sem distinção. “Tudo foi falado abertamente com ele. E a adoção só foi à frente quando tivemos certeza de que ele poderia lidar com isso”, esclarece Jorge.
Prestes a completar 9 anos, Arthur é o centro das atenções e transformou a vida do casal. “Não consigo mais me lembrar como era a nossa vida sem ele. Arthur é o ar que respiramos, é o que faz nossos corações continuarem batendo e o que nos move a levantar da cama todos os dias para poder amá-lo”, finaliza.
Muita vontade de serem mães
Monica Drumond e Jeanne Tostes Drumond, de Lagoa Santa (MG), estavam juntas há 8 anos quando surgiu o desejo de serem mães. Já histerectomizadas, viram na adoção uma maneira de completar a família. Assim, iniciaram o processo de adoção, sem nenhuma preferência de raça, idade ou sexo.
Foi por conta disso que receberam Giovanna, hoje com 3 anos e 4 meses, que chegou recém-nascida. Depois, encararam novamente a fila até receberam a Lorena, na época com 9 meses (agora, a menina tem 1 ano e 3 meses).
“A Justiça é muito cautelosa. No nosso caso, o processo de nascimento das meninas em nossas vidas aconteceu rapidamente, mas o da Justiça ainda caminha”, conta Monica. Conscientes e muito felizes com a escolha, ela relata que a adaptação foi tranquila.
“A emoção e a alegria não deram espaço para outro sentimento que não fosse paixão pelas nossas filhas”, afirma. Já a ansiedade e preocupações são a de qualquer mãe de primeira viagem. “Na primeira noite da Giovanna, ela dormiu direto e eu e a Jeanne ficamos até o dia amanhecer acompanhando o sono e nos certificando de que ela respirava”, comenta.
Sobre lidar com o fato das meninas terem duas mães, Monica não vê nenhum problema e não sofre nenhum tipo de preconceito. Pelo contrário, sente-se uma família muito querida, aceita e respeitada onde vivem. Isso é fundamental para dar segurança às meninas e criá-las da melhor maneira possível.
“Pensamos em dar a elas todos os valores e referências para que sejam pessoas do bem, que no futuro construam as suas vidas profissionais e afetivas com qualidade, e continuem mudando a vida das gerações que virão a partir da nossa, com todo o nosso amor, respeito, cuidado e proteção”, finaliza Monica.
(Fotos: Arquivos pessoais)

Estamos criando uma geração solitária?


Estamos criando uma geração solitária? E esse equilíbrio de estar próximo, sem perder a autoridade, é apenas um dos desafios que teremos que enfrentar para criarmos nossas crianças.


Queremos que nossos filhos se sintam à vontade para nos contar tudo, pois sabemos que, dessa forma, podemos guiá-los com mais segurança. Queremos que eles nos falem sobre a escola, os amigos, suas angústias, seus medos. Mas, por outro lado, não nos resta muito tempo no dia para essa convivência.


Nós, mães, queremos estar cada vez mais envolvidas com o mercado de trabalho, para sermos tão valorizadas ali quanto os homens. Já os pais querem estar mais presentes, querem realmente participar da vida em família, mas também não abriram mão de seus sonhos profissionais, nem diminuíram seu ritmo nas empresas para alcançarem esse objetivo.


Estamos tendo cada vez menos filhos - se na nossa infância uma família com vários irmãos era a regra, hoje é a exceção. E no meio dessa bagunça toda estão nossos pequeninos.


Acho que esse é um assunto delicado, mas sobre o qual precisamos pensar. E não é para colocar a culpa na cabeça da mãe que não quer deixar sua carreira depois do fim da licença-maternidade - afinal, ela batalhou muito por isso, e é justo que tenha sua independência, sua valorização, sua realização como profissional.


Também não é para por o dedo na ferida do pai que deseja estar mais presente, mas não tem a mínima ideia de como fazer isso (nem tem o apoio de leis que ampliam a licença-paternidade e a possibilidade de sua participação nos primeiros anos do filho, que tanto exigem de seus cuidadores).


Aqui, no Brasil, não estamos ainda preparados para essa realidade e, infelizmente, não restam muitas alternativas para essas famílias do que "terceirizar" os filhos. Nossas escolas não são preparadas para atuar em horário estendido, como acontece em países da Europa e nos Estados Unidos.


Às vezes me pego pensando que estamos criando uma geração solitária. Com pouca chance de convivência com pessoas que façam parte de seu círculo permamente (avós, tios, primos moram cada vez mais longe).


Mudamos geograficamente com maior frequência para nos adaptarmos aos nossos empregos - assim, acabamos não formando aquela "turminha do bairro" de longa data, como nossos pais diziam ter quando eram pequenos.


Eu não tenho uma resposta pronta para esse conflito, nem uma sugestão que sirva para todas as famílias.


Por aqui, só estou colocando atenção no ponto, tentando proporcionar à minha filha momentos cada vez mais frequentes que reforcem esses vínculos. Estou abrindo mão de certas realizações para estar mais presente. Dá trabalho, mas eu acredito que esse é o caminho.

Estamos criando uma geração solitária?

Estamos criando uma geração solitária? E esse equilíbrio de estar próximo, sem perder a autoridade, é apenas um dos desafios que teremos que enfrentar para criarmos nossas crianças.
Queremos que nossos filhos se sintam à vontade para nos contar tudo, pois sabemos que, dessa forma, podemos guiá-los com mais segurança. Queremos que eles nos falem sobre a escola, os amigos, suas angústias, seus medos. Mas, por outro lado, não nos resta muito tempo no dia para essa convivência.
Nós, mães, queremos estar cada vez mais envolvidas com o mercado de trabalho, para sermos tão valorizadas ali quanto os homens. Já os pais querem estar mais presentes, querem realmente participar da vida em família, mas também não abriram mão de seus sonhos profissionais, nem diminuíram seu ritmo nas empresas para alcançarem esse objetivo.
Estamos tendo cada vez menos filhos - se na nossa infância uma família com vários irmãos era a regra, hoje é a exceção. E no meio dessa bagunça toda estão nossos pequeninos.
Acho que esse é um assunto delicado, mas sobre o qual precisamos pensar. E não é para colocar a culpa na cabeça da mãe que não quer deixar sua carreira depois do fim da licença-maternidade - afinal, ela batalhou muito por isso, e é justo que tenha sua independência, sua valorização, sua realização como profissional.
Também não é para por o dedo na ferida do pai que deseja estar mais presente, mas não tem a mínima ideia de como fazer isso (nem tem o apoio de leis que ampliam a licença-paternidade e a possibilidade de sua participação nos primeiros anos do filho, que tanto exigem de seus cuidadores).
Aqui, no Brasil, não estamos ainda preparados para essa realidade e, infelizmente, não restam muitas alternativas para essas famílias do que "terceirizar" os filhos. Nossas escolas não são preparadas para atuar em horário estendido, como acontece em países da Europa e nos Estados Unidos.
Às vezes me pego pensando que estamos criando uma geração solitária. Com pouca chance de convivência com pessoas que façam parte de seu círculo permamente (avós, tios, primos moram cada vez mais longe).
Mudamos geograficamente com maior frequência para nos adaptarmos aos nossos empregos - assim, acabamos não formando aquela "turminha do bairro" de longa data, como nossos pais diziam ter quando eram pequenos.
Eu não tenho uma resposta pronta para esse conflito, nem uma sugestão que sirva para todas as famílias.
Por aqui, só estou colocando atenção no ponto, tentando proporcionar à minha filha momentos cada vez mais frequentes que reforcem esses vínculos. Estou abrindo mão de certas realizações para estar mais presente. Dá trabalho, mas eu acredito que esse é o caminho.

20 coisas que você não pode deixar de dizer ao seu filho

Minha filha me perguntou, então: "por que ela não gosta mais de mim?". Expliquei que não era isso o que havia acontecido - que elas continuavam amigas, que voltariam a brincar, e que ela também poderia procurar a companhia de tantas outras crianças bacanas de sua classe. Mas me partiu o coração vê-la triste - e esse foi o estopim para que eu começasse a pensar em tudo o que eu gostaria de dizer para que minha filha soubesse um pouco mais sobre a vida.

Porque, no fundo, tudo o que nossos pais nos contam marcam profundamente nossa percepção sobre o mundo. É como se essas frases se tornassem o "grilo falante", aquela voz que nos lembra de onde viemos, qual é o nosso papel no mundo, e, principalmente, o quanto somos amados, nos momentos de dificuldade. Por isso, filha, eu gostaria que você soubesse:

1) Que eu te amo exatamente como você é - e que você não precisa ser diferente para que eu a ame mais, pois isso seria impossível.

2) Que você tem um porto seguro em casa, e que você pode voltar sempre (SEMPRE!) que precisar.

3) Que nem todos os dias da sua vida serão felizes, e que, mesmo assim, está tudo bem. Porque depois de uma fase difícil, sempre haverá um dia com o céu azul.

4) Que tudo bem ficar triste de vez em quando, e que isso acontece com todo mundo (inclusive comigo).

5) Que os seres humanos sentem raiva, e que você também terá esse sentimento. Nesse momento, o melhor remédio é tentar se colocar no lugar do outro, entender seus motivos e perdoá-lo.

6) Que não basta perdoar os outros, é preciso, principalmente, aprender a perdoar as próprias falhas.

7) Que eu escuto quando você fala. Certo, há momentos em que estou doida, fazendo dez coisas ao mesmo tempo, mas se você me der cinco minutos, me organizarei para ouvir apenas o que você tem para me contar.

8) Que você não precisa ter pressa. Leve o tempo que for preciso, mas faça bem feito.

9) Que você é forte - mesmo que pense o contrário.

10) Que eu confio em você.

11) Que tenho orgulho de ser sua mãe.

12) Que nem todas as pessoas de quem você virá a gostar, também gostarão de você. Mas saiba que aquelas que realmente valem a pena te amarão de verdade.

13) Que você pode chorar. É melhor do que guardar a mágoa dentro de você.

14) Que tudo bem pedir ajuda de vez em quando. E que você não é uma pessoa pior, ou mais fraca, por admitir que não consegue fazer sozinha.

15) Que você pode (e deve) mudar de ideia, se perceber que está no caminho errado. 

16) Que você não é perfeita, assim como eu também não sou.

17) Que você pode, um dia, magoar alguém. E que a primeira coisa que você deve fazer é se desculpar.

18) Que você tem valor, e que você não deve deixar que alguém diga o contrário nunca (NUNCA!).

19) Que você é valente - posso ver isso em seu coração. Olhe lá dentro sempre que sentir medo, que você verá isso também.

20) Que estou feliz por você ter nascido. E que você fez minha vida muito melhor!

Todo mundo tem dó da mãe, mas ninguém ajuda a lavar a louça!

Um dia desses estava zapeando pelo Facebook, quando me deparei com uma frase simplesmente incrível. Olha que eu não sou das pessoas mais interessadas em compartilhar essas pérolas, mas essa era tão perfeita, que me chamou a atenção: "todo mundo tem dó da mãe, mas ninguém ajuda a lavar a louça!".

Não pude deixar de rir, e de pensar que ela traduz a realidade da maioria das mães que conheço. Se você se identificou, provavelmente não é mera coincidência!

E antes de qualquer coisa, tenho que dizer que eu também já estive do outro lado: de quem adora a mãe, mas deixa que ela faça quase tudo sozinha. Sim, eu já fui filha adolescente, daquelas que até lavam a louça, mas com uma boa vontade...

Conforme o tempo foi passando e, principalmente, depois que minha filha nasceu, eu percebi que minha mãe era uma heroína - daquelas anônimas, como milhões de outras, que cuidam de cada tarefa da casa, dos filhos, do marido... Em geral sem pedir nada em troca - nem uma pequena ajuda, que nessa rotina pesada seria muito bem-vinda.

Hoje eu sinto na pele exatamente isso, e por vezes me sinto forte, por saber que consigo dar conta de tantas coisas de forma autônoma. Mas isso não cansa? É claro que cansa, e muito!

Nas horas em que o cansaço bate, você se pergunta: "mas será que não aparece ninguém para ajudar?". E talvez você não concorde comigo, mas a cada dia que passa eu me convenço mais da seguinte resposta: as pessoas só farão isso quando você pedir.

Eu sei o que você deve estar pensando: que é só parar para observar, para notar que você está sobrecarregada! Eu sei, eu também pensava assim! Eu odiava falar o que era tão óbvio para mim, até descobrir que para os outros não era - simplesmente porque eu nunca tinha dito nada a respeito. E a partir do momento que passei a me manifestar, não é que as coisas melhoraram? 

Imagino que existam muitas mães que realmente não tenham a opção de pedir; mas para quem tem, acredito que essa seja a única saída.

Da próxima vez em que você perceber que está cuidando de 99% do trabalho relacionado à família, que tal deixar de lado o título de supermulher e dizer com todas as letras que não dará conta de tudo se não tiver alguém para dividir essas responsabilidades? Talvez você se surpreenda muito (e positivamente!) com o que irá acontecer!

Os medos que toda mãe tem

Os medos que toda mãe tem

Eu não tinha a menor ideia de que isso aconteceria: quando minha filha Catarina nasceu, um pequeno botão no meu cérebro foi ativado permanentemente - o do medo.

Engraçado que ele funciona enquanto estou acordada, e também durante o sono - mesmo dormindo, chego a sonhar que perdi a pequena no meio de um shopping, ou acordo sobressaltada para conferir se ela está respirando bem.

E quem é o responsável por isso? Aquele medinho que toda mãe sente, e que, dentro dos limites da normalidade, é muito saudável, porque zela pela segurança do filho.

Você já parou para pensar como o medo está presente na sua vida de mãe? Eu sentei cinco minutinhos, e olha só quantos medos maternos apareceram! Vem dar uma espiadinha, talvez você se identifique!

1) Medo de que o bebê pare de respirar (clássico) no meio da noite (e também no meio do dia!).

2) De dormir enquanto amamenta e deixar o bebê cair (mesmo com a almofada de amamentação).

3) De não saber cuidar do filho, depois de chegar com ele da maternidade.

4) De não entender qual é o motivo do choro que já dura duas horas.

5) De não ser uma mãe perfeita (mesmo sabendo que elas não existem).

6) De dar ouvidos aos palpites errados - ou deixar de ouvir os certos.

7) Da febre que insiste em não passar.

8) Dos perigos que existem dentro de casa - panela, tomada, ferro de passar roupa...

9) De deixar o bebê cair da sua cama.

10) Do bebê regurgitar e engasgar.

11) Do filho quebrar um braço, uma perna, o nariz...

12) De perder o filho em um local público.

13) De não saber escolher a escola certa e ver o filho infeliz.

14) De não estar criando um filho bem educado.

15) De ver o filho sofrer e não poder fazer nada para remediar.

E em você, o que faz o botãozinho do medo ser acionado?

Aliás, será que tem alguém lá dentro da sua cabeça o acionando? A pergunta parece meio maluca, mas tem tudo a ver com a nova animação da Disney-Pixar, Divertida Mente, que estreia em 18 de junho em todo o país.

Eu estou louca para assistir (por enquanto, só me deliciei com o trailer, clique aqui para ver), pois a ideia é muito bacana: o enredo conta a história de Riley, uma menininha que é, literalmente, guiada por 5 emoções: Alegria, Raiva, Tristeza, Nojinho e... Medo, claro! E a cada momento do dia um deles toma o controle (será que não acontece o mesmo conosco?). 

Aliás, depois que a gente vira mãe, a Alegria e o Medo têm trabalho dobrado lá dentro. Concorda?

(Foto: Donnie Ray Jones/Creative commons)